Acompanhe nas redes sociais:

24 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 829 / 2015

15/07/2015 - 15:07:00

PEDRO OLIVEIRA

Da inércia à improbidade

Se aproximando de completar três anos de adminis-tração está comprovado o mais completo estado de insolvência da administração do prefeito Rui Palmeira. Com uma campanha usando o slogan “o cara é bom”, um marketing pessoal e calcado em uma história política de resultados positivos em dois mandatos legislativos, prometeu e o eleitorado acreditou em efetivas mudanças de métodos na missão de governar.

Seu antecessor, em dois mandatos, conseguiu, graças ao aporte de muito dinheiro viabilizado pela bancada federal alagoana, realizar um razoável programa de infraestrutura e melho-rou a periferia e alguns pontos “nobres” da cidade, com obras importantes para melhorar a qualidade de vida do maceioense. Já no quesito moralidade e legalidade o ex-prefeito deixou o mandato carregando no lombo contundentes denúncias que até hoje aguardam julgamento.

Foi candidato e eleito deputado federal, com uma votação muito inferior àaquela que imaginava obter e por pouco não fica sem mandato. Continua em dívida com a Justiça e perseguido implacavelmente pelo Ministério Público. O vencedor, Rui Palmeira, mostrou a cara nos programas de televisão e calcado no desastre de seu antecessor e na fragilidade dos adversários prometeu ao eleitor um novo método de governar com eficiência e honestidade. A maioria acreditou e com isto obteve 230.129 votos, levando no primeiro turno. 

É verdade que os tempos de dinheiro escasso não lhe permitiram realizar grandes obras, mas também é verda-de que com uma equipe de incompetentes em seu entor-no não conseguiu em 31 meses de administração nem ao menos fazer “o dever de casa”, com uma cidade suja, maltratada, esburacada e completamente abandonada em questões vitais como saúde, educação e assistência social. Com toda a certeza, várias pesquisas mostram isso, a grande maioria  que nele votou daria nota zero à sua caótica administração.Acende a luz amarela – Para contrapor ao vazio administrativo seus defensores diziam “mas pelo menos é uma administração honesta” (o que deveria ser obrigação e não mérito). 

Constatei nos últimos dias que essa esperança também pode ser apagada da história da atual administração da capital. Duas conceituadas opiniões do Ministério Público me afirmavam: “Existem fortes indícios de improbidade em setores da gestão municipal em Maceió. As denúncias estão sendo apuradas e as provas estão sendo levantadas”. Tive acesso a algumas denúncias, mas  não posso revelar pois ainda não há comprovação.Caso sejam confirmadas, mesmo que não tenha participação, o prefeito poderá ser responsabilizado criminalmente pelos desvios dos seus mais próximos auxiliares. Se tiver coragem de enfrentar uma disputa nas próximas eleições poderá dar como mote ao adversário a mesma pauta que usou para se eleger: inércia e improbidade.

Apoio ao parlamentarismo

A proposta de substituir o atual sistema presidencialista pelo parlamentarista, defendida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ganha novo impulso no Congresso. Pelo menos 216 deputados e 11 senadores já oficializaram a adesão a uma frente parlamentar que será lançada na próxima semana com o objetivo de acelerar as discussões sobre o assunto. O grupo reúne integrantes de partidos da oposição, como o PSDB, o DEM e o PPS, e da base aliada, como o PMDB, o PR, o PP e o PT. A ideia é retirar da gaveta uma proposta de emenda à Constituição (PEC 20/1995) apresentada 20 anos atrás pelo então deputado petista Eduardo Jorge (SP), que disputou a última eleição presidencial pelo PV. Cunha quer aprovar a mudança até 2016 para que o novo sistema entre em vigor em janeiro de 2019, quando termina o mandato da presidente Dilma.


