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Edição nº 826 / 2015

24/06/2015 - 19:09:00

Quedas de energia podem cancelar concessão da Eletrobras

Sucateada, distribuidora de Alagoas é última no ranking de satisfação no NE

José Martins Especial para o EXTRA

Empresas de distribuição do grupo Eletrobras são as que apresentam maior necessidade de melhorias para alcançar as metas estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para renovação das concessões que vencem em julho. No estado, a Companhia Energética de Alagoas (Ceal), cujo processo de sucateamento é evidente, precisa melhorar em mais de 60% seus indicadores de qualidade.Conforme as regras já colocadas em audiência pública, a Ceal precisa reduzir a duração das interrupções (DEC) em 61% e a frequência (FEC) destas em 58%. As informações foram tornadas públicas esta semana pela agência de notícias Reuters. Outras unidades também foram intimadas pelo órgão regulador.

A Celg, que atende o estado de Goiás, tem que atingir índices de 69% e 64% até o ano de 2020. Enquanto Cepisa (PI) e Eletroacre têm metas entre 27 e 45 por cento.Os indicadores de qualidade de serviço estabelecidos pela Aneel são o DEC, que mede a duração de cada interrupção do fornecimento de energia elétrica, ou seja, o tempo em que o consumidor ficou sem energia. Além do FEC que registra quantas vezes o consumidor ficou sem o fornecimento de energia elétrica. Outras empresas também terão metas relevantes de melhoria de indicadores, como a Copel (PR) e Celesc (SC), embora não tão agressivas, com necessidade de baixar o DEC em 29 e 25%, respectivamente, e o FEC em 18 e 17%.

No caso de empresas que já estavam mais próximas dos índices exigidos pela Aneel, como a Cemig e as do Grupo CPFL, as melhorias chegam a apenas um dígito.De acordo com a assessoria de comunicação da Eletrobras Distribuição Alagoas, a empresa possui ciência da audiência pública que pediu as melhorias com final previsto para contribuição até o dia 13 do mês que vem.

“A Eletrobras possui um planejamento de grandes investimentos que contemplam a execução de obras estruturantes e ações que impactem na melhoria do atendimento operacional e comercial ao consumidor, entretanto aguarda um posicionamento dos órgãos concedentes sobre o novo contrato de concessão”, declarou em nota ao EXTRA Alagoas.Em relatório divulgado pela Aneel em fevereiro deste ano a Eletrobras Distribuição Alagoas amargou o último lugar na região Nordeste no quesito “satisfação do cliente”.

A distribuidora também foi apontada como a terceira pior do Brasil. As reclamações mais comuns dos consumidores são: a demora na volta de energia e fornecimento com interrupções. Isso sem contar as queixas de flutuação nos níveis de tensão, atendimento e cobranças indevidas.O estudo mostrou ainda uma piora de 148% em relação ao ano de 2013 quanto ao tempo médio levado pela Eletrobras de Alagoas responder à Aneel sobre as reclamações dos consumidores, que o número de interrupções no fornecimento de energia no estado estava acima do estabelecido e taxou a situação econômico-financeira da concessionária como “insustentável”. 

 Investimentos e venda de controle


O Ministério de Minas e Energia e a Aneel têm dado declarações desencontradas sobre quem deverá pagar a conta dos investimentos necessários para atingir as metas. O ministério defende que pelo menos parte dos investimentos exigidos deveria ficar de fora da tarifa cobrada dos consumidores, enquanto a Aneel já defendeu que os valores sejam incluídos na revisão tarifária.Depois da venda do controle da distribuidora goiana Celg, que pretende finalizar ainda este ano, a prioridade da Eletrobras será a privatização das distribuidoras de Alagoas (Ceal) e do Piauí (Cepisa), disse à Reuters uma fonte que participa diretamente das negociações.

O processo de venda de controle dessas duas empresas do Nordeste deve começar em breve, mas o leilão propriamente dito deve ocorrer somente no ano que vem. Com relação à Celg, a informação é que os estudos para a venda do controle da empresa estão em andamento e que as negociações com o banco que será atuará como assessor financeiro da operação estão avançadas.A Eletrobras de Alagoas afirma não ter informações, até o momento, sobre a suposta venda. Em maio, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, foi questionado sobre o assunto.

Ele confirmou que a Celg estava incluída no “plano nacional de desinvestimentos”, como parte dos ajustes feitos no setor elétrico, mas não adiantou quais seriam os passos seguintes. Sobre a venda das distribuidoras de Alagoas e Sergipe, assumidas pelo grupo Eletrobrás, o ministro respondeu que havia “uma possibilidade”.

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