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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 833 / 2015

12/08/2015 - 18:31:00

Gabriel Mousinho

A indignação de Olavo

O deputado estadual Olavo Calheiros é conhecido pelas atitudes às vezes radicais, principalmente quando entende que determinado assunto lhe fere o comportamento. Na sessão de quarta-feira na Assembleia Legislativa, o deputado peemedebista disse no plenário o que muita gente tinha vontade de dizer e que se escondia no anonimato. Considerou uma vergonha e uma afronta a Mesa Diretora da Casa, comandada por Luiz Dantas, pedir a cessão de 25 servidores, para, naturalmente, não prestar nenhum serviço à instituição.

Sem papas na língua, embora possa ou não desagradar a quem tiver interesse no assunto, Olavo Calheiros deu um exemplo de cidadania e coragem ao dizer que a Assembleia Legislativa é um depósito de funcionários que não querem trabalhar, condenando a direção da Casa, em outras palavras, de fazer uma arrumação de apadrinhamento político.A atitude de Calheiros é digna de figurar nos anais da Assembleia, que, pelo andar da carruagem, mesmo que Luiz Dantas tenha pregado diferente, não terá mesmo jeito. Colocar mais 25 servidores à disposição do Poder Legislativo, oriundos do Tribunal de Contas do Estado que ali não faziam nada, é um acinte e uma provocação para a sociedade alagoana.Se tivéssemos mais alguns Olavos na Assembleia, com certeza a Casa de Tavares Bastos seria outra coisa.

Quem está com a verdade?

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, entrou mesmo em rota de colisão com sindicatos e não descarta, entre outras coisas, a colocação de ponto eletrônico para todos os servidores, inclusive os médicos, no PAM Salgadinho. Isso teria gerado um desconforto entre a classe médica. Segundo o próprio prefeito, muitos deles ganham a bagatela, só no município, de R$ 35 mil. Uma pequena fortuna se comparada aos pobres sobreviventes servidores públicos.Mas os sindicatos dos Médicos e da Previdência têm batido forte no prefeito, dizendo que é mentira a sua informação e que o assunto de melhores condições de trabalho não está vinculado ao ponto eletrônico. 


Será?!

Alguém, nesta história, está faltando com a verdade, mas, pela disposição da Prefeitura de Maceió, através da Secretaria de Administração, muitos médicos, ganham, sim, salários não condizentes com a realidade de Alagoas, mesmo que mereçam.O confronto entre o prefeito e esses servidores já foi instalado, e na arena vamos ver quem vai sair ganhando dessa pendenga. Quanto ao perdedor, vejam só, é o mesmo: a pobre e sacrificada população da capital.


Quase parando

A maior parte do secretariado de Renan Filho tem tido desempenho abaixo do esperado, o que vem incomodando o Palácio dos Martírios. A competência do secretariado mede-se pela criatividade nas horas de dificuldades, como agora que a crise apareceu. Com caixa recheado, todo mundo é bom administrador.

Chegando lá

Cícero Cavalcante já pode se considerar deputado a partir do próximo mês. Dudu Hollanda está mesmo disposto a pedir licença médica para tratamento de saúde, para uma avaliação médica depois que se submeteu a uma cirurgia bariátrica. Esta rápida licença deve ter sido fruto de acordo com os que defendem a presença de Cavalcante no parlamento e um alívio para o governador Renan Filho.

Folga no caixa?

A reclamação geral é que o estado está endividado, não está cumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, não tem como atender às reivindicações dos servidores, mas o governador trabalha para receber sinal verde do governo federal para fazer novos empréstimos.


Mudanças

É visível o descontentamento do governador Renan Filho com boa parte dos seus auxiliares. O governador tem até evitado reuniões com os que não apresentam resultados e, quando tem, são meteóricas. Mudanças estão previstas para o próximo semestre.