Dilma irrita ministro

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, relator das contas de 2014 do governo Dilma Rousseff, disse não existir “golpe nenhum” na atuação do tribunal. Ele também afirmou que a dimensão das chamadas “pedaladas fiscais” foi “extremamente superior no ano eleitoral”, em comparação a anos anteriores. As afirmações do ministro rebatem a entrevista da presidente ao jornal Folha de São Paulo, em que ela chamou setores da oposição de “golpistas” e disse que as “pedaladas” ocorreram diversas vezes antes do seu primeiro mandato.No dia 17 do mês passado, Nardes listou 13 indícios de irregularidades nas contas, entre eles a manobra fiscal. Ele aproveitou a ocasião para manifestar sua intenção de voto pela rejeição das contas de 2014. No entanto, os ministros acordaram em dar um prazo de 30 dias para a presidente se explicar sobre as supostas más condutas.


Visita ao governador

O governador Renan Filho recebe na próxima terça feira, às 10 horas, no Palácio República dos Palmares jovens estudantes universitários dos Estados Unidos, da Northeasten University de Boston que estarão em Maceió durante trinta dias para pesquisar sobre as potencialidades alagoanas no campo da sustentabilidade, cultura, história, folclore, política e desenvolvimento social. Estarão presentes ao encontro diretores do Instituto Cidadão e da FAL/Estácio, responsáveis pela programação dos jovens americanos em Alagoas.Trabalhando educaçãoO secretário de Educação, Luciano Barbosa (PMDB), pediu R$ 25 milhões - em convênios -  aos integrantes da bancada federal alagoana para a construção de dois centros de educação em Arapiraca e Pilar, além de outras ações na pasta.O pedido foi entregue pessoalmente ao líder, deputado Ronaldo Lessa (PDT).“Alagoas registra um número muito baixo de estudantes de 15 a 17 anos matriculados no ensino médio e isso se deve ao fato de muitos jovens, nesta faixa etária, ainda estarem no ensino fundamental ou fora da escola. Vamos fazer um trabalho de correção da distorção idade/série e expandiremos o modelo de ensino médio em tempo integral, tendo como referência a Escola Marcos Antônio (primeira em tempo integral). Nossa expectativa é que, em 2016, tenhamos 14 unidades funcionando neste sistema e, que, em um período de quatro anos, sejam 30 escolas nesta situação”. É assim que se faz.


Faltando espaço

Se fosse dado maior espaço e também mais ouvido o vice-prefeito Marcelo Palmeira, talvez o prefeito de Maceió não tivesse errado tanto. Muito habilidoso, com trânsito em praticamente todos os setores da politica e da administração, foi disfarçadamente isolado por um grupo de puxa-sacos do prefeito Rui Palmeira, que a seu estilo manhoso finge prestigiar o seu companheiro de chapa, mas por trás não lhe dá a mínima. Hoje numa disputa eleitoral ganharia do arrogante ocupante da cadeira.


Prêmio José Aprígio

Este ano poderá não ocorrer a realização do concorrido “Prêmio José Aprígio Vilela de Gestão Responsável e Empreendedora”. Os organizadores do prêmio têm tentado sem sucesso o patrocínio para sua realização que sempre teve apoio do empresariado e premiou os maiores destaques da gestão institucional pública e privada. A própria família do homenageado não mostrou interesse na realização. Lamentável.


Amigos decepcionados

Não é raro encontrar amigos do prefeito Rui Palmeira que me cumprimentam por minhas críticas à sua desastrosa administração. Geralmente citam a minha estreita relação com seu pai, ministro Guilherme Palmeira, um de meus amigos mais queridos, para destacar minha isenção e compromisso com meus leitores.Nunca me deparei com apenas um que não concordasse com minhas observações. Chego à seguinte conclusão: o prefeito é uma decepção até para os amigos. 


Setores travados

O governador Renan Filho está precisando logo “dar um freio de arrumação” em sua equipe. São passados 191 dias de administração e alguns setores (alguns vitais) simplesmente não decolaram. Muita gente burocratizando demasiadamente, outros perdidos feitos “cegos em tiroteio”. Por outro lado há um visível mal estar generalizado com relação à Procuradoria Geral, que ao que parece tem um comando fraco. É preciso saber a hora e ter peito para mudar. Até agora o governador demonstrou ter.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia