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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 836 / 2015

02/09/2015 - 07:13:00

Gabriel Mousinho

Um deputado indesejável

Já se foi o tempo em que o deputado Olavo Calheiros era o diferencial na Assembleia Legislativa. Ao ser reeleito, trabalhou bem na articulação política para viabilizar a eleição de Luiz Dantas, mas, daí pra frente, nas posições assumidas, passou de aliado a indesejável.Olavo, conscientemente, tornou-se um crítico da Mesa Diretora.

 

Ele não aceitou a arrumação da importação de servidores para a Assembleia Legislativa, que já tem gente demais, assim como se revoltou com a criação de mais 120 novos cargos para os deputados, numa demonstração de Luiz Dantas de garantir a sua reeleição para a presidência da Casa.

 

No momento, o melhor para a presidência da Assembleia era a saída de Olavo Calheiros. E por que não para o Tribunal de Contas do Estado? Até Luiz Dantas, para se ver livre do antigo aliado que lhe proporcionou cargo de destaque no Legislativo, começa a trabalhar nos bastidores.A indicação de Olavo não causaria nenhum constrangimento a ninguém, muito menos ao seu sobrinho, o governador Renan Filho.

 

Afinal de contas, Otávio Lessa, irmão do então governador Rondo Lessa, foi indicado para o TC, e o conselheiro aposentado Isnaldo Bulhões foi presenteado pelo seu irmão Geraldo Bulhões, também governador na época. 

 

Se para a Mesa Diretora da Assembleia é melhor Olavo Calheiros fora, então mãos à obra.

 

Cartada final

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Dantas, sabe que este será o último mandato como deputado e, por isso mesmo, pretende se reeleger no cargo e trabalhar para emplacar nas próximas eleições o seu filho Paulo. Dantas, que ultimamente não vem muito bem de saúde, se prepara para a última cartada política.

 


Dependente

 

O governador Renan Filho sabe que a situação econômico-financeira atual é uma das mais sérias que o Brasil já enfrentou e particularmente Alagoas. Anunciando várias obras a serem realizadas em Alagoas, o governador atira com munição do governo federal. Sem recursos oriundos de Brasília, como o início dos trabalhos da duplicação da AL-101 Norte e a extensão da AL-101 Sul até São Miguel dos Campos, Renan não teria nada que anunciar se trabalhasse com recursos próprios.

 


Corda no pescoço

 

Ninguém pense, muito menos os servidores do Estado, que a situação financeira esteja equilibrada. Se todo o planejamento do governo der certo, a crise pode passar ao lado com pequenas consequências. Se não, a situação complicará de vez e até salários e serviços básicos para a população como saúde, educação e segurança pública ficarão prejudicados.

 

Fundo do poço

 

De um prefeito do interior sobre a crise no Brasil: “Se até o governo federal está com dificuldades para pagar salários do funcionalismo, imaginem nós”. Do jeito que vai, os municípios alagoanos chegarão dezembro com folhas de pagamentos atrasadas e com dificuldade para pagar o 13º salário.

 


Sensação de insegurança

 

Mesmo com a redução do índice de criminalidade, conforme estatística do próprio governo, a sensação de insegurança, ao contrário do que muitos dizem, continua batendo na casa de todos os alagoanos. Basta o povo acessar sites, programas de rádio e televisão, para ver que a coisa ainda anda muita preta.

 


Medidas preventivas

 

O prefeito Rui Palmeira se antecipou à grave crise e já determinou que todas as secretarias cortassem gastos e cumprissem rigorosamente as metas planejadas. Tudo isso com o objetivo principal de não atrasar os salários dos servidores públicos municipais e dos pensionistas. Recomenda, também, atenção especial à população nos serviços de Saúde e Educação.

 


Esfriou

 

Embora as conversas sejam de bastidores, a disputa pela Prefeitura de Maceió, por enquanto, está em banho-maria. Rui Palmeira não fala em reeleição, Cícero Almeida recolheu os trens de aterrissagem e Ronaldo Lessa não quer nem saber disso. Já Paulão, com essa crise no PT, dificilmente se aventurará numa eleição majoritária.

 


Esperando Renan

 

Mesmo disposto a disputar a prefeitura no próximo ano, o deputado Cícero Almeida espera o aval do senador Renan Calheiros. Ele também quer mudar de partido, mas espera abrir uma janela na legislação eleitoral, que pode acontecer nos próximos dias.

 

Outro projeto

 

Se não tiver o apoio de Renan, não mudar de partido e não sair candidato à Prefeitura de Maceió, Cícero Almeida vai disputar, em 2018, uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ele não diz, mas já deu para notar que Brasília não é sua praia.

 


Mais desemprego

 

Mais cargos comissionados serão cortados pelo governador Renan Filho nessa reestruturação administrativa. Se pelo menos não resolve o problema de caixa do governo, pelo menos dá a demonstração de que está fazendo o dever de casa.

 


Adeus, Bresser!

 

Com a grave crise econômica que se abateu no Brasil, os antigos servidores da Ceal não devem nutrir muitas esperanças de receber a diferença do famoso Plano Bresser, que há 25 anos rola nos tribunais. O débito da antiga Ceal já é estimado em R$ 1,6 bilhão.

 


A Portobello vem aí

 

Fábrica de cerâmica das mais conceituadas no país, a Portobello deverá ser inaugurada nos próximos 60 dias. O anúncio foi feito pelo próprio governador, que poderá perder seu aliado de primeira hora, o chefe da Casa Civil, Fábio Farias, que deverá, como representante da empresa no Nordeste, voltar para a iniciativa privada.

 


Faltam interlocutores 1

 

Se Fábio Farias der adeus ao Gabinete Civil, Renan Filho terá, com certeza, muitas dificuldades de conseguir um substituto à altura. Farias tem o poder de se dar bem com a situação e a oposição, onde continua sendo um grande interlocutor. 

 


Faltam interlocutores 2

 

Outro grande auxiliar do governo, o secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça, também poderá estar com os dias contados. Alguns amigos confidenciam que ele já deu sua contribuição ao Estado e vai preferir dar mais atenção à sua família.

 


Recado

 

Do senador Benedito de Lira sobre uma aproximação política com o governador Renan Filho, como se chegou a comentar por aí: “Minha aliança é com Alagoas. Outras alianças são apenas frutos da imaginação de muitos”.

 


Racha em Junqueiro

 

A situação política em Junqueiro, município da origem do senador Benedito de Lira, é de surpresa. A família Pereira, quem sempre foi aliada de primeira hora do Biu, se aproxima do governador Renan Filho e demonstra até uma parceria política para as próximas eleições. Junqueiro, a exemplo de Teotônio Vilela e outros municípios da região, tem o que tem devido ao trabalho de Lira.

 

Collor e Janot

 

O senador Fernando Collor deve ainda passar maus bocados com a denúncia contra ele feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Collor terá mais alguns dias para contestar as denúncias ao Supremo Tribunal Federal, que ouvirá, ainda, o Ministério Público para, depois, decidir se abre processo criminal ou arquiva o pedido de indiciamento.

 

Dor de cabeça

 

Embora comece a dar demonstração de que será potencial candidato nas eleições de 2018, o ex-governador Téo Vilela, até lá, terá muitas dores de cabeça, principalmente no processo a que responde na Operação Navalha.

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