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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 825 / 2015

17/06/2015 - 08:14:00

Gabriel Mousinho

O PSDB, na última semana, elegeu sua nova diretoria e não era segredo pra ninguém sobre os seus novos integrantes. Os mesmos, sem nenhuma novidade. A novidade mesmo é a volta de Teotônio Vilela na direção do partido e sua caminhada para retornar para o Senado em 2018.Suas viagens à Brasília e seus encontros em conversas reservadas com o senador Renan Calheiros, de quem nunca se afastou, diga-se de passagem, demonstram que os ´´irmãos siameses´´  ainda mantêm um elo político muito forte.O que vai ser um pouco difícil é Vilela convencer Rui Palmeira de que uma dobradinha com o PMDB seria a grande jogada política no próximo ano. Se for possível, claro que é, já que em política tudo pode acontecer, é Rui rachar com o senador Benedito de Lira, que esteve junto com ele muito mais do que ex-governador nas eleições passadas para prefeito.

Por outro ângulo, o prefeito de Maceió mantém uma relação de amizade muito próxima com seu vice, Marcelo Palmeira, exatamente do PP, que tem demonstrado toda a fidelidade a Rui e trabalhado em sintonia com a equipe nos trabalhos a capital alagoana.Como Téo Vilela não é confiável, demonstrou isso nas eleições para governador, resta apenas o senador Biu de Lira ficar antenado com as arrumações em pauta que estão tentando fazer. E trabalhar muito para evitar surpresas em 2016.

Meia volta de Téo

Quando o governador Téo Vilela observou que a candidatura de Biu de Lira ao governo era irreversível, nada melhor do que encontrar um bode expiatório para dividir os votos principalmente na região do Agreste. Escolheu Júlio Cézar, não lhe deu o apoio suficiente para disputar com chances ao cargo e com isso favoreceu a candidatura de Renan Filho.


Puxando o tapete

Depois que viu que não tinha futuro no PSDB, Júlio Cézar não quer nem mais ouvir falar no partido. Quer cair fora para sair candidato a prefeito de Palmeira dos Índios, alías, sua candidatura para governador foi para lhe dar visibilidade. Os tucanos reagem à sua saída, inclusive Vilela, já que isso somente iria prejudicar a candidatura de outros políticos que figuram na sua panelinha.


Pra boi dormir

A justificativa de Téo Vilela para admitir uma candidatura ao Senado em 2018 foi que havia sido um pedido do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Conversa fiada. FHC teve a mesma postura nas eleições para governador quando fez um apelo a Téo que se desincompatibilizasse do cargo para concorrer ao Senado. Vilela não topou a parada para não criar problemas nem para Renan Filho, nem tampouco para Fernando Collor.

A vez de Cavalcante 1

O destino do Conselheiro Luiz Eustáquio Toledo no Tribunal de Contas do Estado já está sacramentado: vai mesmo vestir o pijama, já que o Supremo Tribunal Federal decidiu que a Lei da Bengala não atinge Conselheiros Estaduais e sim de Tribunais Superiores. Mesmo assim sua aposentadoria ainda não foi publicada. O problema é que agora entra na parada, na surdina, o deputado Olavo Calheiros, tio do governador e homem muito forte na Assembleia Legislativa. Sua nomeação para a vaga de Luiz Eustáquio Toledo, embora o governador já tenha manifestado o desejo de que a vaga fosse destinada ao Ministério Público de Contas, tiraria um grande peso das costas de Renan Pai e Renan Filho.


A vez de Cavalcante 2

O 1º suplente do PMDB, Cícero Cavalcante, que até hoje espera um aceno dos Calheiros, seria a bola da vez para assumir a vaga de Olavo na Assembleia Legislativa. Se esta alternativa pode acontecer, só o tempo dirá. Afinal de contas a nomeação do último Conselheiro Fernando Toledo, teve que ser decidida no Supremo Tribunal Federal. O que se tem de certo no momento é a ânsia de Cícero Cavalcante, calheirista de primeira ordem de assumir o mandato de deputado ou, na pior da hipótese, ser escalado para o secretariado de Renan Filho, que não quer nem falar no assunto. Como se vê, a disputa já está nos bastidores. Se for evoluir ninguém sabe, principalmente do aspecto legal da coisa. Mas que Olavo gostaria de assumir um cargo vitalício e Cícero Cavalcante aportar não Assembleia Legislativa, disso ninguém tenha dúvidas.

