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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 835 / 2015

25/08/2015 - 19:33:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Convivendo com a inflação

Indiscutivelmente, o Brasil vive mais uma recessão econômica: queda na produção, desemprego e inflação crescendo. Um filme que já vivenciamos em várias oportunidades, principalmente os que já passaram dos 50 anos, são assalariados ou patrões. O governo sempre teve uma armadilha: aumentar impostos para atacar os dois: produtor e consumidor, enquanto gasta mais do que arrecada. O que fazer?!Primeiro, economizar ao máximo, vivendo de acordo com o que ganha. Se tem dívidas que cresce a cada mês, em função dos altos juros e multas, procure negociar com o credor, reduzir ou mesmo dispensar tudo e pagar com um bom desconto, prometendo nunca mais se endividar. Se trabalha numa empresa privada, procurar produzir ao máximo, sem necessariamente “bajular” o patrão, mas mostrar seu talento e esforço, para segurar o emprego. O mercado de trabalho é muito competitivo. 


Lembrando as crises

Desde a redemocratização, ocorreram três crises sucessivas bem piores do que a atual, que pode ser mais prolongada caso o governo não tome medidas drásticas para conter seus gastos. Na década de 1980, Sarney adotou três planos de congelamento de preços e salários para conter a inflação, e não conseguiu. Na Era Collor, a inflação chegou a estratosféricos 1.119% em apenas um ano (1992). Era, obviamente, uma hiperinflação. FHC dependia dos dólares do FMI para fechar suas contas, e Dilma enfrenta, além da infração crescendo, o desemprego. ImpopularNos três casos, o governo foi obrigado a tomar medidas impopulares, como elevação dos juros, corte de gastos e mais impostos. Lula e Dilma investiram nos programas sociais, conseguindo reduzir a miséria, mas incentivando o consumo e continuando com os gastos, mais as contas do Tesouro Nacional, impulsionando a alta dos preços ao consumidor. O resultado é a volta da inflação, o endividamento, a queda da produção e o desemprego: pura recessão!


Tecnologia

Em 1983, o Prêmio Nobel de Economia, americano Wassily Oeontief, fez uma previsão considerada chocante: as máquinas substituiriam o trabalho humano, como o trator substituiu o cavalo. Realíssimo! Hoje, o mundo está com mais de 200 milhões de desempregados (igual à população total do Brasil), restando pouca dúvida de que a tecnologia está revolucionando o mercado global de trabalho.

 
Orçamento

Já estamos nos aproximando do último trimestre do ano. A inflação pode chegar aos dois dígitos (10%), o que não ocorria há muitos anos. Sinal de que estão ocorrendo aumentos cons-tantes de preços, queda na produção e dólar em alta, diante do real, que se desvaloriza, beneficiando apenas o exportador. Siga o seu orçamento doméstico, priorizando o corte nos gastos, mudando seus hábitos de consumo. Pesquise sempre antes de comprar. É a dica principal para quem quer sobreviver a quaisquer crises.

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