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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 839 / 2015

23/09/2015 - 10:26:00

JORGE OLIVEIRA

Meu presídio, minha vida

Brasília - O problema do Brasil não se resume à crise econômica, política e financeira. O problema do Brasil é, sobretudo, policial. Isso mesmo, enquanto os meliantes petistas, que vivem pendurados nas tetas do governo, não forem demitidos ou presos, não existe saída a curto prazo para a crise. Chega de dourar a pílula; o Brasil precisa ampliar o sistema carcerário para recolher todos os larápios petistas que roubaram as empresas públicas e que ainda estão agarrados aos milhares de cargos no Estado. Dezenas deles já estão engaiolados no presídio do Paraná, mas muitos ainda serão candidatos ao “Meu presídio, minha vida”, talvez o programa mais bem sucedido e eficiente da presidente Dilma pelo grande alcance que terá dentro do seu partido. 

Os economistas do PT, que afundaram o país, são figuras patéticas. Foram incapazes de apresentar à nação alternativas para revitalizar a economia do país. A mediocridade começou com o médico Antonio Palocci, prefeito de Ribeirão Preto, onde respondia a vários processos por falcatruas, logo guindado a gênio pela im-prensa servil. Depois apareceu o outro coveiro, Guido Mantega, consultor de sindicatos petistas. Um cavou o buraco e o outro enterrou a economia. E agora, Joaquim Levy, a raposa no galinheiro, representante do Bradesco, que passa a maior parte do tempo negando que vai deixar o ministério. É o melhor que sabe fazer para acalmar o mercado financeiro.

A Dilma, como uma tonta, faz reunião todos os dias. Na última delas, disse que vai enxugar a máquina pública, começando pelos ministérios irrelevantes. Essa estória os brasileiros conhecem. Quando esteve ameaçado de deixar o Palácio do Planalto, Collor também trocou os ministros. Aliás, para melhor. Só que o seu tempo (“O senhor da razão”) acabou com o impeachment quando ele começaria a trabalhar com os novos ministros. A Dilma trilha pelo mesmo caminho, depois que perdeu o controle do Estado e da sua base de sustentação no Congresso Nacional. Quer mudar a cara do governo incompetente, mas também luta como pode para conquistar 170 votos na Câmara dos Deputados que a livrariam da abertura do processo de impeachment. Caiu nas mãos do venenoso Eduardo Cunha, que agora a mantém refém dos sus caprichos.

Enquanto isso, a Polícia Federal e o Ministério Púbico apertam o cerco contra os petistas mais gabaritados (?) do PT. Depois de botarem na cadeia Zé Dirceu e os dois tesoureiros petistas, João Vaccari Neto e Delúbio Soares, agora apontam seus mísseis para Edinho Silva, ministro da Comunicação Social, acusado em delação premiada de ser o principal benfeitor do dinheiro roubado da Petrobras para a campanha da Dilma. É esse senhor, com essa folha corrida, que fala em nome do governo. Repreende a oposição e tenta dar aulas de ética e de comportamento. Se não tivesse fórum privilegiado, providenciado por Lula, certamente já estaria também em uma cela da Polícia Federal no Paraná.

Quadrilha

Ora, de que adianta corrigir os rumos da economia e da política se os meliantes petistas vão continuar roubando nas empresas públicas? Nada. Limpar a máquina administrativas dessas formigas que devoram a folha de pagamento do Estado, limpar os órgãos públicos dos sindicalistas pelegos, que ocuparam as repartições para formar quadrilhas, e investigar nas centrais sindicais para onde vão bilhões de reais do FAT é uma medida urgente e necessária para passar o país a limpo. Sem essa providência, a tendência é o povo assistir inerte o governo aumentar impostos e dissolver a economia do país com propostas de austeridade para penalizar a população. Os jornais brasileiros, que até então apoiavam esse governo desastroso da Dilma, agora fazem um mea-culpa a julgar pelo editorial de primeira página, no domingo, da Folha de S. Paulo que encerra com um ultimato a Dilma: “O País, contudo, não tem escolha. A presidente Dilma tampouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo que ocupa”. 

