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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 839 / 2015

23/09/2015 - 13:57:00

Gabriel Mousinho

Reviravolta em Arapiraca

Quando o governador Renan Filho contrariou sua própria consciência ao nomear um afilhado político do deputado Tarcísio Freire para a Ciretran de Arapiraca, sabia o que estava fazendo.

Observando Célia Rocha em visível declínio, está apostando suas fichas no deputado Tarcísio Freire que, se fosse hoje, seria o novo prefeito do município.O governador, profissional no ramo político, não quer nem saber se Célia Rocha dará a volta por cima. Quer saber mesmo de ficar com o apoio de um deputado que pode mudar a história, no voto, do segundo maior município de Alagoas.

Esta posição, até o momento, ganha respaldo do seu vice e secretário de Educação, Luciano Barbosa, que não está nem aí com o que pode acontecer com o futuro político de Célia, embora estivessem juntos durante muito tempo.Por enquanto Renan Filho ignora a posição política do pai, que anda muito preocupado com os destinos do país, em Brasília.

O único alerta é de que Fernando Collor está do lado de lá, ou seja, de Célia Rocha, e pode vir a ser uma pedra no sapato dos Calheiros caso tenha disposição para isso.

Junto a Freire

Ao mudar o comportamento com relação a Tarcísio Freire, a quem tem recebido com certa frequência, ao contrário de outros deputados, o governador Renan Filho dá demonstra-ções claras de que pretende comandar o processo eleitoral no próximo ano e estabelecer uma diretriz forte e comprometida para futuros embates políticos. O que pode ocorrer, e em político pode tudo, é uma reviravolta nessa aproximação de interesses. Ou será que outros não podem oferecer mais e serem mais confiáveis?


Alto lá

Alguns jornalistas precisam se dirigir ao governador do Estado com a respeitabilidade que o cargo requer. Em uma das últimas entrevistas, um repórter tratou Renan de você, o que, diga-se de passagem, não é o correto. Mesmo sendo um jovem, o cargo exige pelo menos que ele seja chamado de senhor.


O drama de Almeida

O deputado Cícero Almeida não vê a hora de se livrar do PRTB, do conhecido Levy Fidélix, e embarcar noutro trem para disputar no próximo ano a Prefeitura de Maceió. Mas aí é onde mora o problema.

Qual partido?

Alguns estão na mira do deputado, a exemplo do PSB, embora ele preferisse o PSD desde muito tempo oferecido pelo então deputado federal João Lyra. Na dúvida, Almeida espera ainda a conclusão da reforma política e terá pela frente uns seis meses para decidir como será sua vida política daqui pra frente.

Mau exemplo

O Senado Federal poderia muito bem deixar para depois a farra que está fazendo esta semana, ao levar para a China nada menos do que oito senadores, para fazer o quê ninguém sabe exatamante. Só de passagens foi estimado um custo de mais de 800 mil reais, além das diárias que os senadores terão direito durante uns quinze dias.


Saindo faísca

Uma postagem no face de Adriano Soares soou como uma bomba. Ele diz que, lamentavelmente, a fraude fiscal da Santa Casa de Maceió chegou na OAB. ´´Tem conselheiro federal sócio da FFTIC, a empresa de venda de miragens do comerciante Fábio Tenório´´. A denúncia é grave, muito grave e deve ser respondida com urgência pela diretoria da instituição.


Recado de Falcão

Uma nota publicada em um dos jornais de maior circulação no Estado no último domingo, fez com que o advogado Fernando Falcão, pré-candidato à presidência da OAB, desse uma resposta dura, direta, sem subterfúgios. Ele afirmou que ´´não sou seu empregado, não lhes devo obediência alguma e não vou me curvar aos seus interesses de manter a OAB de Alagoas omissa nos fatos relevantes do Brasil e do Estado. Sabendo que parte da direção atual da OAB/AL, inclusive seu presidente, é contratada para defender o senador e seu jornal, fica a dúvida: seria isso mera coincidência ou uma declaração explícita de apoio à candidatura da situação?´´ Fernando Falcão considera que a notícia publicada deve ter como objetivo desacreditar um movimento sério que surgiu exatamente para livrar a OAB da influência política que lhe mantém na mais absoluta inércia. Como se vê, o grupo de oposição demonstra que não se amedrontará com possíveis ameaças e responderá à altura qualquer provocação e buscará na Justiça, a qualquer tempo, reparação de qualquer agressão que receber.


