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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 834 / 2015

19/08/2015 - 17:45:00

Julgadores que vendem sentenças

José Arnaldo Lisboa Martins [email protected]

Quando resolvi ser engenheiro, eu já sabia que seria mal remunerado, diferente de muitos “doutores de meia-tigela” que ganham muito mais do que eu e que fizeram seus cursos “a distância” em poucos anos, com direito a estudar por procuração e se formar, mesmo sem ter frequentado às aulas. Meus cinco anos de Engenharia foram em aulas diárias, estudando até altas madrugadas, mas não tenho nenhuma frustração, por ser mal remunerado pelo governo, como funcionário estadual.

Meu maior lamento é porque sabemos que outros profissionais ganham muito bem, mesmo faturando através da venda imoral de sentenças, como deve ter feito, recentemente, um “julgador rabo de cabra”, apelidado de desembargador. Não tenho nenhum arrependimento por ter abraçado a minha linda profissão de engenheiro; porém não posso deixar de me sentir injustiçado pelo fato de muitas formaturas terem sido “feitas nas coxas”, depois de certos personagens terem frequentado cursos ou feito certos concursos graciosos. Como vocês souberam, através de toda a imprensa, nesta semana que se passou, um traficante dos mais famosos e processados no Brasil havia sido preso com oito toneladas de cocaína pura, e um mês depois, um desembargador concedeu um “habeas corpus” para libertá-lo. É por isso que o Brasil está todo afrangalhado, devido às leis imorais que temos, como essa que soltam traficantes de oito toneladas de cocaína pura.    

Depois dessa notícia, eu resolvi anunciar uma solução para acabar com violência no Brasil e, talvez, no mundo. Nenhum estudioso, por mais especialista que seja no assunto, ainda não descobriu a solução para os grandes problemas nacionais, os quais se referem à recuperação de presos e ao grande problema carcerário. Depois de tantas mentiras que são ditas sobre a recuperação de presos e sobre a diminuição da criminalidade, eu acho que está na hora de dizer o que eu descobri. É que eu vou me empenhar a orientar a todas as autoridades para que possamos diminuir, drasticamente, os índices da nossa criminalidade.      

Pelo que tenho visto, não serão mais necessárias as penitenciárias que estão sendo anunciadas, e não pensem que eu estou maluco!!!. Repito, vou acabar com a violência e, se alguém não acreditar, pode mandar me prender como um cientista louco que prometeu acabar com a violência. Tudo que os livros técnicos já disseram e tudo que já foi discutido nos melhores compêndios, nas melhores universidades e através das mais brilhantes teses, será resolvido com a minha descoberta. Basta que façam o que eu estou dizendo e tudo será resolvido em poucos anos. Rasguem o Código Penal, o Código de Processo Civil, a Constituição Brasileira e todas as demais leis, códigos, instruções e tudo que se refira a crimes. Façam o que eu estou dizendo e o Brasil estará livre dos julgadores que vendem sentenças. Basta que acabem com a “impunidade” e prendam o “habeas corpus”. 


Em tempo – Eu tenho um amigo que gosta dos meus escritos e sempre está me parabenizando. É o sr. Dagoberto Calheiros. 

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