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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 831 / 2015

29/07/2015 - 11:13:00

Julgamento do matador de Fernando Aldo será em Maceió

Irmã de vereador executado, Alessandra Brandão diz que medida foi coerente

DA REDAÇÃO

O Tribunal de Justiça de Alagoas aprovou, por unanimidade, o pedido do promotor Cláudio Teles, de desaforamento do julgamento de Eliton Alves Barros, acusado de participar do assassinato do ex-vereador de Delmiro Golveia, Fernando Aldo, em outubro de 2007.

A solicitação de mudança do julgamento de Mata Grande para Maceió, relatada pelo desembargador Sebastião Costa Filho,  deve-se ao fato do acusado ser temido em Mata Grande, podendo comprometer o resultado, caso o júri ocorresse naquela cidade.

A família do ex-vereador comemora o resultado, uma vez que, mesmo com as manobras jurídicas tentadas pelos advogados de defesa dos acusados, os membros da justiça  tem conduzido o caso com seriedade.

Em contato com a reportagem do jornal Extra, a irmão de Fernando Aldo, Alessandra Brandão, disse que a medida da Justiça  foi coerente. “O crime teve muita repercussão envolve poderosos e no interior as pessoas do júri poderiam ficar marcadas”, expôs Alessandra. 

A irmã do vereador executado contou que Aldo na época da execução vinha incomodando políticos poderosos devido sua ascensão política e seu nome era cotado para disputar a prefeitura de Delmiro Gouveia. 


Sobre o caso 

No dia 1º de outubro de 2007, o vereador da cidade de Mata Grande, sertão do, Fernando Aldo, foi morto a tiros, após deixar o camarote de uma festa. De acordo com a Polícia Civil (PC), o autor intelectual foi o ex-deputado estadual Cícero Ferro (PMN) e a morte aconteceu, segundo as investigações, porque o vereador estava invadindo redutos políticos do parlamentar, no interior. 

Na denúncia contra os autores materiais, o Ministério Público Estadual responsabilizou quatro pessoas pelo homicídio: Carlos Marlon Gomes, que teria sido o executor, Dílson Alves, Nildo Alves e Eronildo Alves Barros, que teriam dado suporte para o atirador e ajudado na fuga.

Segundo o MP, a motivação da morte de Fernando Aldo teria sido política – como apontou as investigações da PC –, já que a vítima fazia oposição a Cícero Ferro em Delmiro Gouveia.

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