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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 827 / 2015

01/07/2015 - 09:29:00

JORGE OLIVEIRA

Lula quer derrubar a Dilma

Rio - O Brasil inteiro pergunta: O que essa senhora faz trepada numa bicicleta pra cima e pra baixo enquanto o país pega fogo? O próprio Lula já respondeu a essa pergunta numa reunião com alguns padres em São Paulo para justificar o porquê do pais está à deriva, ingovernável, no caos, e chafurdando na lama da corrupção.

Olha que coisa: Lula afirmou categoricamente que a Dilma mentiu para os brasileiros na última campanha, confirmando o estelionato eleitoral que os brasileiros já desconfiavam. Lula repetiu na palestra o texto que a sua companheira usou na campanha: “Eu não mexo nos direitos dos trabalhadores nem que a vaca tussa. E mexeu. Eu não vou fazer ajuste, ajuste é coisa de tucano. E fez”.

Lula soltou o verbo contra a Dilma na conversa com religiosos no auditório do seu instituto. Criticou a atuação dela no governo e a morosidade em tomar medidas que tire o país do atoleiro. Veja as críticas que ele fez a amiga a quem ajudou em duas eleições,  deixando a oposição de queixo caído:“Primeiro: inflação. Segundo: aumento da conta de água, que dobrou.

Terceiro: aumento da conta de luz, que para algumas pessoas triplicou. Quarto: aumento da gasolina, do diesel, aumento do dólar, aumento das denúncias de corrupção da Lava-Jato, aquela confusão desgraçada que nós fizemos com o Fies, que era coisa tranquila e que foram  mexer e virou uma desgraceira que não tem precedente.

E o anuncio de que ia mexer na pensão dos aposentados, na aposentadoria dos trabalhadores”.Gente, quem diz que o Brasil está sendo administrado por uma presidente incompetente é o Lula, parceiro, o homem que apresentou ao país essa senhora como uma executiva competente, a “Mãe do PAC”, a mulher que estaria mais preparada do que ele para prosseguir com os programas sociais e alavancar a economia do país gerando mais emprego e renda.

Agora, infelizmente, Lula desdiz tudo como se o Brasil fosse do tamanho de uma birosca de São Bernardo Campo, onde da noite para o dia se trocassem os vasilhames vazios para suprir o estoque. A mea-culpa do Lula mostra o seu próprio despreparo para escolher equipe quando esteve à frente do comando do país, o que resultou no mensalão.

A Dilma, pelo que se sabe, já tinha uma experiência fracassada como “gerentona”, como ele alardeava para vender gato por lebre aos brasileiros. Ela conseguiu falir uma loja de R$ 1,99 que instalou em Porto Alegre.  Além disso, na presidência do Conselho da Petrobrás foi um desastre ao assinar a compra de Pasadena, no Texas, que provocou um prejuízo de 1 bilhão de reais a estatal.

Mas Lula, por arrogância e soberba, não quis ouvir seus companheiros de partido que o alertava sempre sobre a incapacidade dessa senhora de administrar alguma coisa. Contra todas as opiniões em contrário, botou a Dilma de goela adentro dos brasileiros e hoje fica choramingando porque ela segue em direção contrária as suas orientações.

Orientação

Lula tinha outras intenções quando indicou Dilma à sua sucessão. Como ele sabia do seu despreparo político, pensou em continuar mandando no governo ao elegê-la presidente. E isso de verdade aconteceu até perceber agora que a Dilma não movimenta uma palha para tirar ele e seus companheiros de partidos do imbróglio dos escândalos. Para Dilma, Lula só deixará de lhe fazer sombra quando for preso. Assim ficaria enfraquecido para impor sua posição dentro do governo.

Ela esquece, portanto, a magia de Lula com um microfone na mão, o que ele faz com competência desde que abandonou a fábrica para virar sindicalista. O primeiro sinal de que o criador ensaia devorar a criatura aconteceu nessa reunião com os padres. Com eles, Lula tentou minar sua companheira induzindo os religiosos das pastorais católica a falar mal da Dilma a partir de agora nos seus sermões.


