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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 837 / 2015

09/09/2015 - 16:12:00

Gabriel Mousinho

Calote oficial

O  governador Renan Filho não está tendo conhecimento de um terço do que passa no seu governo. Com muitas secretarias sem acompanhar seu ritmo, uma se destaca: a Secretaria da Mulher, onde funciona o Centro de Referência e Cidadania e Direitos Humanos, programa do governo federal com o governo do Estado, que, num imóvel alugado, faz oito meses que não paga ao seu proprietário. Nem paga nem devolve o imóvel.A situação, além de vexatória e escabrosa, é um péssimo exemplo de quem quer ensinar a respeitar direitos e que diz uma coisa e faz outra completamente diferente. O proprietário do imóvel já peregrinou por gabinetes, esteve com o secretário Fábio Farias, e nada. Ou seja, a secretaria demonstra que não tem nenhum interesse de pagar o que deve.O descaso é tão grande que até mesmo o secretário do Gabinete Civil, que foi acionado para encontrar uma solução, capitulou. Afirmou que não sabia mais o que fazer. Ou seja, a secretária Rosinha da Adefal não está nem um pouco preocupada com a imagem do governo, a quem tanto Renan Filho defende como uma administração de respeito e operosa.

Esforço concentrado

O prefeito Rui Palmeira está enfrentando uma das maiores crises financeiras que o Brasil já passou e que atinge diretamente o município de Maceió. A queda do Fundo de Participação dos Municípios e a baixa arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ICMS), além de outros repasses do governo federal, têm deixado o prefeito muito preocupado com a situação. A maior delas, diga-se de passagem, é com o pagamento dos salários dos servidores. A continuar como está, Rui será obrigado a parcelar os salários, última coisa que faria. Mas no momento sem outra solução aparente.A crise é grave e, com certeza, está atingindo não só os municípios brasileiros - e em particular em Alagoas -, mas também os Estados e a própria nação. Num processo recessivo em que estamos vivendo, apertar o cinto é a palavra de ordem. Solução prática para a crise, no momento nem pensar. O aperto vai além do próximo ano, onde teremos eleições para prefeitos e vereadores.Quem sobreviver até lá deve se dar por satisfeito. É por isso que Rui faz um esforço concentrado para poder atender o funcionalismo, sem ter que tomar medidas mais drásticas.


Sem saída

Renan Filho está propenso a contratar a reserva técnica da Polícia Militar, que somente este ano deixará de contar com 400 militares, que entrarão para a reserva remunerada. Mas os problemas de caixa, com uma arrecadação pequena, preocupam o inquilino do Palácio dos Martírios. A crise econômica deixa poucas brechas para contratações, mas a segurança pública, pelo menos para o governador e seus auxiliares mais diretos, é prioridade do governo. 

Privatização

Mesmo que haja uma reação contrária da classe trabalhadora, o governo pensa seriamente em privatizar a empresa. Faz isso por baixo dos panos para não criar mais uma confusão em momentos de crise. Mas não vê outra alternativa.


Doação legal

O senador Benedito de Lira, mesmo tendo sido indiciado pela Polícia Federal, continua argumentando que recebeu doação de campanha legal e declarada à Justiça Eleitoral com relação ao pleito de 2010. O STF vai ouvir o Ministério Público Federal para posteriormente decidir se abre processo ou arquiva as denúncias. “Estou tranquilo. Fiz a coisa certa e nunca tive, durante mais de 40 anos de vida pública, qualquer deslize. A verdade vai aparecer”, disse o senador.


Depoimento

Em meio às turbulências do país, com crises econômicas e políticas, o senador Renan Calheiros, discretamente, foi interrogado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. O depoimento de Calheiros não foi divulgado, mas sabe-se que ele negou toda e qualquer acusação de recebimento de recursos oriundos da Petrobras.


Congresso da ACDA

Se o evento obteve algum sucesso, foi muito importante para a categoria de cronistas esportivos. Mas a ACDA precisa, urgentemente, atualizar os endereços de seus associados e sócios beneméritos. Teve cronista que tomou conhecimento do congresso por ouvir dizer, como nos jantares de final de ano oferecido à categoria, coisa que nunca aconteceu em administrações anteriores. Uma falha imperdoável da atual diretoria.


O povo no bolso

De um prefeito do interior sobre a baixa popularidade de seu nome no município: “Isso não é problema. Sei como tratar os eleitores. O que o povo gosta realmente é de dinheiro. E isso a gente resolve quando chegar as eleições”.  

Polarizada eleição na OAB

Embora existam outros candidatos, parece que a polarização da eleição da nova diretoria da OAB vai ficar mesmo entre Fernando Falcão, apoiado pelo bloco de oposição, e Fernanda Marinela, apoiada pela situação. De um lado apoiando Marinela, o atual presidente Thiago Bomfim, que não vê a hora de entregar a instituição ao sucessor; do outro, Marcelo Brabo, Omar Coelho de Melo e Welton Roberto. 

MP neles

O Ministério Público Estadual e a Polícia Federal devem começar, a partir do início do próximo ano, a monitorar prefeituras e candidatos no interior do Estado. A compra de votos, que passou a ser cultural no Nordeste e especialmente em Alagoas, deve vir com força nas próximas eleições.


Chegando a hora

A direção nacional do PRTB não tem gostado nem um pouco das declarações do deputado federal Cícero Almeida. E vai marcar sob pressão se a reforma política não permitir que o ex-prefeito de Maceió possa migrar para outro partido. Se não acontecer, Almeida dificilmente ganhará o apoio para tentar voltar à prefeitura da capital.


Aí tem coelho!

A vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas, que ainda não foi decidida pelo governador Renan Filho, ainda poderá ter muitos lances daqui para frente. Nos bastidores já se fala na aterrissagem de outros candidatos, onde se deixaria para trás um representante do Ministério Público de Contas.


Mão de ferro

O governador Renan Filho tem dado demonstração de que não abrirá mão de seus princípios para atender aos pedidos políticos que possam inviabilizar setores do governo. Tem sido duro, inflexível. Mesmo que isso tenha lhe custado, nos oitos meses de administração, algumas perdas políticas.


Pegar ou largar

Quem pensar que o governador Renan está preocupado com greve no Estado enganou-se redondamente. “Ele é frio, calculista”, confidenciam pessoas próximas a ele. Sobre a greve dos servidores públicos, ele não irá dar nenhum passo atrás. Ou os 5%, ou nada. Os servidores é que irão escolher o que querem.


Sem interferências

Sobre a possibilidade de aumentar um pouco mais o reajuste dos servidores, alguns personagens tentaram convencer Renan Filho a fazer um novo acordo. “Nem pensar”, teria argumentado o governador. Para alguns assessores, o percentual de 5% é o máximo que o governo poderia dar neste momento.


Aumento da folha

Com uma arrecadação considerada pequena, o governo de Alagoas vai ter que se virar para contratar, como quer Renan Filho, mais quatrocentos homens da reserva técnica da Polícia Militar. Mágica que o governo tem que exercitar.


Em todas

A candidata da situação da OAB, Fernanda Marinela, é pau para toda obra. Ela participa de todos os eventos como palestrante e das atividades da gestão como se presidente fosse. A campanha começou a pegar fogo.

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