Negócio da China

O Tribunal de Contas do estado cedeu 25 servidores para a Assembleia Legislativa, mas não economizou um centavo com essa transação. Vai continuar pagando os robustos salários dos funcionários e recolhendo as suas obrigações sociais. Pelo lado da Assembleia, apenas uma pequena arrumação política. Como diz o velho ditado, entrou por uma perna de pinto e saiu por uma perna de pato.


Alívio

Os 120 cargos criados na Assembleia Legislativa, ninguém sabe para que, talvez coloquem um balde de água fria na tendência de alguns deputados se rebelarem contra o governo de Renan Filho. Mais cargos para possíveis e prováveis renovações de mandatos não fazem mal a ninguém. O deputado Olavo Calheiros, que sempre foi avesso a essas benesses, vai ter que se acostumar com o jogo bruto do poder, se quiser ajudar o sobrinho que vive politicamente com a Assembleia momentos de dificuldades.  

A vez de Renan

Circula nos bastidores políticos de que o senador Renan Calheiros vai, aos poucos, se reaproximar da presidente Dilma Rousseff, que depende de sua caneta para lances em defesa da economia brasileira. Mas a conta vem por aí. Renan, o pai, acha que chegou o momento de viabilizar o governo do filho, e nisso aí vale qualquer sacrifício. Ele não quer, por exemplo, fugir da sua posição que foi tomada, mas, no cômputo geral, pode, sim, ajudar o Planalto e, consequentemente, Alagoas.


Em campanha

O empresário Adoniran Barbosa, de Arapiraca, parece já estar em campanha para as próximas eleições municipais. Ultimamente tem baixado o cacete no ex-prefeito e atual vice-governador e secretário de Educação, Luciano Barbosa. Entre outras coisas, Adoniran denuncia que Luciano rasgou o compromisso com Arapiraca.


Sem futuro

De um observador sobre a violência em Alagoas: “nem com dez Alfredo Gaspar a situação se resolve”. Sem políticas públicas atacando os problemas na raiz, não existe nenhuma perspectiva de melhorar.


Hora errada

Já está na hora de algum vereador por Maceió, ou deputado, apresentar projeto de lei que proíba a utilização de aparelhos celulares por profissionais de saúde nas emergências e nas UTIs. Muitas pessoas têm reclamado devido a prática ter se tornando corriqueira na maioria dos hospitais da capital. Entretidos com mensagens pra lá e pra cá, muitas das vezes esses profissionais têm sido alertado por familiares que o paciente está precisando de mais cuidado médico. 


Apertou o cerco 1

Não passa desta quinzena o indiciamento do senador Fernando Collor sobre acusações de que teria participado de receber propinas da Petrobras. Collor foi à tribuna do Senado novamente e reagiu forte, atribuindo ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, uma forma de fazer campanha para a reeleição com seu nome. Pelo que diz a grande imprensa, o Supremo Tribunal Federal deverá acatar a denúncia do Ministério Público e instaurar o devido processo legal. Aí o senador terá a oportunidade de, mais uma vez, provar que não tem e nunca teve nenhuma participação nos desvios de recursos da Petrobras. 


Apertou o cerco 2

Integrantes da Operação Lava Jato afirmam que todas as investigações feitas levam, através de suas empresas e de assessores no Senado, ao senador Fernando Collor. Mas em nenhum momento se atribuiu deslizes diretamente ao senador. Ou seja, o vazamento de informações sobre o caso parece um certo exagero e um prejulgamento de uma pessoa que está apenas sendo investigada. Nesse mesmo aspecto, Collor, depois que deixou a presidência, ganhou todos os processos em que era acusado, demonstrando que a precipitação e a pressa são inimigas da perfeição. 

Está devendo

Quem acessa o Portal da Transparência do Tribunal de Contas dá pra observar que o único Conselheiro que ainda está devendo de publicar o seu curriculum é Cleide Brandão, esposa do prefeito de Canapi e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Celso Luiz. Ninguém sabe por que. Manda publicar, Cleide, manda.

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