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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 830 / 2015

22/07/2015 - 11:07:00

Definiu as prioridades

JORGE MORAIS Jornalista

Concluídos os seis primeiros meses de administração, o governador Renan Filho reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo Estado de Alagoas, com a falta de dinheiro para investimentos, reconhecida pela crise interna; com o comércio que não vende; pelo desemprego que cresceu; a inflação que aumentou; e a falta de apoio para obras por parte do Governo Federal. Restando, então, ao governo, fazer pequenos investimentos com recursos próprios, isso para não parar de vez.Essa semana, Renan Filho foi, novamente, a Brasília. Com projetos e a cuia nas mãos, o governador visitou mais dois ministérios, cumpriu agendas de trabalhos, mas retornou, apenas, com mais promessas, as mesmas que estão sendo feitas para todos pelo governo da presidenta Dilma Rousseff.

O problema todo é que, entre a promessa e a liberação dos recursos, vira uma eternidade e as soluções vão sendo deixadas para depois.Antecipando a tudo isso, o governador resolveu tomar uma decisão: vai investir o pouco que sobra em Educação, Saúde e Segurança.

Vai fazer isso para melhorar os índices do estado nestas questões, as mais preocupantes para os alagoanos, além, é claro, do pagamento do salário em dia cobrado pelo funcionário público estadual que, ultimamente, sonha com aumento quase que impossível de ocorrer na sua generalidade.Nada disso do que vem ocorrendo em Alagoas e no País não é mais novidade, devido ao ano de 2014 que foi perdido. Foi um ano de “oba-oba” e de mentiras.

O ano da “farra do boi”, onde os brasileiros só falavam em Copa do Mundo, que todo mundo já sabe o seu final, e na campanha eleitoral, quando o Brasil parou para ouvir as mentiras que foram contadas pelo rádio e pela televisão.Sobre a Copa do Mundo, um ano depois, denúncias de superfaturamentos; estádios que viraram elefantes brancos, como em Manaus e Cuiabá, já com problemas de drenagem, gramados ruins e de limpeza; obras inacabadas de infraestrutura; escolas que não foram construídas; metrô e rodovias que não saíram do papel; e muita gente que saiu rica de dentro do governo, dirigentes ligados ao futebol e conivência direta com construtoras responsáveis por todas as obras.

Em relação à eleição de 2014, o resultado é esse que estamos acompanhando. As mentiras da Dilma Rousseff refletem o rumo que o Brasil está tomando. O próprio ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já declarou que a situação só vai melhorar de vez em 2017, isso se o País não atingir um caos em sua administração. O Governo Federal acredita que a projeção do Produto Interno Bruto, neste ano, deverá ser de 1,20%, o que seria o pior resultado em 25 anos e a primeira contração desde 2009.A expectativa para a inflação é de 8,29%, bem abaixo da expectativa do governo, que era de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a economia brasileira vai encolher 1% em 2015, e avaliou que o objetivo do Banco Central de levar a inflação para o centro da meta em 2016, exigirá um aperto adicional na política monetária neste ano. Tudo isso dito pelo próprio governo.

Portanto, o governador Renan Filho está certo em não esperar que o dinheiro venha cair do céu ou que a Dilma vai encontrar, agora, alguma chance de atender aos pleitos de governadores e prefeitos. O País está quebrado, endividado e mal pago. Ninguém pode mais viver de promessas, até, porque, quando não são mentirosas, são promessas e nada mais. Esse e o Governo Dilma que temos e essa é a realidade que precisa ser vivida e enfrentada por Renan Filho. 

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