Coroinha

Gilberto Carvalho, o interlocutor de Lula com a pastoral , coordenou a reunião da Igreja com o seu chefe. Ficou de alma lavada com as críticas a Dilma de quem não gosta nem ouvir falar o nome, depois de ser expelido de dentro do Palácio do Planalto como o principal espião do Lula lá dentro.


Paciência

Com paciência, competência e muita determinação, o juiz Sergio Moro, o homem que, com coragem e destemor, desbaratou a maior quadrilha de bandidos engravatados do país, aproxima-se cada vez mais da cúpula do PT. Não quer agir politicamente como fazem os deputados da CPI da Lava-Jato na convocação dos seus depoentes. Ele atua com o rigor da lei. Tanto é assim que raramente a Justiça relaxa a prisão dos seus investigados quando detidos. Com um trabalho de formiguinha, Moro e sua equipe vão montando o quebra-cabeça do desvio de bilhões de reais da Petrobrás e do BNDES onde os petistas atuavam com liberdade sob o manto da impunidade.


Munição

Moro, segundo se sabe, já teria munição suficiente para expedir mandados de prisão para muitos diretores do BNDES, envolvidos com a bandalheira petista nos empréstimos externos que tiraram do banco bilhões de reais para ditadores africanos e governantes da América do Sul, como os chavistas da Venezuela. Mas ele é cauteloso: precisa de provas irrefutáveis que levem à prisão dessas pessoas sem chance de se livrar da cadeia por falta de elementos que comprovem o envolvimento delas com a ladroagem que tomou conta do país.

Empresários

A prisão recente de outros empresários, responsáveis pelas duas principais empreiteiras do país, a Odebrecht e Andrade Gutierrez, certamente vai levar o caminho que Sergio Moro precisa percorrer para chegar ao Lula e a equipe que movimentava, sob a sua orientação, bilhões de reais no exterior. O ex-presidente, ao deixar o cargo, virou um lobista de luxo. Vivia pendurado nos jatinhos das empreiteiras e de empresários como do Eike Batista atravessando o Atlântico a caminho dos países africanos, dominados há décadas por déspotas sanguinários.
LobistaCriou o Instituto Lula com o pretexto de ajudar os miseráveis da África, mas, na verdade, o que ele fazia de fato era despejar caminhões e mais caminhões de dinheiro do BNDES em projetos de infraestrutura nesses países. Muito desse dinheiro foi parar no bolso dos ditadores, enquanto no Brasil as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) estão paralisadas desde o primeiro governo da Dilma que mantém uma equipe de efeitos especiais para apresentar anualmente um novo programa de infraestrutura para o país, a exemplo do que fez este mês em uma solenidade pirotécnica no Palácio do Planalto. 


Desgoverno

O Brasil já não suporta mais esse desgoverno petista. A violência está por todos os cantos; a inflação corrói o salario do trabalhador; a inadimplência das pessoas é a maior da última década; os preços dos alimentos nos supermercados e nas feiras estão na estratosferas; os aposentados (como sempre!) vão pagar o pato dessa administração caótica; o país está ingovernável, depois que a presidente fraudou a Lei da Responsabilidade Fiscal para aprovar suas contas; e carros e imóveis estão sendo tomados pelos bancos. O país está deteriorado e desacreditado no mercado externo. Um quadro dantesco! 


Impopular

Pesquisas mostram que em São Paulo, o estado que concentra a riqueza do país, a rejeição ao PT já alcança os 70%. A popularidade da presidente está no chão. Ela não governa mais. Foi substituída pelo PMDB, partido que se agarra como pode para permanecer no poder. A equipe de governo é despreparada, incompetente, incapaz de formular uma política econômica e social para tirar o país do caos. O ministério da Dilma é rebotalho. É o que existe de mais insignificante do pensamento brasileiro. E depois de tudo isso, fica a pergunta: será que vamos esperar o país afundar de vez para pedir o impeachment da Dilma? Quem sair por último, por favor, apague luz. 

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