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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 834 / 2015

19/08/2015 - 18:01:00

Os pontos positivos da crise

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa


Aprendi, desde pequena, que de toda experiência negativa devemos retirar algo positivo. Passei, então, a refletir sobre a crise por que passa o povo brasileiro: a inflação sobe, o desemprego aumenta, os mais pobres passam fome, a educação amarga perdas irreparáveis, a saúde despenca e por aí vamos nós, rumo ao desastre.   

Mas a Polícia Federal tem desempenhado um importante papel em todo o país e vem descobrindo de onde vinha tanto dinheiro para as eleições, nas ações conjuntas entre políticos e empresários. Um exemplo excelente é a Operação Lava Jato, que se encontra nas manchetes da imprensa escrita e falada há mais de um ano; sem contar com taturanas, mensaleiros e outras espécies de pessoas operadoras do dinheiro público.   

 O Ministério Público Federal também tem sido de suma importância nesse processo de limpeza realizado em vários estados. Vejo procuradores federais, rapazes novos, engajados no descobrimento de outros bichos sabidos.   

 Em Alagoas, não vamos esquecer do nosso Ministério Público Estadual, que conseguiu afastar, mesmo temporariamente, uma Mesa Diretora da Assembleia Legislativa que vinha usando o dinheiro público como se dela fosse. O MP sofreu represálias, inclusive com a redução de seu orçamento, recuperou as perdas, já ingressou na Justiça através de vários processos contra o Legislativo e continua fiscalizando as entidades que saem dos trilhos da legalidade.     

Na Justiça Federal, o juiz Dr. Sérgio Moro, um moço jovem do Paraná, corajoso, tem mostrado ao Brasil quem são os envolvidos na Operação Lava Jato. Tenho certeza das pressões exercidas sobre o magistrado, mas até agora não esmoreceu. Que Deus lhe dê forças para ir até o fim.     

A imprensa local, bem como nacional, com pequenas exceções, também tem cooperado nessa limpeza lançada sobre o Brasil, país cansado de tanta sabedoria por parte de políticos e empresários.     

Em São Paulo, o governo resolveu implantar em todo o Estado uma campanha contra a dengue. Técnicos da Secretaria de Saúde começaram a visitar casas e eram repelidos pelos moradores, com medo de assalto. O governador resolveu, então, pedir auxílio ao Exército; os militares passaram a acompanhar as equipes e foram recebidas sem receio. Desde o início dos governos de Lula e Dilma, as Forças Armadas foram tratadas com descaso, mas o povo mostrou sua confiança em nossos militares.     

Poderia citar o Congresso Nacional como um ponto positivo da crise, mas tenho grandes dúvidas. Muitos governistas viraram oposição, não por amor ao Brasil, mas com medo de serem incluídos na Lava Jato ou em outras operações. Basta olhar para as eleições passadas e ver a quantidade de dinheiro gasto nas campanhas. Mistério: de onde vinha?!   

 O novo governador de Alagoas, eleito pelo povo num pleito caríssimo, resolveu economizar pelo bem do Estado. Já brigou com aliados, cortou verbas dos outros Poderes, mas não conseguiu se juntar às entidades que se propõem a descobrir o caminho errado do dinheiro público. Não aprendeu, ainda, a usar carros e vender o helicóptero. Vai até o Benedito Bentes pelo ar. O momento aconselha-o a descer do pedestal e sentar numa simples cadeira.     

E lá vamos nós tentando sair da crise derrubando velhos caciques acostumados a comportamentos diferentes, tipo: uma empresa pagando a pensão de filhos, carros caríssimos em garagens variadas, residências luxuosas em diversos lugares, sobrinhos na Austrália recebendo pelo Legislativo, comissionados com salários dobrados que viram cabos eleitorais.   

 Felizmente, Deus mandou os anjos do bem para nos proteger e mostrar ao povo brasileiro as origens da enorme quantidade de dinheiro utilizado nas eleições.     

Só Ele mesmo na causa!

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