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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 837 / 2015

09/09/2015 - 16:44:00

Foi dada a largada

JORGE MORAIS Jornalista

Se existia alguma dúvida, agora não existe mais. Foi dada a largada para as eleições, e não pensem os senhores que estou me referindo às eleições municipais em 2016. Estou escrevendo sobre a nova largada para as eleições em 2018, quando o ex-presidente Lula, há uma semana, declarou que vai percorrer o Brasil inteiro, fazendo palestras, discutindo política e tirando o foco da administração Dilma Rousseff.Isso é ou não é campanha eleitoral? Claro que sim.

E tem mais: está provado que, quando escolheu a Dilma para presidente, Lula estava pensando exatamente nisso: voltar ao Poder, depois de um governo fraco e que ele já imaginava que seria assim. Mas porque Lula outra vez? Porque o Partido dos Trabalhadores não conta, hoje, em seus quadros, com um nome que possa manter o PT no Palácio do Planalto.

E o Partido dos Trabalhadores, depois que sentiu o gosto pela cadeira e o cheiro do dinheiro fácil, não vai deixar escapar essa chance de permanecer mandando e desmandado. Como o melhor nome do PT para disputar uma eleição presidencial, precisaria melhorar muito a imagem do partido e dele próprio para ficar mais ou menos na fita, e esse nome eu não consigo enxergar. Sobrou o Lula de novo.

Os principais medalhões do PT, entre eles o José Dirceu, estão presos por esquema de roubo e outras coisas mais; e outros, como Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, e Aloysio Mercadante, ministro da Dilma Rousseff, são antipáticos, o Lula entendeu que deveria vestir a camisa de candidato e viajar pelo país, com a desculpa de tirar o foco dos eleitores, da oposição e da mídia, em relação  à imagem desgastada da presidenta.

E mais do que isso: o candidato sendo o Lula já enfraquece o interesse do PSDB, principal partido de oposição ao governo, e do próprio PMDB, que foi escolhido pelo Lula para formar no governo da Dilma. Provavelmente, a saída da articulação política por parte do vice-presidente Michel Temer deve está ligada a esse movimento e desejo do Lula, antecipadamente, em viajar e começar a fazer campanha.

O ex-presidente Lula seria, hoje, o único homem a convencer o senador Renan Calheiros e outras lideranças partidárias, entre elas, do PMDB, PDT, PTB, PP e alguns outros partidos, a aceitarem o seu nome como possível candidato para retomar o crescimento do Brasil. Acho isso um absurdo e uma grande bobagem que se comete com isso, até porque minha opinião é que foi no governo do Lula onde tudo começou, e o País chegasse ao quadro em que se encontra.No governo de Luiz Inácio Lula da Silva já se roubava muito. O presidente dizia que nunca ouviu, nunca soube ou nunca viu nada acontecendo de errado.

E olhe que o gabinete do ministro José Dirceu era colado ao do Lula. Sobre tudo o que era autorizado e acontecia no Brasil, a decisão saía do José Dirceu, mas o Lula nunca viu o “entra e sai” no gabinete de seu principal, mais próximo e mais importante ministro. O Lula ficou rico da noite para o dia. Começou a fazer consultoria, as mais caras do Mundo, pelo exterior; fazia palestras; e viajava por conta dos empresários que estão presos, quase que semanalmente, isso sem falar nos extraordinários empréstimos conseguidos no BNDES para empreiteiras que construíam obras faraônicas, e muitas delas, ainda não saíram do papel, para países pobres africanos e endividados.

Portanto, gente, não dá para acreditar nessa história do Lula de, agora, querer salvar o país, tirando o foco da Dilma. Isso tem outros nomes: golpe e enganação. Golpe, porque ele já sabia que isso chegaria ao que chegou, inclusive já andou criticando a presidenta em público. Enganação, porque de conversa mole e de enrolada o eleitor já anda cheio, e não é agora que vai cair, mais uma vez, na lábia do Lula e seus “Lulinhas”.

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