A casa caiu

Lula se assustou quando uma jornalista perguntou na Argentina se sabia da notícia de que a Polícia Federal pediu ao STF autorização para ele depor por causa do escândalo da Operação Lava Jato. Reagiu com um misto de ironia e impetuosidade, marcas do seu comportamento com a imprensa desde que as suas digitais começaram aparecer no escândalo bilionário da Petrobras. A notícia chegou quando ele era homenageado em Buenos Aires. Certamente mais uma daquelas comemorações armadas pelo Instituto Lula para manter o chefe no foco internacional. 

Poder

Lula tentou disfarçar ao dizer que desconhecia o pedido da PF ao Supremo. Mas, na verdade, sabia da notícia. Tanto que aproveitou a ocasião para estocar o juiz Sergio Moro ao falar sobre os problemas argentinos com credores internacionais. Veja que sutileza: Lula criticou o juiz norte-americano que vem obrigando o governo argentino a pagar suas dívidas. Um juiz, sozinho, enfatizou ele, não pode decidir sobre o destino de uma nação. Foi a forma que ele encontrou para criticar o poder do juiz brasileiro que hoje prende, solta, condena e absolve réus da Operação Lava Jato. 

PF acusa

Lula quer questionar as decisões de Sergio Moro à frente das investigações da Lava Jato. Ele sabe que o juiz tem em mãos um farto dossiê do seu envolvimento nas falcatruas da Petrobras, depois da delação premiada de diretores, empreiteiros e intermediários no roubo da estatal. A própria Polícia Federal, no seu parecer ao STF, já não tem dúvidas quanto ao envolvimento dele com a quadrilha que assaltou a empresa para mantê-lo no poder. Diz a PF:  “Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras”. (…)”Neste cenário fático, faz-se necessário trazer aos autos as declarações do então mandatário maior da nação, Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que apresente a sua versão para os fatos investigados, que atingem o núcleo político-partidário de seu governo”.

O roubo

As provas de que Lula se beneficiou com o dinheiro roubado da Petrobras são robustas, como informou Ricardo Pessoa, dono da UTC, ao dizer que entregou R$ 2,4 milhões para a campanha dele em 2006. A Camargo Correa, outra empresa envolvida na Lava Jato, pagou R$ 4,5 milhões ao Instituto Lula e a uma empresa do ex-presidente entre 2011 e 2013, dinheiro comprovadamente surrupiado da Petrobras. 


Envolvimento

Outro indício do envolvimento do ex-presidente com a quadrilha da Lava Jato ocorreu quando da prisão de Alexandrino Alencar. Quatro dias antes, Lula ligou para o diretor executivo da Odebrecht, seu companheiro de inúmeras viagens internacionais, preocupado com os “assuntos do BNDES”. É que o ex-presidente trabalhou como lobista de luxo para a empreiteira influenciando o banco a liberar dinheiro barato para ditadores africanos e latinos. Em relação a esses empréstimos, a Procuradoria da República do DF abriu investigação para apurar se ele, de fato, praticou tráfico de influência em favor da Odebrecht em troca de “vantagens econômicas”.


Pijama de lista

O desespero do Lula e suas patadas em jornalistas se justificam, quando se sabe que ele começa a perder o equilíbrio emocional e assiste sua imagem despencar no Brasil. O “Pelé do PT”, como o apelidou o seu ex-ministro Gilberto Carvalho, na sua contumaz subserviência, parece que não vai entrar em campo para disputar a partida em 2018, caso se constate realmente que ele é o chefe da quadrilha que depenou a Petrobras. Do jeito que as investigações andam, não seria surpresa se, até as eleições presidenciais, Lula fosse escalado como titular de um time que o Zé Dirceu pretende formar no presidio com empreiteiros, lobistas, parlamentares, diretores da Petrobras e os ex-tesoureiros do PT. A dúvida é saber quem vai administrar o dinheiro arrecadado para a compra do uniforme do time. Se depender do João Vaccari Neto, o cartola do time, o escrete vermelhinho vai entrar em campo nu.  

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