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Edição nº 833 / 2015

13/08/2015 - 07:19:00

Monitores alagoanos reivindicam melhores condições de trabalho

Em todo o estado existem cerca de cinco mil profissionais atuando nas diversas áreas educacionais

Da Redação

O movimento Pró-monitores do Estado de Alagoas convoca a categoria para participar da luta por melhores condições de trabalho. Fundado há cerca de um mês, o movimento levanta a bandeira sobre seus anseios e, semanalmente, promove reuniões em locais e horários definidos pelas redes sociais. Hoje, são cerca de 5 mil monitores espalhados por todas as regiões do estado.

Os representantes do movimento convidam a todos para participarem de uma assembleia, na qual sairá um documento com as pautas de reivindicações que será entregue ao governador do estado, Renan Filho, e ao secretário estadual de Educação, Luciano Barbosa.

A data do encontro e local serão divulgados na página do Facebook “professores monitores do estado de alagoas”. Mas a adesão poderá ser feita através de celular ou no boca a boca.

Segundo Jossicler Meneses, membro do pró-monitores, o movimento ainda passa pelo processo de mobilização da classe, mas a adesão tem aumentado a cada dia. Ele reclama que os monitores são vistos como um entrave, e não são levados em conta a dedicação e o trabalho realizado por eles. “A desvalorização do profissional de Educação é grande, e, no caso dos monitores, a situação é gritante. Então, como cobrar sem dar condições?”, questinou Meneses.

Quem também faz parte do movimento é Shirlene Batista, monitora de Língua Portuguesa. Ela explica que o contrato tem validade de dois anos, mas a qualquer momento pode ser interrompido caso apareça efetivo ou a direção da escola entenda que o monitor não serve para fazer parte do quadro da instituição. “Trabalhamos como qualquer servidor, mas não somos protegidos pela CLT”, desabafou a monitora.

Além da desvalorização salarial, outra questão levantada é que os monitores não têm direito a departamento. Por conta disso, são obrigados a levar para casa trabalho que deveria ser realizado na escola. 

EM PAUTA

A hora/aula de um monitor na rede pública de Alagoas é de R$ 11,16. Mas esse não é o maior problema. A categoria reivindica reajuste salarial, revisão contratual (com base na CLT), adicional de periculosidade; que receba os vencimentos dentro do mês trabalhado (há casos de atraso de salário de até mais de três meses), sem contar que o contratante tem até o 10º dia útil de cada mês para pagamento. Assim, dependendo do mês, o repasse acontece até o dia 14, o que atrasa todos os compromissos desses servidores. 

Greve atrapalha rotina de monitores

Em greve desde o dia 16 de julho, os servidores da rede pública da Educação de Alagoas reivindicam reajuste salarial de 13,01%, reclamam da falta de profissionais nas escolas, da estrutura física e das progressões por titularidade e por tempo de serviço. Mas quem também saiu prejudicados foram os monitores que atuam nas escolas que aderiram à greve. Neste caso, foram forçados a ficar em casa, mas, diferentemente dos efetivos, não irão receber seus vencimentos. 

“Não pedimos para ficar em greve, ainda porque não é reivindicação da categoria, mas estamos preocupados porque no final do mês o monitor que trabalha em escola que fechou não irá receber nada. E nossas contas a pagar como ficam?, reclamou uma monitora.

Os monitores dizem que estão desprovidos de qualquer direito; inclusive o Sinteal não abraça a sua causa. “Com essa política educacional, os monitores vão continuar por tempo indeterminado por se tratar de uma  mão de obra barata. Temos que nos unir e buscar nossos direitos e não aceitar essa desvalorização”, disse Jossicler Meneses, que faz parte da reserva de monitores e diz que abraçou a causa por se tratar de um pleito social.

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