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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 834 / 2015

19/08/2015 - 16:42:00

JORGE OLIVEIRA

O Brasil está ingovernável

Brasília - Você ainda não viu nada.  Espere e verá o que vai acontecer de verdade ao Brasil nos próximos dez anos depois que os petistas pulverizaram a economia e dilapidaram o patrimônio do país saqueando os cofres públicos. Imagine essa turma da república sindical, fora do governo, desempregada, tentando sobreviver no mercado de trabalho com esse intelecto de ameba. Na oposição, Lula e seus guerreiros vermelhos vão liderar as greves e as manifestações de ruas contra o novo governo.  E assim, por muito tempo, o país ainda vai sofrer nas mãos dessa pelegada inconsequente. Quem sair por último, por favor, apague a luz, se até lá ela se mantiver acesa.  

Mesmo à frente do governo, os danos causados ao país pela dupla Dilma/Lula são irrecuperáveis. Eles conseguiram o que até então seria impossível: organizar uma quadrilha, com profissionais do crime, para acabar com a Petrobras e as empresas estatais mais sólidas do Brasil.

O PT aparelhou o Estado, o que é notório. A república sindical está enraizada em todas as empresas públicas. Os pelegos ocuparam todos os espaços. Há mais três anos pela frente para liquidar com o que resta do ativo das empresas públicas se o povo brasileiro continuar até lá nessa panaceia indolente de quem assiste ao enterro passar e ainda bate palmas. A Dilma já mostrou que é incompetente para permanecer no cargo. Nos últimos meses, agrava-se mais ainda o seu comportamento débil e idiotizado diante do problema da crise que se agrava a cada dia. Até para ler ela tem dificuldade. E quando tenta o improviso é um Deus nos acuda. Parece mais conversa de bêbado com delegado. É um caso de junta médica.

Mais de 70% dos brasileiros, segundo as últimas pesquisas, já disseram não ao seu governo. Com apenas 8% de popularidade, ela tenta reagir inaugurando casas inacabadas para sensibilizar os mais pobres, na verdade os mais penalizados pela inflação e pelo desemprego gerados pelo seu governo. Está cercada de corruptos por todos os lados, os mesmos que encheram o caixa de sua campanha com milhões do dinheiro roubado da Petrobras. É incapaz de reagir para tirar o país da catástrofe. E quando aparece na mídia é negativamente: já gastou, até julho deste ano, quase R$ 40 milhões com o cartão corporativo, aquele que não precisa prestar contas, protegido por uma lei anacrônica que só beneficia os perdulários do dinheiro público.

O custo de vida é assustador, mas a inflação não bate à porta do poder e de um bando de sindicalistas e seus asseclas  que vivem às custas do contribuinte. São os gigolôs dos recursos do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador – dilapidados pelos presidentes das centrais sindicais que torram o dinheiro com amantes e apadrinhados numa devassidão que lembra os grandes bacanais do Palocci em Brasília. 

Adormecida

A opinião dos que conversam com a Dilma nos últimos dias é devastadora. Todos, sem exceção, garantem que  o comportamento da presidente diante da crise é de autista. Perdida, isolada, já não tem mais a quem recorrer. Vira e mexe cria factoides para assustar os espantalhos que devoram a sua mente turva e adormecida. Vê se afastar do seu lado os fiéis escudeiros que massageavam seu ego autoritário quando a economia ainda dava sinais de prosperidade. Agora, rejeitada pela população,  políticos e empresários, experimenta o vazio do poder e o ostracismo da impopularidade. 

Orgia

Para quem nunca pensou em chegar ao cargo mais importante da república, Dilma já foi muito longe. Para ganhar o segundo mandato jogou tudo, inclusive a dignidade, quando apresentou um programa mentiroso e irreal. Agora, confrontada com a fraude, está acuada diante das cobranças que pipocam de todos os lados. E o brasileiro, o maior pagador de impostos do Planeta, é obrigado a conviver com essa orgia financeira e sustentar uma presidente que corta os céus do país no avião oficial para inaugurar obras incompletas no intuito de engabelar os incautos, os miseráveis dependentes da Bolsa Família, gerando despesas em um país que está à beira da falência.  