Pesquisas na praça

As próximas eleições para a nova diretoria da OAB vão prometer lances curiosos. Além da descoberta de muita coisa suja por baixo dos panos, até pesquisas estão sendo feitas pelos candidatos. A rejeição de alguns candidatos junto ao eleitorado beira a estratosfera.

Não cumpridas

Todas as propostas apresentadas na campanha das últimas eleições da Ordem estão sendo minuciosamente pesquisadas. De muitas, algumas delas sequer saíram do papel. 


Aposta

Muitos dos prefeitos alagoanos não alimentam nenhuma esperança de pagar o 13º salário dos servidores. A crise que já era grande piorou nos últimos meses. Mesmo cortando cargos, vantagens e outras coisas mais, a situação é de penúria.


Não largam o osso

Mesmo com a situação crítica dos municípios, muitos deles não querem nem falar em deixar a política. Já estão até em campanha. Fazem o caixa devagarzinho para não despertar suspeitas nem do Ministério Público nem da Polícia Federal.


Explicações

Muita gente alta ainda tem que dar muitas explicações pelo derrame de dinheiro nas últimas eleições, principalmente das empresas que estão enroladas até o pescoço na Lava Jato. Parece que ninguém ficou de fora. Os mais complicados são aqueles que receberam a grana em contas pessoais e já rastreadas pela Polícia Federal.


Muita conversa

Mesmo que venham trabalhando na surdina, os possíveis candidatos a prefeito de Maceió não querem botar a cara nas ruas. Já tem muita gente que quer o lugar de Rui Palmeira, que continua trabalhando sério, com uma admi-nistração transparente e respeitável.


Zum, zum, zum

A classe política de Alagoas espera uma bomba que pode explodir a qualquer momento. Trata-se de uma decisão liminar do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, sobre políticos alagoanos que pode sair muito antes que muita gente espera. Nos bastidores tem gente torcendo para assumir o mandato nos próximos meses. Basta lembrar que o Ministério Público, na denúncia formulada ao Supremo, sugeriu o afastamento de alguns.


Na corda bamba

A reforma no secretariado do governador Renan Filho deve acontecer até o final do mês de novembro. Como dezembro é época de confraternização, RF prefere tirar antes aqueles que não se enquadram no seu método de trabalhar. Pelo menos uns cinco auxiliares estão com a corda no pescoço. Eles não têm mostrado serviço, são ineficientes e comprometem o planejamento do governador em fazer a administração dinâmica que ele vem perseguindo desde o primeiro dia de mandato.

O fujão 1

Ninguém comprova, mas o deputado Dudu Hollanda teria realizado uma espetacular fuga do hospital onde estava internado para tratamento de saúde, aproveitando uma brecha dada pela equipe médica de plantão. 


O fujão 2

A decisão de Hollanda teria sido em face do seu suplente, Cícero Cavalcante, querer, rapidamente, ficar com seu gabinete e ter o direito de nomear todos os assessores. Informado, Dudu deu no pé e reassumiu o mandato sem ao menos comunicar à Mesa Diretora da Casa. Alguém passar a perna em Dudu parece que ainda está pra nascer.

Cadê eles?

A população quer saber quem são os felizardos que estarão entre os 120 agraciados com novos cargos na Assembleia Legislativa, num verdadeiro VLT de luxo acionado pela Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos. As nomeações estariam fazendo parte de uma estratégia do presidente Luiz Dantas para se manter no poder.

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