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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 834 / 2015

19/08/2015 - 18:02:00

A crise

JORGE MORAIS Jornalista

Em todas as conversas que tive a oportunidade de participar nos últimos dias, o assunto foi um só: a crise do Brasil. Seja entre empresários ou pessoas comuns, a palavra crise é mais ouvida do que qualquer outra do dicionário. No comércio, a reclamação é que o dinheiro não circula. Por outro lado, quem deveria estar comprando, a reclamação é que só dá mesmo para algumas “coisinhas”, como eles dizem. No Brasil de hoje é crise para todo lado.

Crise política; crise econômica; crise financeira; crise com o monstro da inflação, que começa assustar; crise pela falta de emprego e negócios; crise na Saúde e na Educação.

Finalmente, ao pé da letra, o que é crise? Por que se fala tanta nela? Quem causou essa crise? E, aonde vamos chegar com essa crise?Crise, entre os dicionaristas, significa que vem do latim crisis, e quer dizer uma mudança brusca no estado de um doente, causada pela luta entre o agente agressor infeccioso e as forças de defesa.

Por isso, os sinônimos de crise são rapidamente conhecidos como transe, aflição, agonia, angústia, aperto, apuro, dor, provação, risco, traspassamento, tensão, carência, insuficiência, conflito, exiguidade, deficiência, instabilidade, desequilíbrio, e por aí vai.  

 Mas, independentemente da crise em relação à saúde do indivíduo, a palavra é aplicada, mundialmente, em vários segmentos, pois temos crise de toda ordem: de identidade, econômica, abstinência, ambiental, fiscal, cambial, razão, existência, ausência, e tantas outras. A nossa brasileira é uma crise política entre os Poderes, existencial e econômica.

Criada por quem? Pelos homens e mulheres de Brasília que ditam as normas e regras do jogo.Nessa hora, pouco está me importando se o problema é da presidente Dilma Rousseff, do presidente do Senado, do presidente da Câmara dos Deputados ou das mentiras ditas na campanha do ano passado. Não quero que a Dilma peça para sair, nem que a coloquem para fora da presidência. Ela e os outros precisam resolver os problemas criados para o país. Ela não pode, graciosamente, sair do Poder e deixar a bomba para outro. Ela tem que sofrer como todos nós, até o final do seu governo. 

Quem garante que o Michel Temer vai resolver o problema da crise? Com ele, o dinheiro vai aparecer e não teremos mais os problemas financeiros, nem existenciais? Outra eleição, com um impeachment da Dilma, vai resolver o assunto da crise e temos tempo para esperar? O Brasil tem dinheiro para gastar com outra eleição agora? Quem seria, hoje, depois de quebrado, o Salvador da Pátria brasileira? Com os senhores leitores, as respostas.

O Brasil quebrou por culpa deles. O povo brasileiro está assustado, porque alguns deles roubarem e ajudarem a roubar o dinheiro da Educação, da Saúde, da Segurança e do desenvolvimento da Nação. Hoje, quando a presidente estica a mão e pede ajuda, vamos ajudar.

Recentemente, a Dilma Rousseff disse que não pode aceitar e acreditar que ainda tenha gente que acredita no quanto pior melhor. Faço a mesma pergunta que ela fez: “Melhor para quem?” Nessa hora, o Brasil sofre com a falta de dinheiro para projetos; tudo aumenta, diariamente; não existe mais o Programa de Aceleração para o Crescimento (PAC); hospitais públicos estão falidos, sem médicos, sem leitos e sem remédios; funcionário público das três esferas sem aumento salarial, e os caras lá em Brasília brigando de “rato escondido com a calda de fora”. Tenha Santa paciência!

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