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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 833 / 2015

12/08/2015 - 18:34:00

Um Dia dos Pais sem fome

José Arnaldo Lisboa Martins [email protected]

Para algumas pessoas, o “Dia dos Pais” é um dia de festas, de presentes, de pedidos de bênçãos e de músicas de “parabéns pra você”. Deram a esse dia o nome de “Dia dos Pais”, mas não se lembraram de que todos os pais deveriam ter os mesmos direitos que são dados aos demais, pelo menos no seu direito de se alimentar e alimentar os filhos. Muitos deles não podem participar de festas, de churrascos, de jantares ou bebidas caras, pois só lhe restam lágrimas, tristezas e muitas frustrações.

Nesse dia, muitos filhos choram, também, por não poderem comprar um presentinho, por mais simples que ele seja, para dar aos seus pais. Nesse dia, milhões deles não podem ir aos restaurantes com suas esposas, filhos, netos, genros e noras. Para muitos, hoje é um dos dias mais tristes do calendário, e melhor seria se fosse um dia comum, como os demais, para que seus sofrimentos não fossem estendidos, também, aos seus filhos, quando não pudendo comprar um simples barbeador manual ou uma sandália japonesa. 

É provável que, nesta hora, na casa do vizinho, estejam dando vivas a pais felizes, sorridentes, rodeados de presentes, dados pelos seus familiares, muito diferente de um pai que poderia estar chorando, não por falta de presente, mas por não ter tido dinheiro suficiente para comprar um simples pão para saciar a fome dos seus filhos neste dia. Hoje é um dia daqueles nos quais vemos carros bonitos conduzindo presentes caros que foram recebidos. Inventaram o “Dia dos Pais”, coisa que deixa alguns deles eufóricos por terem recebido um “notebook” de última geração. Eu sei que a vida é assim mesmo.

Porém eu devo ter o direito, pelo menos, de lamentar que ela seja assim, tão injusta, tão desumana e que deixe os governantes roubando descaradamente ao desviar o dinheiro que seria para a merenda escolar de crianças famintas e que não sabem, sequer, que existe o Dia dos Pais.

Tomara que vocês não digam que eu estraguei a festa de vocês com assuntos inconvenientes ou com lamentos. Eu, como muitos de vocês, certamente já demos e já recebemos presentes, tanto no Dia dos Pais como no Dia da Criança, no Dia das Mães, no Natal e nos seus dias de aniversários. Por causa do mundo no qual vivemos, só nos resta lamentar a existência dessas regras sociais, desumanas, cruéis e sem a crença em Deus, que é só bondade. Mesmo lamentando tudo isso, parabenizo todos os pais - pobres, ricos, trabalhadores e injustiçados -, pedindo a Deus que os nossos governantes procurem dar trabalho para todos e possam alimentar os seus filhos. Apesar disso, “parabéns”, senhores pais! 

Em tempo – O sr. Júlio Bandeira, a sra. Maria Epiphania Costa e o sr. Genildo de Lima Correia me dão a honra de serem meus leitores. Com tantos elogios, eu fiquei vaidoso. 

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