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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 827 / 2015

01/07/2015 - 09:33:00

Gabriel Mousinho

O Governo e a maré

Já se passaram seis meses e o governo de Renan Filho não avançou praticamente em nada, a não ser a atuação da Secretaria de Defesa Social, que tem no seu comando um promotor de Justiça comprometido com a lei e a segurança.Se não fosse Alfredo Gaspar de Mendonça, que assumiu literalmente o comando da SDS contra o crime organizado, enfrentando os traficantes que exploram, matam e amedrontam os alagoanos, o governo não teria alcançado a diminuição desses índices de criminalidade e passaria quase despercebido pela população alagoana.

Nos outros setores, muita conversa e pouca ação. Não se avançou nada na saúde pública, pouquíssimo na educação e nos outros setores só cortes sob a alegação de que não existe dinheiro para isso.Todo mundo sabe que as promessas de campanhas, de todos os candidatos, inclusive de Renan Filho, eram utópicas, como eles estão cansados de fazer. A crise que se instalou no Brasil, consequentemente virou uma bola de neve para os Estados e Municípios.

Mas isso não quer dizer de que não haja a mínima solução para os problemas.Cortar gastos, o que o governo atual fez discretamente em alguns setores, não deve resolver o problema de Alagoas. As dificuldades devem ser encaradas de frente, sem ilusões, para que possamos atravessar a marolinha que se transformou numa onda como disse a própria presidente Dilma Rousseff.Que o governador Renan Filho aja, trabalhe com os pés no chão, dialogue com os servidores públicos, que não é lá sua praia, e encontre alternativas, as mínimas possíveis, para atravessarmos o caos que se encontra o Brasil e Alagoas.

Não é por aí 1

O governador Renan Filho fez uma baita reunião na segunda-feira última para anunciar recursos de 20 milhões de reais. Contou com a presença do ministro Gilberto Occhi, da Integração Nacional, exatamente indicado pelo Partido Progressista, liderado no Senado por Benedito de Lira, que foi seu adversário nas eleições do ano passado.


Não é por aí 2

O oba-oba contou ainda com a presença de apenas três dos nove deputados federais e três dos vinte e sete deputados estaduais, numa representação pífia para quem está com a bola toda. Mas a mesa estava ainda florida, para demonstrar força, com as presenças do presidente do Tribunal de Justiça, Washington Luis, e do presidente do Tribunal de Contas do Estado, Otávio Lessa. 


Projeto do PSDB

Ligeirinho, o PSDB elegeu Teotonio Vilela como seu presidente regional e, na semana seguinte, entregou o diretório municipal ao veterano Virgílio Palmeira. Os tucanos parecem que andam esquecidos de Dalton Dória, um dos esteios do tucanato durante muitos anos e que deu sua grande contribuição ao partido.Alto láO ex-governador Téo Vilela tem o projeto de sair mesmo candidato a senador nas próximas eleições, mas vai ter que superar algumas dificuldades, a exemplo de processos que terão o seu curso normal na Justiça alagoana.


10 a 0

A Câmara de Vereadores de Maceió tem feito bonitinho o dever de casa. Os vereadores têm trabalhado, mostrado serviço, ido ao encontro da população na periferia da cidade e discutindo com a Prefeitura de Maceió o que é melhor para a população. Já a Assembleia Legislativa, bem, deixa isso pra lá.


Decepcionado

Um dos melhores quadros políticos de Alagoas, pela sua seriedade, trabalho e responsabilidade, está tomando novos rumos. O engenheiro Judson Cabral, que só fez honrar o Partido dos Trabalhadores, sai decepcionado. Também pudera. Os exemplos não são nada bons.


Sem mordaça

O jornalista Bernardino Souto Maior estreia na próxima semana com o seu novo blog no Diário de Arapiraca. Promete notícias em tempo real e independência jornalística. Os leitores de Bernardino aguardam com ansiedade o novo site de notícias.


