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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 830 / 2015

22/07/2015 - 18:05:00

Sindicato dos Médicos denuncia caos no PAM Salgadinho

Relatório de inspeção na principal unidade de saúde pública de Maceió é entregue ao MPE

DA REDAÇÃO

O presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Moura Galvão, concedeu entrevista coletiva ontem para denunciar o caos no Posto de Assistência Médica (PAM) Salgadinho, no bairro do Poço. Os problemas vão desde a estrutura física, segurança até ausência de fiscalização do local.

O  Sinmed encaminhou um relatório ao Ministério Público Estadual demonstrando todo o descaso com a unidade de saúde. Imagens sobre os defeitos na estrutura do prédio, como instalações elétricas improvisadas, encanação, móveis danificados, sistema de ar condicionado comprometido e infiltrações foram mostradas para imprensa durante a coletiva. “Do jeito que o PAM Salgadinho está vai desmoronar na cabeça de algum médico ou paciente; isso é uma coisa que ninguém quer”, alertou Wellington Moura Galvão. O sindicalista fez questão de adiantar que  a mesma  denúncia encaminhada ao MP  foi levada ao Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU).

O PAM Salgadinho oferece, pelo menos na teoria, atendimento em cerca de 30 especialidades médicas, como ginecologia, oftalmologia, acupuntura, endocrinologia, infectologia, otorrinolaringologia, cardiologia, neurologia, entre outras. Também realiza (ou deveria realizar) exames de raios-X, mamografia, ultrassonografia, eletrocardiograma, ecocardiograma, colposcopia e exames diversos de laboratório. 

Wellington Moura Galvão disse que o local foi totalmente abandonado pelo poder púbico e que mais de 1.000 pessoas que circulam pelo local são prejudicadas diariamente com toda essa problemática. “Infelizmente, tudo – ou quase tudo – no PAM Salgadinho funciona de forma precária e incompleta. Ou, simplesmente, não funciona”, destaca o relatório, ao enfatizar  que tais deficiências “comprometem o atendimento e inviabilizam o exercício ético da medicina”.


ESTRUTURA FÍSICA

“Além da ação do tempo, a falta de manutenção e a realização, sem planejamento e sem critérios, de pequenas reformas e adaptações pontuais transformaram o local em um risco para servidores e demais pessoas que circulam por lá diariamente”, diz o relatório. Em todos os blocos existem vazamentos em torneiras, sifões e nos encanamentos embutidos nas paredes, teto e sob o piso. Vários banheiros estão interditados por falta de condições de uso, o mesmo ocorrendo com alguns consultórios médicos. No Bloco E, por exemplo, as consultas são realizadas na sala de curativos porque o consultório não oferece condições de uso.Os vazamentos provocam infiltrações do teto ao piso. Paredes ficam úmidas e mofadas, o forro do teto cai e em algumas áreas o piso ameaça ceder, devido ao acúmulo de água servida que vaza dos encanamentos.

De acordo com os médicos, existe o temor de que os danos à estrutura provoquem o desabamento total ou parcial do prédio.As instalações elétricas também estão deterioradas e as várias gambiarras existentes são um risco constante de curtos-circuitos, que podem resultar em incêndios – o que já aconteceu em duas ocasiões no PAM. As instalações elétricas, obsoletas e mal dimensionadas, não suportam o uso de aparelhos mais modernos e já foram responsáveis por danos a equipamentos médicos.Aparelhos de ar-condicionado ficam desligados porque os servidores têm medo que as tomadas “estourem” e peguem fogo. Para evitar danos, equipamentos médicos de diagnóstico também deixam de ser utilizados.

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