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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 828 / 2015

08/07/2015 - 17:59:00

Oposição aposta em representação contra Dilma por crime de extorsão

Os oposicionistas também vão ao Tribunal de Contas da União denunciar que “pedaladas fiscais” continuam sendo praticadas

Julia Chaib Paulo de Tarso Lyra Correio Braziliense

Após reunião no Senado, os presidentes de partidos e líderes da oposição decidiram apresentar, na Procuradoria-Geral da República (PGR), uma representação contra a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, por crime de extorsão. Segundo o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), Edinho chantageou o empreiteiro da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, com base na delação premiada feita por ele à Justiça Federal do Paraná, para que este doasse os R$ 7,5 milhões à campanha da reeleição de Dilma.“Há ali, explicitado por ele (Pessoa), uma clara chantagem.

Ou ele aumentava as doações ao Partido dos Trabalhadores e à campanha da presidente da República ou ele não continuava com suas obras na Petrobras”, reforçou Aécio. Os oposicionistas também pedem que a delação premiada do empreiteiro seja adicionada à ação protocolada pelos tucanos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por crime eleitoral pelo uso de dinheiro desviado da Petrobras na campanha da presidente.

Os oposicionistas também vão ao Tribunal de Contas da União com uma representação na qual afirma que as “pedaladas fiscais”, que estão sob a análise do TCU por terem sido praticadas em 2014, foram mantidas em 2015. “Portanto, o crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal foi continuado.

Ele não aconteceu apenas nos últimos anos, continua acontecendo este ano. Em relação ao Banco do Brasil, por exemplo, há um débito do Tesouro para com essa instituição financeira de cerca de R$ 2 bilhões, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, criticou o presidente do PSDB.

Avaliação

A movimentação, contudo, dividiu as oposições. O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO); o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP); e o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SP), defendiam um discurso mais incisivo favorável ao impeachment da presidente.

“A gente tinha, como oposição, que mobilizar a sociedade pelo impeachment. Ninguém mais aguenta este governo. Se esperar os três anos e meio que faltam para ela acabar o mandato, levaremos mais cinco ou 10 anos para recuperar o país”, reclamou Paulinho ao Correio.

Aécio afirmou que a possibilidade de impeachment continua no radar da oposição, embora lideranças expressivas da legenda, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, achem que esse não seja o caminho adequado a seguir no momento.“Consideramos que esse é o passo a ser dado nesse momento. Vamos aguardar para ter conhecimento de outras denúncias que estão surgindo a cada dia.

O impacto das denúncias é muito grande. Muito grande não apenas no Congresso Nacional — ele é enorme no seio da sociedade brasileira, que está atônita”, justificou Aécio.Para o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), a estratégia de buscar a criminalização eleitoral pode ser até mais efetiva do que o impeachment, pois, se comprovadas as irregularidades, a chapa presidencial — que inclui o vice-presidente, Michel Temer — é impugnada e, com isso, novas eleições precisam ser marcadas.

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