Com a barriga

Não será agora que a Polícia Militar de Alagoas e o Corpo de Bombeiros irão se confraternizar sobre ganhos reais no governo de Renan Filho. Se isso ocorrer vai ser para mais bem longe. As perspectivas de reajustes ou reposições salariais vão além do horizonte.

Promessas não cumpridas

Bem que o governador Renan Filho tem interesse de resolver a situação financeira dos trabalhadores estaduais, mas esbarra nas dificuldades. Ele prometeu convocar a reserva técnica da Polícia Militar que começa a ficar velha e defasada, mas diz que não tem dinheiro no momento, dificuldade imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Quer reajustar os servidores das diversas categorias, mas a crise não deixa. Promete resolver os problemas da saúde e educação, mas não tem programação definida. Enfim, bem...


´´Sou eu´´ Na última entrevista concedida pelo governador Renan Filho, os jornalistas ficaram surpresos. Ele próprio fazia as perguntas e respondia de sua maneira. Era como se ali não estivessem entrevistadores e entrevistado.


Inversão

Os jornalistas também estão surpresos com as entrevistas concedidas pela Polícia Federal quando é deflagrada uma ou outra operação. Os delegados iniciam os relatos afirmando que não podem divulgar os nomes dos acusados, os motivos para as prisões e outras querelas mais. Assim, não dá. 


Chegando

As últimas reportagens da revista Veja mostram que o cerco está apertando para autoridades que levaram muita vantagem no escândalo do Petrolão. Os que aguentam cadeia ainda resistem a uma delação premiada. Os outros acostumados a hotéis cinco estrelas, alimentação internacional e viagens de jatinhos pelo mundo afora, além de passeios com iates acompanhados de mulheres bonitas, estão chegando ao limite.

Abrem a boca já!Distância

A presença do deputado federal Arthur Lira no Palácio dos Martírios, na última segunda-feira, foi cheia de interpretações. Mas a verdade, dizem amigos do presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, é que, ali, estava a maioria dos prefeitos de sua base aliada. O encontro com o governador Renan Filho foi republicano e o filho de Calheiros sabe perfeitamente da importância de Arthur na CCJ da Câmara.

Sem reconhecerAo receber do ministro da Integração Nacional a informação de que seriam liberados 20 milhões de reais para as áreas mais sofridas com a estiagem, Renan Filho desconheceu de propósito que a ação maior foi do senador Biu de Lira. Preferiu demonstrar que os recursos conseguidos foram uma ação pessoal do governo. 


Aproximação zero

Quem conhece a malandragem da política em tempo de campanha, sabe que dificilmente haverá uma aproximação entre o grupo do senador Biu de Lira e o grupo dos Calheiros, passando aí pelo prefeito de Maceió, Rui Palmeira. É que, na verdade, quanto melhor os Calheiros tirarem o Biu do caminho, melhor para afagos com o ex-governador Téo Vilela, que terá que responder sobre acusações da Operação Navalha denunciadas anos atrás.


Por trás da cortina

Algumas nomeações em nível nacional e local, a exemplo da Administração do Porto de Maceió, são creditadas ao senador Renan Calheiros, que já disse publicamente que está fora dessa empreitada. Mas, indagados sobre as indicações, alguns partidos tiram o corpo fora e atribuem ao presidente do Senado Federal. É o caso de Rosiana Beltrão, do Porto de Maceió.

Calvário

O deputado federal Cícero Almeida vai ter que correr muito para montar uma estrutura que possa viabilizar sua candidatura a prefeito de Maceió no próximo ano. Ele terá que começar tudo outra vez. Reunir amigos, o que não são muitos, e montar uma nova estratégia política que possa voltar a convencer o eleitorado maceioense. Almeida sabe que a tarefa é difícil. Basta fazer uma avaliação de quantos votos obteve na capital nas últimas eleições.

Envolvimentos

A Operação Lava Jato chega já, já a Alagoas. Algumas empresas que realizam grandes obras no Estado estão com a corda no pescoço. Podem ser detonadas a qualquer momento pelos delatores que não querem se enforcar sozinhos.

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