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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 831 / 2015

29/07/2015 - 10:47:00

Mercado Municipal de Artesanato

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

Participamos de uma reunião, há muitos tempos atrás, com um grupo que dirigia o Mercado de Artesanato e Nonô, candidato a prefeito. As reclamações eram justas, mas nunca foram resolvidas: falta de drenagem na frente do prédio, estacionamento pequeno, ruas estreitas, muita gente circulando pela Levada.

Esta semana fui procurada por uma pessoa ligada aos comerciantes dali e, para meu espanto, atualmente as reclamações são as mesmas: esgoto correndo livremente na frente do prédio, exalando um mau cheiro terrível; os carros estacionam até nas calçadas porque o espaço destinado a eles é mínimo e atende também a quem faz compras no Mercado da Produção; do lado de fora do prédio há ambulantes vendendo frutas e legumes.

E aí, os donos de lojas de artesanato não conseguem comercializar bem os seus produtos.Lembro-me de um passeio que fiz a Fortaleza e visitei o Mercado do Artesanato de lá. Uma área ampla para os carros, um edifício de alguns andares, com lanchonetes, restaurantes. Tudo isso é bom para os lojistas, para o Município, para o Estado, para o povo.

Maceió apresenta alguns aspectos interessantes: problemas crônicos como o Salgadinho, o artesanato e o Lixão custam a ser resolvidos.A Prefeitura tem áreas perto do Mercado da Produção, próximas do centro da cidade onde poderiam ser construídos agradáveis lugares para os artesãos. Um bom exemplo é a Praça da Faculdade de Medicina.

Lá acontecem feiras sem muita organização, as frutas colocadas no solo, o milho vendido de qualquer maneira. Ali deveriam ser edificados a Secretaria de Turismo e um belo Mercado de Artesanato, evitando, assim, que uma grande área desocupada sirva para usuários de drogas.Outra reclamação dos lojistas: os ônibus de turismo não conseguem parar naquele local. Repito: o cheiro é horrível, o esgoto corre a céu aberto e os carros se atropelam num pequeno espaço.

O mesmo material vendido na Feirinha da Pajuçara faz parte do estoque dos artesãos da Levada, mas a diferença está no local da primeira, aprazível e espaçoso e o da segunda, pequeno, apertado e sujo.Nossos políticos gostam de alongar os problemas crônicos. Vejam o Salgadinho: entra prefeito, sai prefeito e não se apresenta solução para o riacho.

Disse, pela Internet, ao ex-prefeito Cícero Almeida que não votaria nele por causa do Salgadinho. Ele se irritou e me disse que seria o mais bem votado para deputado federal. Não foi! Justiça seja feita: a mudança do Lixão foi realizada pelo ex-prefeito, apesar dos escândalos.Mas o Mercado Municipal do Artesanato continua sendo um problema permanente.

Ninguém resolve! E não se sabe por qual motivo! Será que o resultado em votos não vai compensar?Vamos então fazer um apelo ao atual prefeito: Resolva o caso do Mercado do Artesanato; vai beneficiar os lojistas, retirando daquele local apertado um bom negócio do setor de turismo. Mande alguém a Fortaleza, Senhor Prefeito, e construa o mercado num lugar aberto, central e com bastante espaço.

Outro fato gravíssimo: a linha do trem ao lado do Mercado. Na hora em que o VLT passa é um corre-corre danado; gente pula para o lado, tabuleiros voam, bichos fogem e lá está o turista comprando objetos de arte e se assustando.Você, leitor, escolha um sábado ou um domingo pela manhã e vá ao Mercado Municipal de Artesanato. Inicialmente, seu carro vai ficar bem longe dele. Depois, proteja os pés para passar pelo esgoto que corre a céu aberto. Aí, se conseguir chegar onde pretende, você é um vitorioso.

Existe uma comissão formada por donos de lojas, lutando há muitos anos.Fala com políticos, participa de reuniões, sugere medidas para melhorar a situação, mas nada consegue.Difícil é imaginar que nossos políticos visitem a Levada, onde funcionam os dois Mercados: o da Produção e o do Artesanato. Só em tempo de eleição.Vamos pensar alto em plena crise e procuremos livrar Maceió do velho e grave problema: a má localização do Mercado Municipal de Artesanato!

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