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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 828 / 2015

08/07/2015 - 07:26:00

Gabriel Mousinho

Estado indiferente

Não são poucos os credores do Estado de Alagoas que estão reclamando do tratamento do governo sobre pagamentos que ainda não foram honrados. A situação está ficando cada vez pior e o governo não tem dado muitas esperanças a quem lhe deve milhões de reais.

Alguns serviços podem ser paralisados e a ameaça de demissão em massa tem assustado os empresários e naturalmente os trabalhadores.A ordem no governo é diminuir despesas, cortar gorduras e ficar com o absolutamente necessário. Até aí, tudo bem. Mas o que não está certo são as dívidas que não estão sendo pagas e sem perspectiva de receber na sua totalidade.

Sobre essas pendências o governador Renan Filho não quer nem ouvir falar. Não recebe empresários, cujos pedidos de audiência se avolumam no Gabinete Civil e dá demonstrações de que dinheiro é coisa rara. E é mesmo. Basta observar as dificuldades que passam os trabalhadores nas suas reivindicações salariais.Antes disso, porém, quem prestou serviço tem o direito sagrado de receber. E é o que os pequenos empresários esperam.

Militares recuam

Mesmo com a pressão, a ameaça de Operação Padrão, e por baixo de aquartelamento, os militares deram meia volta e aceitaram receber os 5% propostos pelo governo, mas que só irá incidir nos soldos em dezembro próximo. Já dizia o velho ditado que antes tarde do que nunca. Ou seja, é melhor receber pouco do que não receber nada.


Acompanham

Os outros trabalhadores, da educação, por exemplo, também devem seguir o mesmo caminho da PM. Não irão querer ser taxados de intransigentes e devem acertar os ponteiros possivelmente ainda esta semana. O governador ganhou a batalha e terá ainda alguns meses para melhorar a arrecadação e ficar livre, pelo menos por enquanto, da pressão da PM e outras categorias.


Aperto da Fazenda 1

Uma operação está prestes a ser deflagrada pela Secretaria da Fazenda do Estado. Os alvos seriam restaurantes, bares e salões de beleza. É por ali, disse um fiscal, que os impostos saem pelos ralos.


Aperto da Fazenda 2

A operação foi planejada depois que pessoas muitas ligadas ao setor estariam dirigindo empresas de bebidas, restaurantes, bares e outros segmentos com visíveis interesses de tirarem proveito.

O cargo é meu

Mesmo tendo alardeado na imprensa brasileira de que não quer cargos no governo federal, o senador Renan Calheiros andou trabalhando por baixo dos panos para manter alguns órgãos em Alagoas, a exemplo da Administração do Porto de Maceió e a Conab. Mas não quer aparecer. Pelo menos ficou claro na quarta-feira da semana passada quando Ronaldo Lessa, coordenador da bancada federal, foi procurado às pressas para não colocar no ofício que seria protocolado no Palácio do Planalto o nome do senador. Por pouco o documento não chega ao Gabinete Civil. O isolamento de uma área próximo ao Palácio de onde se suspeitava de uma mala que poderia conter explosivos,  atrapalhou a entrega do documento.

Cobiçada

Mas como o senador Renan Calheiros disse ao Brasil que não queria cargos comissionados, os deputados estão correndo atrás da Administração do Porto que, pelo visto, não pertence agora a nenhum político.


Especulação

O prefeito Rui Palmeira tem negado, aos amigos próximos, qualquer interesse em deixar o PSDB para migrar para o PSB, de Kátia Born. Um integrante do tucanato revelou que Rui levou na brincadeira a história de que estaria saindo do partido. ´´Vou para o PCdoB´´ disse Rui em tom de brincadeira.


Mágoa

Alguns amigos do senador Renan Calheiros que têm negócio com o governo não estão nada satisfeitos com o filho. Renan Filho, embora procurado para conversar sobre créditos ainda não pagos pelo governo, tem se mostrado indiferente e não prevê nenhuma data para recebê-los. 


Definidos

Os cargos federais em Alagoas já foram praticamente definidos. O único impasse é que tem deputado que quer mais espaço do que um senador. Mas aos poucos o coordenador da bancada, Ronaldo Lessa, vai acomodando a situação.


Saco de pancadas

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que tantas derrotas imprimiu ao governo Dilma, achou um absurdo a aprovação de regras do salário mínimo para os aposentados e pensionistas. Disse que a Câmara se excedeu. Muito bem. Mas se ele e os outros contribuíssem para evitar roubos do dinheiro público, o reajuste para os aposentados sairia na urina. Afinal de contas, quantos bilhões de reais não foram desviados dos cofres públicos somente nas safadezas do Mensalão e Lava Jato?

Patinando

O ex-governador Téo Vilela continua um velho sonhador. Acha que tem força política suficiente para dar a volta por cima, agregar um grupo forte e com possibilidade de ganhar a Prefeitura de Maceió e outras no interior do Estado e marcar presença para disputar o Senado em 2018. Depois das traições praticadas, que começou com a candidatura de Eduardo Tavares, depois Júlio Cezar, abandonando Biu de Lira que foi um aliado de primeira hora, Téo acha que, com a pequena turma que ainda mantém contatos, chega lá.


Bancada dividida

A bancada alagoana, na Câmara Federal, se dividiu na votação sobre a maioridade penal na última terça-feira. Os deputados Arthur Lira, Cícero Almeida, Marx Beltrão, Maurício Quintella e Pedro Vilela, votaram pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição. Já Givaldo Carimbão, JHC, Paulão e Ronaldo Lessa acharam que os meninos não mereciam tamanha punição, por isso votaram contra.


Sem contemplação

A presidente Dilma Rousseff está mesmo decidida a vetar o aumento de quase 80% de reajuste salarial dos servidores do Poder Judiciário, incluindo aí juízes, desembargadores e ministros. Ela não teria como explicar aos trabalhadores este extraordinário aumento nos salários do judiciário, enquanto as outras categorias comem o pão que o diabo amassou.

Falha da Sefaz

1 Mas parece que tudo não são flores na burocracia da Secretaria da Fazenda. Um contribuinte pagou no dia 22 de abril, no Banco do Brasil, o IPVA de um veículo ano 2013 e até hoje, pasmem, não recebeu o documento referente a 2015. Procurou então o JÁ do Shopping Farol. Foi ao Detran e os servidores disseram que o caso era na Sefaz. Foi no mesmo prédio à Sefaz e ainda passou constrangimento, quando o servidor perguntou se o contribuinte não havia esquecido o pagamento. Com a cópia do pagamento pelo Banco do Brasil o atendente pediu desculpas pelo constrangimento, mas disse que nada poderia fazer. Viesse outro dia, já que o sistema estava fora do ar. O cliente aconselhado a ir ao Procon ficou surpreso quando um companheiro de infortúnio disse que não adiantaria, já que o órgão pertence ao Estado e dificilmente conseguiria alguma coisa. 


2 Outro contribuinte ficou surpreso quando chegou o IPVA do seu veículo sem os 400 reais de descontos do programa Nota Fiscal, aquele que o cliente informa o número do seu CPF nas lojas e supermercados. Também ficou a ver navios porque o sistema estava fora do ar. O secretário George Santoro talvez não saiba o que está acontecendo na burocracia e erros no órgão que dirige, o que é lamentável.
3Os dois contribuintes irão se revezar nos atendimentos dos JÁs para saber quando mesmo o bendito ou maldito sistema está no ar.

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