Ela outra vez

A Assembleia que tanta notícia ruim já trouxe para Alagoas e que parecia esquecida do noticiário nacional voltou com força. Contratação de fantasmas, mas, diga-se de passagem, não é da administração de Luiz Dantas.

 
Investigação

O atual presidente da Assembleia, Luis Dantas, até agora está administrando a instituição livre de qualquer suspeita. Mas os outros que comandaram a Casa de Tavares Bastos podem, futuramente, esperar pelo pior. O Ministério Público continua investigando estripulias praticadas por alguns deputados.


Trio da pesada

Há quem diga de que três deputados fazem a diferença atualmente na Assembleia Legislativa: Francisco Tenório, Antônio Albuquerque e Marcelo Victor. O trio conhece como ninguém o Regimento Interno da Casa e os meandros dos bastidores da institução.


Brincadeira de mau gosto

Os técnicos da Fundação Getúlio Vargas que fazem auditoria na folha de pagamento da Assembleia Legislativa, vejam só, não passarão nem por longe nos generosos cargos comissionados. Pelo menos foi o que a Mesa Diretora decidiu. As safadezas passam exatamente por ali.


Desemprego   em massa

O governo do Estado parece não está avaliando bem para as consequências que advém do desemprego em massa. Somente na região de Arapiraca, é que se comenta nos bastidores de Empresas de Segurança, pelo menos duzentos vigilantes deverão perder seus empregos, já que o governo utilizará outros mecanismos para garantir a segurança do patrimônio do Estado e das pessoas.

Retração perigosa

O comércio de automóveis em Alagoas foi um dos mais atingidos pela crise. Depois vêm os próprios supermercados, que firam despencar o faturamento nos últimos meses. O alto preço dos produtos, os juros extorsivos e o aumento dos gêneros alimentícios, são os vilões da crise em que o governo nos meteu.


Aperto geral

O servidor público estadual deverá se acostumar com o aperto que vai acontecer daqui pra frente. Todas as categorias deverão entrar no prejuízo com os reajustes salariais. As greves, ao que parecem, serão inevitáveis a partir dos próximos dias. Sem dinheiro e com a alegação de não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governador Renan Filho vai dando o tom da conversa.


Na dele

Enquanto as divergências políticas acontecem, o prefeito Rui Palmeira mete o pé no acelerador e dá preferência a obras em vários bairros da capital. Pouco está ligando para a disputa pela reeleição. Tratar de eleição só no momento oportuno, dizem seus assessores.


Máquina emperrada

Mas enquanto Rui Palmeira acelera em obras na periferia da cidade, alguns órgãos da prefeitura não andam no mesmo ritmo dele. Um usuário reclamou de que entrou com um processo no protocolo setorial da Procuradoria Geral do Município no dia 13 de janeiro solicitando a prescrição de alguns débitos e espera sentado sobre um despacho das autoridades. O processo entrou no protocolo, passou pelo gabinete do Procurador Geral, foi encaminhado para a Procuradoria Fiscal, voltou novamente para o protocolo setorial, foi redistribuído para a Divisão de Protocolo, encaminha do para a Coordenação da Dívida Ativa, voltou para o Protocolo Setorial, foi distribuído para o Gabinete do Procurador Geral e desde o dia 9 de março dorme nos birôs da Procuradoria Fiscal. Ou seja, faz cinco meses sem nenhuma solução. Com esta velocidade o prefeito Rui Palmeira está em maus lençóis. Os dois processos para despacho têm o número 01100, 002726 e o 01100, 002729. 

O calvário

Depois de sair do governo com uma saraivada de acusações, inclusive do governo atual, Téo Vilela vai ter que juntar os cacos para o retorno à vida pública. Terá que convencer a ex-amigos que a vez é sua, que a indiferença no apoio a determinadas lideranças foi consequência natural do que ocorre na política e que sua volta deve ser triunfal.

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