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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 830 / 2015

22/07/2015 - 18:08:00

Faixas apócrifas denunciam protegidos do presidente do TJ

Desembargador Washington Luiz teria acobertado irregularidades de aliados políticos acusados de corrupção

DA REDAÇÃO

No início da semana inúmeras faixas foram espalhadas em diversos pontos de Maceió acusando o presidente do Tribunal de Justiça, Washington Luiz Damasceno Freitas, de proteger políticos acusados de corrupção. As faixas apócrifas citavam os nomes da ex-prefeita de Piranhas e filha do desembargador Washington Luiz, o prefeito de Rio Largo, Toninho Lins, o prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus, o prefeito de Joaquim Gomes, Toinho Batista e o prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão.

As faixas foram espalhadas na passarela da Av. Fernandes Lima, em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas e do Ministério Público Estadual. O escrito ainda trouxe o numero de processo de cada político citado e o caso da anulação por parte da Justiça da cassação dos prefeitos Toinho Batista e Jacob Brandão.

A família Damasceno Freitas possui cargos e posições políticas que colocam em cheque muitas vezes o presidente do Tribunal de Justiça. O irmão do presidente do TJ é o deputado estadual, Inácio Loiola, e sua filha secretária de Cultura do Estado. Ambos possuem interesses particulares nas eleições municipais de 2016.O jornal Extra trouxe em sua edição 828 a capacidade política e o poder do desembargador presidente do Tribunal de Justiça e seu plano para eleger seus irmãos Wellington Damasceno Freitas, o Xepa, Inácio Loiola Damasceno Freitas e a filha Mellina Freitas todos prefeitos. Xepa em Olha Olho D’água do Casado, Inácio em Marechal Deodoro e Mellina seu retorno para Piranhas.


ACUSAÇÕES CONTRA GESTORES

Em pouco mais de seis anos de gestão o prefeito  de Rio Largo, Antônio Lins de Souza Filho, o Toninho Lins (PSB), coleciona uma série de acusações do Ministério Público Estadual, ações na Justiça e afastamentos do cargo. No mês passado o MP ajuizou  uma nova ação penal contra  Toninho Lins,  a 16ª ação proposta pelo órgão contra o gestor.Desta vez, ele é acusado de causar um dano ao erário no valor de quase R$ 3 milhões, em função de ter contratado, ilicitamente, duas empresas para prestar serviços de coleta de lixo à Prefeitura.

Cristiano Matheus é outro prefeito acusado pelo MP de cometer fraudes e  provocar prejuízo nos cofres da prefeitura avaliados em R$ 1,3 milhão. Segundo o MP, uma organização criminosa capitaneada pelo prefeito foi articulada para se apropriar de recursos públicos através de fraudes em licitações entre 2009 e 2013. Uma empresa de produção cultural foi licitada para realizar vários espetáculos no período, mas a produtora nega ter prestado qualquer serviço.

A filha do desembargador Washington Luiz e ex-prefeita de Piranhas, Mellina Freitas, teve os bens bloqueados pelo desembargador Domingos de Araújo Lima Neto. A atual secretária de Cultura é acusada de desviar quase R$ 16 milhões do erário do município. Além do bloqueio de bens, o desembargador também ordenou quebra de sigilo bancário e fiscal, e o afastamento de qualquer cargo público no âmbito do município de Piranhas, os quais que teriam sido requeridos contra ela pelo MP. 

 O prefeito de Joaquim Gomes, Toinho Batista, foi denunciado por corrupção, desvio de verbas públicas e formação de quadrilha. Essas mesmas acusações afastaram Toinho do comando do executivo, mas o gestor sempre teve decisões favoráveis da Justiça para retornar ao cargo. No caso do prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão, tramitam várias ações cíveis no Tribunal de Justiça de Alagoas e na comarca do município.

Jacob, assim como o irmão vereador, Júlio Brandão, são acusados de crimes de formação de quadrilha, apropriação indébita e recebimento de propina.Palavra do presidente O jornal EXTRA procurou o desembargador  Washington Luiz para falar sobre as faixas que o acusa de “proteger prefeitos”.

O presidente do TJ destacou: “Saí da política partidária há 17 anos. As pessoas que fazem isso estão tentando confundir as coisas. Quem milita na política é meu irmão Inácio e minha minha filha Melina”. Washington Luiz disse ainda que o caso não teve repercussão. A reportagem questionou se o desembasrgador iria tomar as providências cabíveis para identificar o autor das faixas apócrifas. “Caso o fato venha a se repetir vou acionar os órgãos competentes. Estive viajando e quando voltei soube da existência dessas faixas”, finalizou o desembargador. 

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