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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 826 / 2015

24/06/2015 - 17:56:00

Gabriel Mousinho

O governo à deriva

A ordem no Palácio dos Martírios é não negociar mais nada, além do que já foi proposto para os servidores públicos. E aí é onde mora o perigo.Sem reajustes salariais e outras vantagens conseguidas meses atrás, a Polícia Militar de Alagoas, neste momento, faz muito a diferença e, para ela, zero de aumento. Há de se notar que a violência, de uns dias para cá aumentou consideravelmente, principalmente na periferia da capital e de municípios no interior, numa visível demonstração de que a PM não tem lá se esforçado como vinha fazendo no combate ao crime.O governo, mesmo com essas reuniões onde Renan Filho nunca está, continua indiferente aos apelos de reajustes, sob a alegação de que já chegou onde poderia chegar. Um risco. Sem segurança, principalmente, a população fica entregue à própria sorte.O que ocorre é que as outras categorias acharam ridícula a proposta de 5% com 1% retroativo a fevereiro e os outros 4%, 2% em outubro e 2% em dezembro para fechar a proposta. Os trabalhadores não aceitam, alegando que a arrecadação aumentou e que se pode cortar mais em outros setores em vez dos salários dos servidores.A permanecer a decisão do governo não avançar mais em nome da bendita ou maldita Lei de Responsabilidade Fiscal, Alagoas se transformará num turbilhão de insatisfação e que não se sabe aonde chegará.O esforço, o bom senso e o diálogo num momento como esse, não fazem mal a ninguém. 

 

Ele sumiu

 

O senador Renan Calheiros deu um tempo para vir a Alagoas. Com crise em cima de crise e com o filho-governador disposto a não lhe pedir conselhos, o senador preferiu passar um longo período de molho para ver no que vai dar. Prefere estar longe das turbulências, principalmente com o servidor público de quem tanto defendeu.

 


´´O problema é meu´´

 

Amigos do governador Renan Filho já não insistem tanto em conselhos para que ele chegue a um denominador comum sobre as reivindicações dos servidores estaduais. Renan teria dito aos mais próximos que o problema é dele, assim como as soluções propostas pelo governo. Autossuficiente, o governador não quer sombra de ninguém.

 


Sem solução

 

Já se tornou comum o governador Renan Filho sumir quando é programada uma reunião de sindicalistas com o governo para tratar de reajustes salariais. Renan deixa a bola com Fábio Farias e George Santoro e embarca em jatinho particular para outros estados da Federação. Nem faz economia, pagando os olhos da cara por deslocamento em jatos, nem resolve a situação dos trabalhadores.

 

Saco sem fundo

 

Essa história de meter dinheiro no falido Laboratório farmacêutico de Alagoas – Lifal, é muita velha. Não faz pouco tempo a Assembleia Legislativa autorizou investimento através do governo do Estado de 3 milhões de reais. Pra que serviu o dinheiro até agora ninguém sabe. Agora, mais R$12 milhões, sob a alegação de pagamento de salários e investimentos para produção de medicamentos. Como nada foi resolvido, com certeza nada será solucionado agora.

 


A crise aumenta

 

O Lifal já demonstrou que é um órgão capenga, sem musculatura suficiente para superar seus problemas e ficará sempre dependendo da boa vontade do governador Renan Filho em meter mais dinheiro naquele órgão. Uma pena. Com um quadro técnico de valor, o órgão cada vez mais se afunda e parece mesmo que não te mais jeito.

 


Desconfiança

 

O deputado Antônio Albuquerque reagiu muito bem quando indagou para onde foram parar os R$ 3 milhões que foram aportados meses atrás no Lifal. Pra onde foi o dinheiro, perguntou Albuquerque. Pelo visto o Lifal continuará sendo um saco sem fundos.

 

Embate

 

O prefeito Rui Palmeira não tem deixado por menos as críticas à Casal que vem atrapalhando os trabalhos do município. Lascou o pau no órgão que foi defendido pelo governador Renan Filho, antecipando uma disputa política que somente iria começar no início do próximo ano. A Casal, com certeza, tem feito muito mal aos alagoanos.

 


Privatização

 

O governador Renan Filho saiu em defesa da Casal, mas, no íntimo, deseja que ela seja privatizada o mais rápido possível. Só tem lhe trazido problemas e com certeza vai trazer ainda muito mais.

 


Sem volta

 

O deputado Cícero Almeida vai ter que aguentar mesmo o presidente do PRTB e navegar nas águas do partido até que encontre uma brecha na legislação, talvez a migração para um partido que esteja sendo criado, para cair fora. Até agora, porém, não existe saída. Se quiser mesmo sair candidato a prefeito de Maceió, no próximo ano, Almeida vai ter que se compor com Levy Fidélix, o bigodudo, para tentar disputar as eleições.

 


Risco de morte

 

Quem quiser adquirir leptospirose, peste bubônica, gota serena, hepatite, coceira, dengue, chicungunha, zika e outros males, vá ao Mercado da produção em dia de chuva. Lama, fedentina, esgoto a céu aberto, resto de comida podre e lixo é o que não faltam. Para melhorar a situação só demolindo o mercado e construindo outro.

 

Pacotaço

 

A exemplo do governo federal, Alagoas também terá, nos próximos meses, um pacotaço para aumentar a carga fiscal dos alagoanos. Devem começar a progressão no pagamento do IPVA e outros impostos para tentar salvar Alagoas, não os alagoanos. Os estudos estão bem adiantados, mas ninguém quer ainda falar nada. 

 


Grandes salários

 

Outra abocanhada do fisco deverá ser na Previdência dos alagoanos. Quem ganhar mais deverá pagar muito mais para poder garantir os futuros salários durante a aposentadoria. A mordida do governo do Estado, através de ações da Secretaria da Fazenda, será bem maior do que muita gente pensa. Isso seria uma forma de compensar os míseros 5% que o governo quer proporcionar aos servidores em forma de reajuste.

 


Controle total

 

Com a Assembleia Legislativa sob seu absoluto domínio, o governador Renan Filho vai fazer as mudanças que achar necessário, inclusive aumentando impostos e outras penalizações mais para os alagoanos. A oposição restringe-se a poucos deputados que não fazem a diferença.

 

Só um

 

O Tribunal de Contas tem alardeado que o servidor que não comparecer ao trabalho poderá até ser demitido de suas funções. Mas, até agora, só apareceu um, das centenas que nunca deram um dia de serviço no Palácio de Vidro. Estranho, né?

 

Na miséria

 

Enquanto a Justiça não decide sobre os rumos da massa falida de João Lyra, os trabalhadores comem o pão que o diabo amassou. Sem ter mais a quem apelar, pedem a Deus que interfira na consciência dos homens. Os poucos bens que os trabalhadores possuiam já venderam para não morrer de fome.

 


Estilo JL

 

O empresário João Lyra tem tido muita dificuldade de contratar novos profissionais no ramo do Direito. Parece que já experimentou todas as bancadas de advogados de Alagoas e nenhuma esquenta canto para lhe dar os resultados esperados.  Quem teve mais sucesso não passou dois meses.

Greve à vista

O aquartelamento da Polícia Militar e a greve de outras categorias contra a atual política do governo são favas contadas. É apenas uma questão de tempo. Os sindicalistas, ainda, não entendem por que o governador Renan Filho, nessas reuniões, não dá as caras. Deixa tudo nas mãos de Fábio Farias e George Santoro.

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