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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 828 / 2015

08/07/2015 - 07:12:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Um cenário de crise brava

A inflação vem crescendo, podendo chegar aos dois dígitos (10%) em 2015. Sinal de que a crise chegou para valer, assim como aconteceu nos EUA e Europa em 2008, quando o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, dizia que nada impedia o crescimento econômico do Brasil, continuando incentivando o consumo e ampliando os gastos públicos e agora, o resultado está aí: PIB negativo, inflação em alta, desemprego, inadimdiplência. Tudo isso que a coluna previa desde que estorou a crise econômica no Primeiro Mundo. 

Como sempre, são os países ricos que estão se recuperando e os emergentes afundando. É a mesma coisa que um brasileiro com renda de cinco mil reais e uma despesa de dez mil. As facilidades que o mercado financeiro e o comércio lojista oferecem ao consumidor induzem ao gasto exagerado, sem preocupação com os juros altos, a multa, a inadimplência, o “nome sujo” no SPC, recorrendo aos agiotas. Mudando de hábitosOs consumidores já começam a entender que a crise é séria mesmo, e vão mudando de hábitos, reduzindo os gastos, optando por comprar à vista, e evitando empréstimos. O próprio gover-no corta gastos do orçamento anual, atingindo todas as áreas, mas mantendo seus programas sociais, necessários para a redução da desigualdade social. É uma medida tardia. Deveria ter feito isso desde 2008, mas preferiu incentivar o consumo. 


Negociando, é a saída!

Quem se encontra com dídivas acumuladas, sem condições de pagar, tem que negociar com o credor, apresentar sua proposta de pagamento sem juros e multas e divididos em até dez vezes, no máximo. É explicar a situação de penúria que vem atravessando e conquistar sua sensibilidade para um momento de pura apreensão, desespero e depressão. Mas deve cumprir à risca o pagamento das parcelas mensais. 


Lembrando a inflação

Quem, como eu, atravessou a fase dos planos econômicos Cruzado, Bresser, Verão e Collor, sentiu no bolso a desvalorização constante do nosso dinheiro diante do dólar, os preços subindo à estratosfera e faltando mercadoria nos supermercados. Presenciei a chegada do Plano Real, que já completou 21 anos, com inflação controlada, que teima agora em crescer, mas o governo garante que isso não vai acontecer. Temos esperança que sim. E devemos continuar sabendo seguir um orçamento, onde a meta é reduzir os gastos e ainda manter uma reserva financeira.  

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