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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 838 / 2015

16/09/2015 - 18:08:00

Preocupação ao extremo

No artigo desta semana, eu vou dividir o espaço em dois assuntos: 1º) a importação legal de produtos derivados de maconha para uso medicinal e a definição de uma quantidade mínima para diferenciar usuário e traficante; 2º) o acréscimo no número de acidentes no feriado de 7 de Setembro, em todo o Brasil, mesmo com toda fiscalização nas estradas estaduais e federais.Sobre o primeiro tema, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o substitutivo do senador Antônio Carlos Valadares, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas e as condições de atenção aos usuários ou dependentes de drogas e trata do financiamento das políticas sobre as drogas, com autorização para a importação dos derivados e produtos à base de canabinoides, substância que deverá fazer parte do tratamento de doença grave.

Até aí, tudo bem, porque muitas outras drogas já são comercializadas em farmácias e aplicadas em hospitais nos pacientes. Enquanto o produto estiver sendo negociado, livremente, nesses estabelecimentos e sob o controle da Vigilância Sanitária e da Saúde no país inteiro, nada demais que isso ocorra.

O problema maior é que já existe quem defenda o uso da maconha para consumo, em qualquer lugar e em qualquer parte, com o beneplácito da lei.   Se isso for aprovado, pergunto: quem vai fornecer a maconha? O crime organizado, os traficantes, gente dos morros ou da sociedade? Com a desculpa de que o usuário da maconha pode usar o produto, dentro de um limite estabelecido, sem passar constrangimentos, sem medo da polícia, está claro que vai aumentar o número de pessoas negociando a maconha, como se vende qualquer tipo de cigarro.

Nesse caso, com a desculpa do consumo próprio, eles são presos pela venda ou não?São várias perguntas que, hoje, ficam sem respostas. Com a liberação do uso da maconha, esse produto vai ser vendido em farmácias? Acho isso um precedente muito perigoso, e nem sempre o que é bom para os outros pode ser bom para todo mundo. No Uruguai, o ex-presidente Mujica, que recentemente esteve no Brasil, liberou o uso da maconha e não teve grandes problemas.

Na Bolívia, o chá da coca é vendido abertamente em supermercados. Mas esse assunto me preocupa bastante.No outro assunto vamos destacar o exagerado número de acidentes e punições aplicadas, somente pela Polícia Rodoviária Federal, em todo o Brasil. Nos quatro dias da Operação Independência em estradas federais, 92 pessoas morreram em acidentes de carros. Como se não bastasse isso, 69.548 veículos foram flagrados pelos radares fixos e portáteis com velocidade acima da permitida. A PRF fez 38.912 testes de bafômetro, e 1.056 pessoas foram impedidas de continuar dirigindo, sendo 151 presas por embriaguez; e uma dessas pessoas estava 45 vezes superior ao percentual permitido por lei.

Diante de todos esses números, preocupa-me a falta de consciência do brasileiro de um modo geral. Com tantos exemplos e tantas medidas, como é que as pessoas ainda dirigem embriagadas, não respeitam a sinalização de trânsito e usam seus veículos como máquinas de guerra. Em Alagoas, os números aumentaram em relação ao mesmo período de 2014, mesmo com toda operação montada pelo BPTran. Em três dias de fiscalização nas nossas saídas norte e sul de Maceió, mais de 100 autuações de toda ordem, o que é considerado um absurdo. Fazer o quê? Preocupar-se ao extremo.

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