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22 de Novembro de 2018

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Edição nº 833 / 2015

12/08/2015 - 21:32:00

Um Brasil diferente

JORGE MORAIS Jornalista

Tenho a impressão, impressão não, certeza, de que, se ao longo dos últimos 20 anos, não tivesse havido tantas operações deflagradas pela Polícia Federal, este imenso Brasil seria outro. Seria diferente, pelo menos, em relação à redução de sua pobreza, e que sua população não sofreria tanto como vem ocorrendo, penalizada pela falta de assistência na saúde, sem educação e sem segurança.  

Diariamente, minuto a minuto, alguns brasileiros ficam sem assistência médica nos hospitais. Morrem crianças, adultos e velhos por falta de médicos e medicamentos, mesmo que o governo federal, por meio de sua presidente Dilma Rousseff, tenha alardeado nos quatro cantos e ocupado o espaço na mídia para dizer que milhões de brasileiros foram atendidos pelo Programa Mais Médico desde a sua implantação e que, por isso, vai aumentar o programa com a vinda de mais médicos, agora, especialistas.

Dentro da linha de raciocínio da impressão que tenho, ou eles estão mentindo ou a imprensa nacional está inventando notícias e criando personagens doentes nas portas dos hospitais. A Rede Globo de Televisão, em especial, está perdendo um grande contingente de excelentes atores, entre eles, os familiares que choram a perda de seus familiares.O que a gente assiste todos os dias são filas e mais filas de doentes reclamando a falta do atendimento, mas a Dilma Rousseff disse que tudo tinha melhorado em relação aos anos anteriores ao programa. Neste caso, se continuasse como antes, a categoria dos chamados pobres ou quase isso, já teria desaparecido.

Se o Mais Médico já atendeu a tanta gente, como se explica essa situação nos postos de saúde e hospitais? Por que tanta gente volta reclamando ou morre sem o atendimento? Feito esse relato, volto ao tema do artigo: Um Brasil diferente. Será que, se o José Dirceu, José Genuíno, Delúbio Soares, todos os tesoureiros do PT, PTB, PP e outras siglas mais, além dos dirigentes da Petrobras e das empreiteiras, não tivessem roubado os milhões e milhões ou bilhões de dólares e reais o Brasil não seria diferente? Já imaginou se todo esse dinheiro surrupiado fosse aplicado na Saúde, Educação e Segurança, o país não seria diferente?Claro que sim.

Não faltariam médicos de plantão nos hospitais, e os medicamentos seriam suficientes para atender a população. O governo quebrou em suas ações porque o dinheiro saiu pelo ralo, não chegou ao seu destino, porque foi desviado para as campanhas políticas e para as contas secretas e, também, as contas escancaradas abertas em outros países.

Em palavras mais claras: o dinheiro foi roubado.O ex-ministro José Dirceu foi preso mais uma vez. Estava claro que essa operação Lava Jato não deixaria de fora esse chefe de quadrilha. No governo Lula, em especial, não se fazia nada sem que ele não desse as ordens. A operação Mensalão foi fichinha para a Lava Jato. Se o Zé comandou a outra, não ficaria de fora dessa, mesmo que o Lula diga que nunca soube de nada, nunca viu nada e nunca ouviu nada.

Pois bem. José Dirceu está preso novamente, outros, muitos outros, ainda serão nas próximas fases da operação, e de todos os partidos, mesmo que o Partido dos Trabalhadores, presidido pelo senhor Paulo Falcão, tenha ido à mídia para tentar justificar o injustificável. O PT dizer que roubou, porque antes outros roubaram, é muito pior do que o ato. Antes, o PT criticava e condenava sem julgamento. Hoje, quer uma prática diferente.Finalizando, está circulando pelas redes sociais o seguinte texto: “O Zé Dirceu foi preso na época da ditadura, foi preso no esquema do Mensalão e está preso agora. Portanto, três vezes, já pode pedir música no Fantástico”. 

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