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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 829 / 2015

15/07/2015 - 09:38:00

REPÓRTER ECONÔMICO

Seguindo o orçamento

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Já estamos no segundo semestre do ano, constatando o aumento constante de preços não somente de alimentos como de serviços, o que prenuncia um ano de mais aperto financeiro e a inflação beirando os dois dígitos anuais, o que nunca havia ocorrido no Plano Real.  O orçamento doméstico que vem sendo seguido desde janeiro deve continuar até  dezembro, cortando gastos e procurando evitar empréstimos e prestações de longo prazo, além do uso  exagerado do cartão de crédito e cheque especial. Os juros vão continuar subin-do, como arma que o governo tem adotado para reduzir o consumo. Mas tudo leva a crer que o consumidor já está  consciente de que deve economizar ao máximo, principalmente pagando suas contas em dia, evitando as compras por impulso e pesquisando preços, só comprando mesmo o que é mais barato, trocando de marcas, além de eliminar os supérfluos, sobrevivendo de acordo com o que ganha. A classe média sempre foi, continua sendo e sempre será a mais sacrificada, exatamente porque tenta acompanhar a rica, acumulando dívidas, podendo chegar ao fundo do poço, virando pobre. NegociandoOs endividados devem sempre procurar seus credores e negociar o débito, jamais deixando de pagar simplesmente porque não podem. Isso não é desculpa e nenhum credor aceita perder tudo que emprestou, seja pessoa jurídica ou física (empresas e agiotas). A negociação é o caminho mais correto. Pode até conseguir redução ou isenção de juros e multas. Mas deve pagar. Caso contrário, perde credibilidade no mercado, não podendo mais comprar a crédito e tomar empréstimo. 

Despesas fixasSão aquelas que não se pode deixar de pagar, como energia, água, telefone. Se atrasar, tem o serviço cortado e o nome incluído na lista negra do SPC/Serasa. Mas também deve pagar em dia a taxa de condomínio, o aluguel, a prestação do carro, a mensalidade escolar, o plano de saúde e demais compromissos. Cartão de crédito parcelado, nem pensar, principalmente usar para comprar alimentos  e não pagar o valor total da fatura.


Poupança

Por mais sacrifício que se encontre, o consumidor deve reservar pelo menos 10% de sua renda para formar uma reserva finaneira, a ser usada em alguma emergência. Esse dinheiro deve ser depositado numa caderneta de poupança, que rende juros e a inflação anual.Pode parecer pouco, mas é melhor do que deixar o dinheiro guardado em casa. 


Importados

Evite produtos importados que estão sempre mais caros do que os similares nacionais, já que são adquiridos em dólar, hoje valendo três vezes mais que o real. Assim, quem  gosta de vinho, por exemplo, prefira os produzidos na Serra gaúcha ou no vale do São Francisco, saborosos e baratos. Deixe os portugueses, alemães ou franceses para os milionários. 

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