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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 831 / 2015

29/07/2015 - 10:27:00

Gabriel Mousinho

Nuvens pesadas em Brasília

A guerra política que foi instalada em Brasília com novos lances da Operação Lava Jato, que levou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a romper com a presidente Dilma Rousseff, teve também reflexo na política alagoana. Por isso mesmo, as futuras eleições municipais esfriaram.O noticiário vasto e intenso sobre indiciamentos, que atingem senadores e deputados alagoanos, tem tomado o centro das conversas nas ruas, nos bares e restaurantes.

As acusações ao senador Fernando Collor, por exemplo, que reage às denúncias de que estaria envolvido em recebimento de propinas do Petrolão, foram o tema principal dos principais jornais e revistas do país.Enquanto não se tiver um desfecho da Operação Lava-Jato através do Supremo Tribunal Federal, que autorizou as investigações contras vários senadores, inclusive com mandados de busca e apreensão, o país praticamente para aguardando o resultado dessas pendengas. 

Chumbo grosso

Há quem diga que o senador Renan Calheiros terá sérias dificuldades com a Procuradoria Geral da República nos próximos dias. Suspeita-se de que novas denúncias estariam por vir, numa forma de desestabilizar o presidente do Congresso Nacional. Inteligente, Renan deixa o tempo passar e não tem agredido o procurador-geral, ao contrário de Fernando Collor.


Fuçando

Nos últimos dias, Maceió foi invadida, no bom sentido, por profissionais de imprensa do Sudeste. Eles procuram pistas de políticos que tenham algum envolvimento com essa história da Lava Jato.


Fundos de pensão

Com a criação da nova CPI para investigar os fundos de pensão, parece que o tempo ficará, mais uma vez, nublado em Brasília. O BNDES será a bola da vez, e isso pode, durante as investigações, descobrir coisas do arco da velha. 


Frieza do chefe

O estilo de administrar do governador Renan Filho, pelo menos com seus secretários, é inusitado. Afora alguns auxiliares mais íntimos, Renan mantém distância de grande parcela do secretariado, e isso tem deixado muitos incomodados. Até o final do ano, o governador deve mexer no time, seja por competência, seja por não estar tendo o desempenho desejado.


Collor reage

O senador Fernando Collor tem reagido à altura sobre as denúncias que pesam contra ele. Declara que alguns órgãos de comunicação têm omitido informações importantes sobre suas empresas, e “a exploração diária de notícias já conhecidas é característica de clara publicidade opressiva, que em nada contribui para o exame sereno dos fatos”.

Devagar

O governador Renan Filho já não tem o mesmo apoio que tinha na Assembleia Legislativa no começo do governo. Aos poucos, alguns deputados se afastam do Palácio Floriano Peixoto. Eles reclamam, por baixo dos panos, do tratamento que vêm recebendo. O sinal de alerta, aos poucos, vem sendo dado por alguns parlamentares.


Radicalização

O governo está entendendo que existe radicalização na discussão dos reajustes salariais por parte da CUT. Mas não é o que pensa o secretário de Organização e Política Sindical da entidade, Izac Jacson. Para ele, quem pode oferecer 5% dividido em três vezes pode, também, oferecer 6,41%. Teme-se que, mantido o impasse, ocorra uma greve geral por tempo indeterminado. Aí o prejuízo seria bem maior.


Custando caro

Faz muito tempo que Alagoas não combatia tão fortemente a bandidagem no Estado. Mas isso tem custado a vida de abnegados servidores públicos, o que tem incomodado as polícias Civil e Militar. Para o secretário Alfredo Gaspar de Mendonça, esses assassinatos de policiais são uma afronta ao Estado.

Nem aí

A Assembleia Legislativa, que tantos desgostos já patrocinou aos alagoanos, não está nem aí para os débitos com seus servidores. Prefere pagar milhões à Fundação Getúlio Vargas para fazer uma reforma administrativa. E insiste em contratar mais 120 servidores para cargos comissionados. Uma tristeza!


Oposição consolidada

Grupos já definiram os candidatos que irão disputar as eleições da OAB, principalmente da oposição. Fernando Falcão é o nome de consenso do grupo em que conta com grandes lideranças, a exemplo de Marcelo Brabo, Welton Roberto e Omar Coelho. Já o atual presidente, Thiago Bomfim, apoia o nome da professora Fernanda Marinela. Pelo menos de sete a dez mil advogados irão às urnas este ano.


Perguntar não ofende

Com toda essa confusão de denúncias de corrupção, como ficará o financiamento de campanhas eleitorais do próximo ano?


Farias e a eleição

A habilidade do secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, em conduzir o aperto que o governo está dando em todos os setores, principalmente nas nomeações de cargos comissionados, está lhe credenciando ou a disputar futuras eleições, ou conduzir a disputa eleitoral na capital e no interior. Fábio tem sido um apaga-fogo nos problemas que o governo vem enfrentando, inclusive com a base aliada, insatisfeita com o tratamento que vem recebendo.


História da carochinha

Uma reaproximação do grupo de Renan Calheiros com Biu de Lira, atualmente, é praticamente improvável e “história pra boi dormir”, embora a relação dos dois continue republicana. O que Calheiros tem demonstrado é uma aproximação futura com o ex-governador Téo Vilela, que teria como objetivo principal fazer uma dobradinha em 2018 e tirar Biu de Lira do caminho.


Vítimas de JL

O empresário e ex-deputado federal João Lyra tem o dever e a obrigação de assumir perante as instituições públicas, a exemplo da Receita Federal, o ônus da inadimplência de suas empresas de comunicação. Todo mundo sabe que JL sempre foi o proprietário de O Jornal, em cujo expediente figurava, em certa oportunidade, o seu nome e da própria Rádio Jornal. Como estava impedido enquanto deputado federal, ele pediu ajuda a pessoas com vínculos em suas empresas e que hoje amargam o desespero de serem acionadas pela Justiça Federal. É a única coisa que João Lyra pode e deve fazer para não abandonar essas pessoas que lhes foram fiéis.  

Dividido

Os grupos políticos estão divididos com relação às eleições municipais do próximo ano. Renan busca ampliar seus redutos, que não são poucos, Biu dá assistência permanente nas suas bases e Téo Vilela tenta rearrumar o PSDB politicamente depois do desastre nas eleições passadas.

Longe da tempestade

O prefeito Rui Palmeira não quer falar sobre crise e investe pesado na periferia da cidade. Procura, habilmente, fazer com que a população não se lembre dos bons tempos de Cícero Almeida, provavelmente o seu adversário nas eleições do próximo ano.


Muito difícil

Ninguém ignora as dificuldades vividas pelo Estado, o que não é de agora. Mas todos esperam mais eficiência do serviço público, principalmente nas áreas de Saúde e Educação, já que a Segurança tem dado o seu recado.

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