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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 835 / 2015

25/08/2015 - 19:38:00

JORGE OLIVEIRA

CUT prepara luta armada

Brasília - Depois que o presidente da CUT, Vagner Freitas, ameaçou “pegar em armas” para impedir a deposição da Dilma da presidência, a Polícia Federal precisa, urgentemente, vasculhar a sede da entidade para saber se Freitas já tem, realmente, o arsenal à disposição dos seus filiados e militantes do PT. O presidente da CUT, na verdade, pensa como o Lula, que também já se mostrou adepto da luta armada quando, numa manifestação na ABI, ameaçou acionar seu exército vermelho (os guerreiros vermelhos do Stédile, do MST) para garantir o mandato da sua companheira.

Estocar armas para Vagner Freitas não é um problema, pelo menos financeiro. Gigolôs do dinheiro público, as centrais sindicais – a do Freitas incluída – embolsaram do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), no ano passado, R$ 180 milhões. Isso mesmo: R$ 180 milhões! Resultado de uma manobra criada por Lula quando presidente para silenciar seus dirigentes, bem como os sindicatos pelegos aliados que deixaram de defender a categoria para se juntar, incondicionalmente, ao PT na defesa desse governo corrupto.

As centrais sindicais unidas podem criar um verdadeiro exército com alto poder de fogo e sair às ruas, como já fazem os bolivarianos, que se armaram até os dentes no exército criado pelo ex-ditador Hugo Chávez. Aliás, em novembro de 2014, o ministro venezuelano Elias Jaua entrou, clandestinamente, no território brasileiro para assinar acordos com o MST e a CUT para “fortalecer a revolução socialista do Brasil”, como ele mesmo informou nos atos dos convênios. 

Quando diz que pode reagir a bala às manifestações populares, Freitas não está usando nenhum sentido figurado às suas palavras, como tentaram amenizar alguns para botar panos quentes na irracionalidade delinquente do presidente da CUT. É assim que pensa a escória sindical que quer ver o circo pegar fogo. Se a expressão de “pegar em armas” que usou era de desabafo, ele deve ser punido pela bazófia. Afinal de contas, a central que preside agrupa milhares de sindicatos no Brasil, e ele comete um crime grave ao insuflar os filiados à luta armada.

Enquanto milhares de trabalhadores estão desempregados, Vagner Freitas não tem do que se queixar. A sua central e algumas outras que compõem o staff dos pelegos lulistas embolsaram, nos últimos sete anos, R$ 1 bilhão. Só entre janeiro e abril deste ano, foram irrigados para os cofres dessas entidades de classe R$ 166 milhões, como informou CH no Diário do Poder. É assim, mantendo regularmente pagamentos milionários, que a república sindical se mantém ao lado do governo, desprezando a categoria, a quem deveria proteger num caso de crise econômica como esta.

Braço financeiro

A Central Única dos Trabalhadores é o braço financeiro dos petistas. Lá não existe auditoria, e o dinheiro é distribuído ao bel-prazer pelo seu presidente. A entidade financia encontros, viagens, manifestações, TVs, rádio, e a mídia chapa-branca (os blogueiros oficiais) é convocada para apoiar esse governo de aloprados e denegrir a imagem dos que pensam diferente deles. Como o dinheiro é do FAT, o Ministério Público deveria abrir investigação para apurar como ele está sendo usado e para que fins é destinado. A julgar pelas declarações do presidente da CUT, diante da Dilma, numa solenidade, a grana pode estar servindo para armar seus militantes e manter um grande arsenal à disposição da central. 


O atentado

Os primeiros indícios de que a CUT pode estar se preparando para um conflito armado, como alardeia seu presidente, podem aparecer já nas investigações que a Polícia Federal está fazendo sobre as bombas jogadas na porta do prédio do Instituto Lula. Os policiais não descartam a hipótese de que militantes petistas estariam por trás do atentado. Se isso de fato for comprovado, os ensinamentos dos bolivarianos começam a ser postos em prática no Brasil. Para evitar que atos como esses aterrorizem a população, a Polícia Federal deveria intimar o presidente da CUT para esclarecimentos e o Ministério Público promover uma devassa nas contas da central. Nenhuma organização criminosa resiste a uma intervenção em suas finanças, como mostram investigações policiais recentes.


