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Edição nº 831 / 2015

29/07/2015 - 11:32:00

A quatro paredes, Renan Filho pede “mais vontade” do seu secretariado

Reunião realizada na terça mostra que promessas na maioria das áreas são apenas isso: promessas

Odilon Rios Especial para o EXTRA

Uma reunião na última terça (22), a portas fechadas, com todo o secretariado e presidentes de autarquias estaduais (era a primeira vez que eles participavam) serviu ao governador Renan Filho (PMDB) distribuir insatisfações e poucos elogios com o dia a dia da máquina pública.

Renan cobrou, do secretariado, “fazer mais por menos”. Ou seja: menos dinheiro, mais ações.

O encontro começou às 10h30, logo após Renan inaugurar uma unidade de tratamento de AVC, no Hospital Geral do Estado. Durou até uma da tarde. Ao chegar à sala, a maior parte do secretariado estava presente, menos Luciano Barbosa, da Educação e vice-governador.

verno”, “mais vontade”, mais aparição do secretariado na mídia, menos reclamação e “mais ação”. Estava satisfeito com algumas áreas e insatisfeito com a maioria.

Pediu mais trabalho em equipe. E menos burocracia no andamento dos projetos. 

As reuniões são mensais.Sete meses após ter assumido a administração estadual, Renan Filho não tem apenas um perverso ajuste fiscal da era Dilma Rousseff pela frente. Mas o desequilíbrio concreto e, real do funcionamento do Governo e o desequilíbrio entre ações do secretário de Defesa Social, Alfredo Gaspar, e de Luciano Barbosa, cada vez mais introspectivo.

A polícia alagoana, por exemplo, mata e prende mais suspeitos. Isso, porém, não pode ser tratado como a vitrine única (ou quase exclusiva) da administração. A greve da Educação mostra que a equipe técnica do Governo ainda tem um longo caminho pela frente ao priorizar as áreas sociais.

Em sete meses de administração, foi inaugurada uma escola em tempo integral, mas a construção das outras 13 nem começou.

E a promessa veio do próprio vice e secretário de Educação:

“Vocês são um modelo, são pioneiros. No próximo ano, teremos mais 13 escolas de tempo integral no Estado. E todas terão a Marcos Antônio Silva como referência”, disse Luciano Barbosa, em junho, ao falar na inauguração da quadra de esportes da única escola em tempo integral: a Marcos Antônio Silva, no Benedito Bentes.

A Assistência Social, de Joaquim Brito, recomeçou o Programa da Sopa. E sumiu do noticiário local.

A secretária da Mulher e dos Direitos Humanos, Rosinha da Adefal, além das viagens oficiais, é pouco lembrada no Governo.

Em abril, Cláudia Petuba, dos Esportes, Lazer e Juventude, prometeu - e não cumpriu - que professores de Educação Física estariam às terças e quintas-feiras em áreas mais violentas de Maceió para o trabalho em ações de paz ao lado da Secretaria de Defesa Social.

ais afetado pelos problemas sociais. São os jovens que mais sofrem com o desemprego, que superlotam o sistema prisional e são os principais alvos nos homicídios. Por isso, vamos estabelecer uma estreita relação com a Sepod e desenvolver mecanismos que atuem diretamente nesse trabalho de prevenção ao crime e às drogas”, disse a secretária no dia 17 de abril.

Por enquanto, só palavras.Procura-se um partido, desesperadamente

Enquanto o Governo Renan Filho negocia uma saída para o fim da greve dos professores e ajusta o secretariado, o prefeito Cícero Almeida (PRTB) busca espaço para concorrer às eleições em Maceió. O objetivo é o mandato 3.0 na capital.

Ele é o mais forte candidato da oposição no próximo ano.

O quê facilita para ele? Pesquisas internas apontam que ele tem chances de crescer política e eleitoralmente. Seus dois mandatos têm ações significativas de construção de ruas, avenidas.

Mas, na Saúde, principal ponto nas pesquisas, Almeida terceirizou postos de saúde para aliados na Câmara de Vereadores.

O que perturba? A indefinição sobre sua permanência no PRTB, a falta de aliados, a pouca disposição dele em cumprir acordos e a máfia do lixo cujo processo foi encaminhado a Brasília, já que o ex-prefeito virou deputado federal (e goza o foro por prerrogativa de função).

O prefeito Rui Palmeira (PSDB) espera o fim das chuvas para dar “ritmo” às obras em Maceió e ganhar vantagem em cima de Cícero Almeida.

Prevê inauguração de postos de saúde, a avenida litorânea Pontes de Miranda (ligando os bairros de Cruz das Almas e Jacarecica) e obras de saneamento, tocadas pelo governo federal.

Mas ele terá de esperar o inverno passar. E evitar que Cícero Almeida possa voltar... ao poder.    

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