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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 831 / 2015

29/07/2015 - 10:16:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Endividamento

Mais da metade dos assalariados se encontra endividada com empréstimos consignados. E essa maioria não pode atrasar nem negociar a dívida, porque a prestação é descontada diretamente do salário. Mas também deve no cartão de crédito parcelado, sempre pagando o mínimo e tendo o valor da dívida acrescido de juros e multas todo mês, além de prestações no carnê, cheque especial e outros sistemas de crédito. E a tendência é aumentar mais ainda, já que o governo continua incentivando o consumo, aumentando o percentual de comprometimento, agora em 35% do salário, além do prazo de pagamento. Essa mesma situação ocorreu em 2008, na Europa e Estados Unidos, falindo bancos e os devedores. O desemprego aumentou e o PIB foi a zero, surgindo a crise econômica mundial, que, na época, o então presidente Lula dizia que não atingiria o Brasil. Mas agora atingiu e já estamos em plena recessão, com a queda na produção (PIB negativo), desemprego, endividamento da população. A tendência é permanecer assim por mais uns quatro anos. 

O que fazer?

Ao consumidor, só resta, mesmo, economizar ao máximo, procurar viver de acordo com o que ganha, evitar acumular dívidas e mudar seus hábitos de consumo. Pesquisar preços, reduzir o consumo de energia, água, telefone, combustível, serviços essenciais, mas que podem muito bem diminuir. 


Cartão de crédito

Os juros são os mais altos do mercado. Portanto, só use mesmo se tiver certeza de que vai pagar o valor total da fatura no prazo certo. Se parcelar, saiba que vai ficar impagável e com um grande prejuízo para seu orçamento. 


No supermercado

Alimentos e material de limpeza e higiene vêm aumentando de preços numa rapidez grande, o que gera a inflação. Ao se dirigir ao supermercado, leve uma lista de compras e siga à risca, pesquisando preços antes. Se encontrar um produto de marca diferente da que sempre costumou usar e mais barato, não conte conversa, coloque-o no carrinho. 


Negociando

Se existem dívidas que não seja no sistema consignado (desconto em folha), negocie com o credor, faça um acordo dentro de sua possibilidade de pagamento. O que não pode é simplesmente deixar de pagar, seguindo aquele ditado: “Devo, não nego; pago quando puder”. Isso é prática de vigarista. 

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