Temer fora 

Michel Temer cansou de dar murro em ponta de faca. Admitiu abertamente que a  crise é grave e que o Brasil precisa de “alguém que tenha a capacidade de reunificar a todos”. A manifestação do vice, em tom indignado, repercutiu negativamente dentro do governo. Ele demonstrou claramente que o país está sem comando e  que a Dilma é uma marionete, não manda mais em nada. Normalmente sóbrio em seus comentários, figura presente na história política do país nos últimos cinquenta anos, Temer desiste da articulação. Chega a conclusão de que o governo é composto por um bando de patetas que vive numa nau à deriva à procura de quem a coloque no rumo certo. E mais: não quer sua imagem associada à dos ministros envolvidos na Lava Jato, como Edinho Silva e Aloizio Mercadante, conselheiros políticos da presidente.


Conspiração

A declaração de Michel Temer foi a senha que faltava para que o PMDB entrasse de vez na conspiração para tirar a Dilma da presidência. Para alguns caciques peemedebistas, o desabafo do vice-presidente chega um pouco tarde, mas é oportuno. Quando foi seduzido por Lula a assumir o cargo de articulador político, Temer não pensou que por trás do convite existia uma armadilha para colar a sua imagem na do governo petista que se locupletou do dinheiro roubado da Petrobras. A estratégia simples era mostrar que o vice também não teria condição de administrar o país, no caso de um impeachment da Dilma, se fracassasse na articulação política do governo.

Novo figurino

Agora, praticamente fora da articulação, Temer precisa trocar de figurino para mostrar que sabe pensar o Brasil com condição de tirá-lo desse caos, pois o que se viu até agora foi um político também desorientado diante de uma crise que parece não ter fim, mesmo com essa vasta experiência de homem público. 

Armadilha

Alguns caciques peemedebistas enxergaram longe a artimanha do PT, mas não conseguiram convencer o vice de desistir da empreitada. Até então sem função específica dentro do governo, Temer foi seduzido pela proposta de dividir o poder. Imaginou que teria carta branca para preencher os cargos públicos e fazer a intermediação política dentro do Congresso Nacional. Viu, por dentro, que o governo estava esfacelado e o poder real nas mãos do Lula e do Aloizio Mercadante, este bombardeado seguidamente pelo ex-presidente que não admite conviver com sombra dentro do seu império. Constatou também que a Dilma era quem menos mandava por incompetência e inaptidão política.


Manda-chuvas

Ao se familiarizar mais ainda com os mandachuvas do governo, percebeu que ninguém na cúpula petista quer largar o osso e as benesses advindas do poder. Temer ensaiou fazer as nomeações para os segundo e terceiro escalões do governo mas foi peremptoriamente boicotado por Mercadante e os auxiliares mais próximos da Dilma, que insistem no aparelhamento do Estado. Transformou-se em pouco tempo num reles chefe de departamento pessoal enquanto via sua imagem colar na operação Lava Jato, que entrou porta adentro do Palácio do Planalto, como era intenção do PT.


Oposição

Na crise que se agravava, Temer ensaiou reorganizar a base partidária do governo  no Congresso e trazer de volta o PMDB por inteiro para sustentar a Dilma. Foi surpreendido pela decisão de Eduardo Cunha de se declarar oposição à presidente e ameaçá-la com as pautas-bombas que já começam a explodir na Câmara. De lambuja, Temer ainda viu o PDT e o PTB se declararem independentes, o que significa não seguir mais as orientações da base nas votações do governo.


Bagunça

Enquanto ainda tentava reorganizar a bagunça, Temer foi atropelado com a chegada de Jaques Wagner, ministro da Defesa, na posição também de articulador. Percebeu então que não passava de um instrumento de manobra nas mãos dos petistas, liderados por Lula, que o mantinha “prestigiado” para impedir a debandada dos peemedebistas do governo. 

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