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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 839 / 2015

23/09/2015 - 18:29:00

Luiz Pedro diz que pai de servente assassinado o acusa por “revanchismo”

Ex-deputado nega envolvimento em crime pelo qual vai a júri no próximo dia 23

Sobre matéria destacada como manchete principal na edição de n° 838 deste periódico semanal, que traz como título: “11 anos depois, Luiz Pedro será julgado por assassinato” e com o subtítulo: “Ex-deputado é acusado de sequestro e execução de morador que não aceitava a lei da mordaça imposta pelo ex-cabo”, aqui estamos para esclarecer a nossa versão, sobretudo pela força do nosso direito, uma vez que o jornal Extra não teve a decência de seguir o padrão jornalístico, que é o de ouvir a outra parte envolvida no caso, proporcionando assim, um crime sem precedência.

Inicialmente o Cabo Luiz Pedro esclarece que toda essa polêmica, tem sido fruto de “revanchismo” do senhor Sebastião Pereira dos Santos, pai da vítima, Carlos Roberto Rocha Santos (Beto) que no dia 12 de agosto de 2004, fora sequestrado por quatro elementos que invadiram sua casa, e posteriormente assassinado. “Quando eu era subdelegado, o senhor Sebastião Pereira teria sido detido e autuado em flagrante, por ter assassinado seu próprio irmão, o Zé Bracinho na presença do sobrinho de 11 anos de idade; isso por questão relacionada à divisão de bens de uma padaria que pertencia aos dois, na região do Salvador Lira” esclarece Luiz Pedro, não entendendo porque seu nome foi baixar nessa encrenca, se os verdadeiros criminosos foram presos; revelaram detalhes do crime, já cumpriram parte da pena.

A matéria publicada neste jornal deixa a entender que o Beto morava no Conjunto Luiz Pedro que fica no Benedito Bentes II, quando na verdade a vítima morava no Benedito Bentes I. Quanto aos elementos envolvidos no crime; Laécio Pereira que pegou 25 anos de prisão, além de Adézio Rodrigues, Leone Lima e Naelson Osmar todos esses punidos com 16 anos de prisão, cujo julgamento ocorreu no dia 17 de dezembro de 2008, Luiz Pedro esclarece que nunca teve relação alguma com esse povo. “Todos eles afirmaram no dia do julgamento, que atuavam como vigilante noturno de uma área comercial do Benedito Bentes I, agenciados por um elemento chamado de Rogério, esse Rogério que por sinal, foi ouvido também, preso e que depois fugiu até hoje, aonde nem seu advogado sabe de seu paradeiro. Pois bem, conforme os réus confessos, o mandante do crime, teria sido um empresário do ramo de mercadinho, chamado de Gilson; só que esse homem nunca foi ouvido sobre o caso” estranha Luiz Pedro, acreditando que tem gente forte por traz disso, querendo ver sua desgraça, cuja novela já lhe rendeu duas prisões (2008 e 2011), que somadas  chegam a um ano; e que em ambas foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.  

Dimensão Social

Moradia, educação, saúde, esporte e lazer, são os itens prioritários que fazem parte de um projeto social que tem proporcionado à felicidade de milhares de pessoas em Maceió. Estamos falando do Instituto Luiz Pedro; uma entidade que detém uma referência sem igual, sobretudo junto às classes menos favorecidas. Tudo funciona por meio de parceria com seus próprios moradores; e não com a participação do poder público como foi dito aqui no Extra. Já são 8.200 casas construídas em regime de mutirão nos bairros de Chã da Jaqueira, Benedito Bentes II, João Sampaio, Clima Bom, Gama Lins e Sítio São Jorge. E o melhor; são conjuntos residenciais dotados de escolas, posto de Saúde, praças, creches e arenas esportivas; além de chácaras, salão de festas, piscina para hidroterapia, ônibus para passeios e até catamarã para momentos de muito lazer. Tudo isso é assegurado por uma pequena taxa mensal oriunda de seus moradores, que garante também a folha de pagamento de mais de 70 funcionários, inclusive médicos e dentistas, serviço de manutenção nas comunidades e toda parte logística de seu funcionamento. Apenas os professores das sete escolas pertencem ao município de Maceió.

Onde tudo começou

Todo esse trabalho teve início no Vergel do Lago, por iniciativa de seu patrono, Luiz Pedro, menino pobre que nos idos dos anos 70 chegou à capital alagoana, proveniente de Paulo Jacinto, cheio de sonhos focados em beneficiar gente sem condições de ter uma moradia própria. No Vergel, o alvo prioritário foi criar entretenimento social como forma de impedir o avanço da droga na região; onde crianças, adolescentes, jovens e adultos se envolvem em torneios esportivos, mantidos pelo Instituto, medida que se estendeu para os demais conjuntos residenciais, onde seis Arenas Esportivas já foram construídas, todas dotadas de vestiários, banheiros iluminação e grama sintética. O fruto desse trabalho, já resultou na presença do atacante Araújo, hoje na Primeira Divisão do futebol brasileiro, atuando na Ponte Preta; e futuramente os irmãos gêmeos da Chã de Jaqueira, Wilian e Wilan adolescentes que este ano foram “fisgados” pelo Flamengo do Rio, onde estão sendo preparados na Gávea para o amanhã. Eles têm uma bolsa mensal de 5 mil reais e o clube carioca já mandou construir uma boa casa para seus pais aqui em Maceió.   

 

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