Apoio da Globo

A entrevista da presidente Dilma ao jornalista Kennedy Alencar, do SBT, é a prova de que a ela não tem projeto para o Brasil. Durante quase meia hora em que foi arguida de forma contundente sobre os vários problemas do país, Dilma mostrou-se evasiva, desorientada, apática e desolada. Esta é a primeira de uma série de entrevistas que o Palácio do Planalto começa a montar para  a presidente sair do ostracismo e procurar se comunicar com a população pelos telejornais. Apesar do brilhantismo do repórter, a presidente refugou a todas as perguntas. Se todos os encontros com jornalistas, daqui pra frente, forem como esse do SBT, não é difícil supor que a tendência é aumentar a impopularidade da presidente, que deixa transparecer um vazio de poder. Quando questionada sobre quando o país vai sair da crise, respondeu vagamente: “No final deste ano ou em 2016”.

Impopularidade

A regra número um do marketing político é clara:  quando você tem um político com alto nível de rejeição é preciso escondê-lo da mídia e trabalhar nos seus feitos para depois voltar a apresentá-lo de forma planejada e estratégica. A Dilma, do SBT, parecia um boneco de cera com dificuldade para se expressar e de sair das incômodas perguntas do jornalista, que, em todo momento, a colocava no canto da parede. Para quem assistiu à entrevista, uma coisa ficou marcada: o isolamento da presidente é um fato real, apesar de ela negar. 


Estratégi

aDe hoje por diante, o brasileiro vai ver a Dilma virar “arroz de festa” nos principais telejornais do país; muitos deles financiados pela Caixa Econômica e Banco do Brasil. O Planalto organizou uma agenda na mídia numa tentativa de mostrar que a presidente não tem medo de encarar os problemas da crise econômica. Ocorre que ela não consegue articular um raciocínio lógico em suas respostas, mesmo sabendo antecipadamente quais as perguntas lhe serão feitas.


Briga de foice

Em meio à ebulição no Congresso Nacional, onde os presidentes das duas Casas se engalfiam, Dilma preferiu o Renan como tábua de salvação. O pacote que o presidente do Senado lhe apresentou foi apenas aperfeiçoado e atualizado. Estava na prateleira desde abril deste ano, mas, como sempre, a presidente – que arrota prepotência – não queria se curvar às ideias de Renan respaldadas por respeitáveis economistas e empresários do país. Deixou-se levar por alguns assessores medíocres que viam na ação do presidente do Senado uma interferência no Executivo. 


Propina

Outro motivo que levou a Dilma a jogar a boia foi a decisão de Eduardo Cunha passar para oposição. Na Câmara, a presidente começou a entender que não tem negócio, porque Cunha põe no colo do Planalto a notícia de que teria recebido US$ 5 milhões de propina numa transação denunciada por um dos delatores da Lava Jato. Com uma das Casas contra o seu governo, Dilma foi aconselhada a se juntar, incondicionalmente, a Renan e aceitar suas propostas para tentar tirar o país do caos. 


Aposta

Agora, seus assessores querem a sua participação maior na mídia. Não à toa, os Marinho, da Organização Globo, já começaram a abrir generosos espaços no Jornal Nacional para os factoides que a Dilma cria no Palácio do Planalto e para suas  viagens, quando ela entrega casas inacabadas pelo país afora.  E, se for verdade a notícia de que um dos irmãos falou que “quem quiser ser presidente que se prepare para 2018”, os Marinho devem estar dispostos a bancar o governo da Dilma até o último minuto. Resta saber se eles vão esperar a economia derreter e o povo entrar em um circuito de indigência sem limite. 

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