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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 829 / 2015

15/07/2015 - 09:51:00

A maior mentira do mundo

José Arnaldo Lisboa - [email protected]

Eu já estou cheio de tantas mentiras, todas ditas por pessoas que dizem sermos todos iguais perante as leis. Enchem a cuca do povo com essas besteiras, até que o povo fique pensando que é verdade. Antes de 1988, alguns políticos e juristas e se reuniram durante vários anos, para discutirem e modificarem a Constituição Brasileira, ficando eles conhecidos como Constituintes.

Depois de muitas discussões e brigas, disseram que ela seria a “Constituição mais completa do mundo, a mais moderna, a mais humana e a mais perfeita”. Disseram que tudo que o povo precisava saber sobre seus direitos e deveres, ela informava e orientava. Esses sabichões viajavam de Brasília para os seus respectivos Estados e até para o exterior, para saberem como eram as Constituições dos outros países, bem como as suas experiências.

Eram discursos e mais discursos, até que, num certo dia, os foguetes estouraram e as bandas musicais entoaram hinos patrióticos, fazendo com que o povo se emocionasse e festejasse aquele dia festivo de 1988. Senadores e deputados federais se misturaram com o presidente, ministros, governadores, prefeitos, vereadores e com o povo, para “a festa da democracia”. Pelas madrugadas ainda eram vistas pessoas embriagadas com os seus patriotismos.

Tudo era festa e o povo acreditava que nós tínhamos resolvido nossos problemas, com aquela Constituição, chamada pomposamente de Carta Magna. Na data da promulgação, aconteceram choros, sorrisos, buzinaços, desfiles, canções e gritos, misturados com discursos inflamados. 

No artigo 5°, a Constituição diz que o povo está protegido pelas leis, com seus direitos sagrados e com os seus deveres e obrigações. Na teoria, a nossa Constituição é uma coisa linda, porém, na prática, é uma verdadeira mentira. É ela própria que cria as igualdades entre os povos. É ela que pratica o racismo quando reservando cotas nas universidades, para pretos e para brancos. Afinal de contas, os pretos são ou não são iguais aos brancos, pela Constituição? As cotas nas universidades acabaram com as igualdades que dizem haver. Também, por que os profissionais de nível superior têm direito a prisão domiciliar, mesmo que seus crimes tenham sido praticados de modo hediondo.

Eles são ou não são iguais perante as leis?  Por que um senador ou um deputado federal tem “foro” privilegiado, só sendo julgados por Tribunais Especiais, isto quando são julgados. Se as leis são iguais para todos, por que o eng. Paulo Maluf vem sendo julgado há mais de 25 anos, mesmo tendo roubado mais de 169 milhões de reais dos cofres públicos? Se as leis são iguais para todos, por que os presos das nossas penitenciárias, que roubaram, apenas, um velho celular, ficam anos e mais anos presos, enquanto os ladrões da Petrobras que roubaram centenas de milhões, logo logo irão ser libertados?  

Risquem o 5° artigo e seus parágrafos na nossa Constituição, pois não toleramos essa mentira de que somos, todos nós, iguais perante as leis. Arranjem outra coisa para enganar o povo.....!Em tempo – O meu conterrâneo Manoel Carvalho me deixou satisfeito, ao dizer que é meu leitor de carteirinha. Que bom !  

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