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Edição nº 829 / 2015

15/07/2015 - 14:59:00

A hora é essa

JORGE MORAIS Jornalista

Não posso deixar passar essa oportunidade que tenho nas edições do Jornal EXTRA, para justificar perante a sociedade alagoana, em especial, aos desportistas alagoanos, representados por dirigentes e torcedores, a minha pré-candidatura e a minha desistência em concorrer à presidência do Centro Sportivo Alagoano (CSA), achando que isso seria possível na briga do tostão contra o bilhão.

Sempre achei, e continuarei achando por toda a minha vida, que uma indicação por aclamação não é uma jogada inteligente. É a mesma coisa quando se decide uma votação por unanimidade entre os presentes. Seja aclamação ou unanimidade só podem ser verdadeiras ou autênticas quando as decisões representam a maior parte da sociedade, dos conselheiros ou dos grupos que formam uma entidade, instituição de qualquer gênero ou de empresas pública e privada.

Aclamação entre os presentes não significa a vontade de todos. Quem garante que um grupo pode falar por toda uma coletividade. Nesses casos, você é obrigado a aceitar e engolir de goela abaixo uma decisão, muitas das vezes, que vai de encontro à história, e todo mundo sabe a que história me refiro. Não acho que, nesse momento, o CSA precise de aclamação. O CSA precisa de uma direção que tenha planejamento administrativo e financeiro e um grupo competente que possa aplicar essa gestão, independente de quem seja o candidato ou o presidente eleito.

No caso da minha candidatura à presidência do CSA, o fiz por entender que um resultado por aclamação não representava o desejo de todos. Por isso, me lancei candidato, mas não logrei êxito no meu propósito ou desejo. Tentei o máximo possível formar uma chapa que estivesse à altura da história centenária do clube. Trabalhei na formação de uma chapa para que o CSA, especialmente sua torcida, não continuasse sofrendo como nos últimos anos. Não consegui.

O meu projeto para o CSA era o de um clube com calendário. Em duas temporadas, o Centro Sportivo Alagoano encerrou a sua programação no mês de abril. Até o departamento amador está fechado, sem atividade, porque a equipe de juniores está suspensa de competições oficiais da FAF. Com certeza, não é esse o CSA que a sua torcida e os seus conselheiros querem daqui para frente.

Consciente de tudo que fiz e planejei para o CSA, lamentavelmente, não consegui a formação de uma chapa que pudesse fazer frente à concorrência. Seria, certamente, a disputa eleitoral do dinheiro X trabalho. Nada contra a quem tem muito dinheiro e quer gastar com o CSA, mas acho que, nesse momento, o clube precisa mais é de gente comprometida com o dia a dia e as coisas corretas do que o quanto vai se gastar com o clube.

No entanto, não faço parte da imprensa, conselheiros, e torcedores que apostam no quanto pior, melhor. Torço, sinceramente, que o grupo que está assumindo o CSA, provavelmente com o comando de Rafael Tenório, cumpra o que foi dito na mídia: um clube forte e vencedor. Que o CSA volte aos seus tempos de glórias e com um futuro de respeito no cenário nacional.Da minha parte ficarei sempre vigilante. Estarei, apenas, cobrando as promessas feitas, um direito que tenho como conselheiro do clube, e acho que todos os outros deveriam fazer o mesmo, porque, só assim, estarão ajudando a administração do CSA.

Agradeço aos meus companheiros de luta e sonhos; aos que depositaram respeito e confiança na minha candidatura; aos que se colocaram à disposição para integrar a chapa; aos que não puderam participar do processo; e, também, aos que se posicionaram contra a minha candidatura, obrigado! Ao Rafael Tenório boa sorte e felicidades, dessa vez, à frente do CSA.

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