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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 827 / 2015

01/07/2015 - 10:03:00

Qual seria a solução?

JORGE MORAIS Jornalista

É inegável que a questão da segurança em Alagoas deu uma melhorada considerável do ponto de vista operacional. Quem ousar dizer diferente disso ou não quer enxergar uma nova realidade que está se tentando buscar no estado ou é uma pessoa sem crença ou não quer enxergar. Ao mesmo tempo não estou dizendo que, agora, está uma maravilha. Muito pelo contrário, acho que temos problemas até demais para que o poder público possa tentar resolver, em especial, na questão da segurança.

Hoje, a polícia no Estado de Alagoas vem agindo da seguinte maneira: bateu, levou; olho por olho, dente por dente; antes ele do que eu; agindo com a mesma moeda. O próprio secretário de Defesa Social, Alfredo Gaspar de Mendonça, já foi bem claro, e até não bem entendido por parte da população e dos direitos humanos, quando disse que a polícia está preparada para prender, mas, também, para reagir no tamanho da violência da bandidagem. No que ele está certíssimo.

Não quero dizer com isso que os policiais saiam atirando ou matando todo mundo ou que eles saiam batendo e prendendo homens e mulheres de bem, como em alguns casos já ocorridos e reclamados. A Polícia Militar precisa está preparada para reagir na hora certa, para defender a população, combater o crime organizado ou não, tornar a cidade mais segura.Não temos muito para comemorar, é verdade.

Há bem pouco tempo, a Cidade de Maceió, nas estatísticas, era considerada a mais violenta do Brasil e uma das mais violentas do Mundo. Claro que isso ainda não mudou, mas, provavelmente, ocupamos os mesmos lugares, mas com percentuais menores. É possível. Se assim não fosse, não estaríamos com tantos problemas agora.Nesse momento, quem acreditaria que, em apenas dois dias, quatro ônibus seriam ou foram incendiados, em Maceió? Isso está parecendo coisa de São Paulo e Rio de Janeiro, cidades grandes. Hoje em dia, o crime organizado não escolhe mais cidades ou vítimas. De dentro da cadeia ou da penitenciária eles mandam cartinhas e, lá do outro lado da rua, os familiares e amigos do crime, cumprem as ordens.

Voltemos ao tema do artigo: Qual seria a solução? Nessa hora acho muito difícil que se encontre uma solução rápida, boa e definitiva para o quesito segurança. No episódio dos ônibus incendiados, o secretário de Defesa Social mandou escalar, mesmo que escondidos e misturados aos passageiros comuns, policiais para garantir a segurança de todos, prender e reagir às ações dos bandidos que assaltam e são incendiários.

Nessa hora, surgem as primeiras reações da população usuária do transporte coletivo. Alguns acham uma boa idéia e se consideram mais seguros com a polícia por perto, ou melhor, quase colada. Outros reclamam que, a presença dos policiais nos coletivos, assusta e traz uma grande preocupação.

Em outras palavras: não se sentem seguros em caso de reação. Numa possível troca de tiros, pode sobrar alguma bala para quem está viajando naquele ônibus. É aquela história antiga e contada pelas autoridades policias: “A polícia longe faz falta e a polícia perto assusta”. Por isso, repito a pergunta: Qual seria a solução?Nessa hora não me atrevo a opinar mais do que já o fiz.

Como leigo no assunto, prefiro esperar e pedir a Deus que os entendidos encontrem uma solução rápida e que, um dia não muito distante, a população possa arrancar as grandes das portas e janelas de suas casas; que edifícios e condomínios sejam realmente seguros; que o povo possa ter o direito constitucional de ir e vir, sem medo de ser feliz e dos assaltos. Essa é a minha proposta, ou melhor, esperança, em relação à pergunta feita. Se você tem a solução, responda.

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