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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 829 / 2015

15/07/2015 - 09:40:00

JORGE OLIVEIRA

Brasília - Antes mesmo de iniciar o processo de impeachment para expelir a Dilma do Palácio do Planalto, é preciso interditá-la para que ela pare de falar tanta besteira quando abre a boca. Nos últimos dias, a presidente tem dado demonstração de que não anda bem da cabeça e deveria se submeter com certa urgência a tratamento psiquiátrico, pois as frases desconexas e o comportamento alienígena são sinais de distúrbios mentais.

A coleção de besteirol e a troca de nomes nas solenidades mostram uma presidente atormentada que será lembrada mais pelo folclore do que por suas ações administrativas, quase nulas.A coleção de bobagem da presidente aqui e no exterior constrange a todos nós brasileiros. Como se não bastasse o caos econômico e administrativo que afunda o país em uma de suas maiores crises, ainda temos que nos envergonhar toda vez que ela abre boca.

Dilma lembra muito a Ofélia, a comediante que fazia par com Lúcio Mauro, e dava vexames quando ele recebia visita em casa, que ficou conhecida pelo bordão de “Cala boca, Ofélia”.Atolada num mar de lama até o pescoço, a presidente está levando o país para um buraco negro.

Não se posiciona como um estadista, não tem projetos para o Brasil e vire e mexe convida políticos e empresários para apresentar factoides no Palácio do Planalto como se o brasileiro ainda acreditasse nessas fantasias mirabolantes e delirantes de uma presidente sem carisma, que não lidera o país e demonstra sinais visíveis de desequilíbrio comportamental.

Encurralada dentro do Planalto, cercada de corruptos da Lava Jato, refém do PMDB, Dilma não tem mais condição de governar o país porque perdeu o apoio popular da maioria absoluta do povo. Com apenas 9% de aprovação, agarra-se como pode aos peemedebistas que, nos bastidores, conspiram contra ela com a ajuda de Lula, o lobista de luxo das empreiteiras.

Desesperada com a possibilidade do PMDB deixar a base aliada, pediu desesperadamente que Michel Temer ratificasse o apoio do partido ao seu governo para acalmar os empresários, os políticos e o mercado financeiro em pânico com o rumo da economia.

Quem acompanha os bastidores da política sabe que Michel estava constrangido na coletiva de imprensa ao afirmar que permaneceria na articulação política do governo. Os peemedebistas têm feito reuniões frequentes para encontrar uma solução que tire a Dilma da presidência sem traumas constitucionais. Num politiquês mais claro: o PMDB quer a substituição dela pelo Michel, seu vice, sem arranhões à ordem jurídica e democrática como aconteceu com Fernando Collor.

O próprio Michel tem sido avisado da conspiração que conta ainda com Lula, também enrolado na lama da corrupção da Lava Jato. Portanto, a entrevista onde ele aparece para desfazer a notícia da sua saída da articulação do governo é coisa para inglês ver, truque de um político experiente que dissimula os conchavos, mas que está envolvido neles até o pescoço.

Conspirando

Para Michel Temer, permanecer dentro do Planalto como uma espécie de chefe de departamento de pessoal é, no mínimo, um desrespeito a sua trajetória política. Presidente do maior partido da base de sustentação do governo,  o vice pode ser chamuscado pela quadrilha que se alojou dentro do palácio, como acusam todos os delatores da Lava-Jato. A sua permanência nesse grupo serve de salvo-conduto para todos que estão envolvidos nos escândalos da corrupção e que vão continuar se escudando no seu prestígio para seguir com as suas práticas criminosas.  


Imagem

Aparecer falando à nação, cercado de auxiliares da Dilma,  é, para Michel, um ato desabonador, pois, com exceção do ministro Aldo Rebelo, uma das únicas reservas morais do governo, todos que estavam à mesa na coletiva estão sendo investigados por corrupção na operação Lava Jato.  


De saída

A Dilma não tem mais condições de administrar o país. O escândalo entrou de porta adentro do Planalto com as informações dos delatores de que engordaram a campanha dela com  somas milionárias roubadas da Petrobras. Com apenas 9% de popularidade, como mostram todos os institutos de pesquisas, a presidente não tem mais o apoio popular e nem político. Deve-se a isso a anunciada retirada de Michel Temer da articulação política do governo. Aliás, o vice, um político experiente, caiu na esparrela do PT ao se juntar ao grupo do Planalto agora coberto de lama. Edinho Silva e Aloizio Mercadante, os dois homens de confiança da presidente, estão enrrascados  depois das novas delações dos empreiteiros e do doleiro Youssef, de que o dinheiro roubado da Petrobras foi parar nas  contas das campanhas do Lula e da Dilma.

Prazo

Michel Temer deu um prazo até agosto para deixar a articulação do governo. Alega que o PT não atende as demandas dos políticos desautorizando-o a falar em nome do governo. Na verdade, a bagunça dentro do Palácio do Planalto é tão grande que ninguém sabe quem manda. O único consenso lá dentro é de quem não manda: a presidente. A saída de Michel Temer está sendo articulada pela cúpula do PMDB. Os caciques do partido acham que a solução constitucional passa pelo vice, caso Dilma seja obrigada a deixar o poder e, por isso, querem preservar desde já a imagem dele que virou uma espécie de chefe do departamento de pessoal da Dilma. 


Lula, o dissidente

O ex-presidente Lula participa ativamente dessa conspiração. Assim como os peemedebistas, ele também acredita na governabilidade sem a Dilma no poder, desde que a solução não fira a constituição, a exemplo do que ocorreu com Fernando Collor. Caso isso ocorra, existem duas hipóteses: a anulação das eleições pelo TSE se comprovada a fraude eleitoral nas prestações de contas da Dilma e o impeachment. Na primeira hipótese, Michel também iria junto. Na segunda, ele assumiria a presidência e tentaria reorganizar o país, hoje inadministrável diante de tanta incompetência da Dilma e da corrupção que mela o governo.


Pá de cal

O PMDB, aliado fortíssimo da presidente, seria o partido a jogar a última pá de cal na sua sepultura política. E seus integrantes, os principais caciques, se animaram com a possibilidade de tirá-la do poder depois da conversa com o Lula, insatisfeito com a falta de comando do país. Transborda também de raiva quando acusa a companheira de não mover uma palha para livrar a sua cara e dos seus amigos petistas do envolvimento com os principais empreiteiros do país. É um poço de mágoa, e se acha traído. Foi o que disse aos peemedebistas numa conversa reservada. Ora, entre ter uma presidente que descambou na opinião pública e não segue o seu roteiro e ter um partido confiável no poder, ele trabalha com a segunda hipótese. Por isso passou a trabalhar junto ao PMDB para derrubar a Dilma.


Lesa pátria

Mas muita água vai rolar sob essa ponte ainda. Com o escândalo dentro do Planalto, a presidente perdeu a moral para falar que combate a corrupção, quando na sua antessala existem dois ministros da sua confiança atolados com ilegalidades nas campanhas. Além disso, ela também está envolvida no dinheiro roubado da estatal que foi parar na sua campanha e na compra da refinaria de Pasadena, um negócio de lesa pátria que deixou o país 1 bilhão de reais mais pobre. Não dá para falar de corda na casa de enforcado, portanto, presidente, a senhora daria  uma grande alegria a 91% da população do país se espontaneamente entregasse o cargo antes de ser expurgada dele.

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