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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 834 / 2015

19/08/2015 - 16:39:00

REPÓRTER ECONÔMICO

Não adianta reclamar!

JAIR PIMENTEL - [email protected]

O cidadão tem que se conformar mesmo com o que ganha e procurar economizar ao máximo para atravessar este período de recessão, que já ocorreu em várias oportunidades nos últimos 30 anos. Se países ricos da América do Norte (a exemplo dos EUA e Canadá) e da Europa já passaram por isso, como o Brasil ficaria imune a uma crise econômica que provoca queda na produção, desemprego e quebradeira de empresas? A inflação está crescendo, mas jamais em patamares como os da década de 1980 e início dos anos 90, quando chegou a atingir 84% ao mês. Ainda não chegou aos dois dígitos. Nem chegará, porque os consumidores já aprenderam a economizar, pesquisar preços e só comprar realmente o necessário. 

O grande problema é que a imensa maioria da população, principalmente a classe média, seguiu o governo, gastando mais do que ganha, diante de tantas facilidades no crédito. Agora se encontra “no fundo do poço” e não sabe como sair. Dica: negocie com o credor, peça dispensa de juros e multas, pague e prometa nunca mais se endividar. Não vivemos na Escandinávia, onde todos são ricos, felizes, sem violência, sem endividamento. O Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes e a mais brutal concentração de renda do mundo. Aqui, mais da metade estão endividados. Não caia na tentação do “dinheiro fácil” oferecido pelas financeiras no crédito consignado, ou mesmo das próprias lojas que garantem pagamentos parcelados sem juros, quando, na realidade, embutem esses juros no preço. 

Só agora o “aperto”

O governo, depois de 12 anos de gastos astronômicos, só agora quer mudar e seguir a mesma cartilha do período anterior aos últimos oito anos: arrocho salarial, cortes nas despesas e até privatização de estatais. Se não fizer isso, o país voltará aos velhos tempos da hiperinflação do governo Sarney, que adotou três planos de congelamento e preços e salários. Mas, mesmo assim, ela voltou e chegou ao confisco do mercado financeiro no governo seguinte. 


Seu orçamento

Já estamos no oitavo mês do ano, e seu orçamento doméstico vem seguindo as dicas da coluna desde janeiro? Se não, procure seguir à risca, com a regra básica: minimizar os custos e maximizar os lucros, ou seja, reduzir despesas e deixar parte do salário para uma reserva financeira. As empresas fazem assim, mas o governo não: gasta sempre mais do que arrecada e pede emprestado para cobrir suas despesas. Siga o primeiro exemplo. 


Pagando em dia

Com os juros nas alturas, qualquer dívida não paga no prazo certo vai crescendo, acrescida das multas, podendo ficar impagável. Portanto, evite isso e pague em dia as contas de energia, água, telefone, prestações diversas, principalmente a fatura do cartão de crédito e o cheque especial usado. Se ficar pagando apenas o mínimo, chegará o dia em que não será possível mais pagar a dívida. Os juros nesse sistema de crédito chegam a quase 20% ao mês. Um verdadeiro “suicídio financeiro”. Fuja disso!

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