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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 824 / 2015

11/06/2015 - 11:38:00

Estoque de imóveis novos em Maceió continua alto

São aproximadamente cinco mil imóveis à venda em várias etapas de construção

Maria Salésia [email protected]

A  crise econômica começa a ter seus efeitos sobre o mercado de imóveis em todo o país e em Alagoas não poderia ser diferente. Devido à desaceleração brusca na economia, o Estado continua com os estoques altos, já que  o nossos produtos têm um prazo de maturação também alto. São aproximadamente cinco mil imóveis à venda em várias etapas de construção. Para o presidente da Ademi-AL, Paulo Jorge Nogueira Malgueiro da Silva, agora é um bom momento para o consumidor comprar o seu imóvel.Segundo o presidente, um empreendimento do início ao final leva em média uns cinco anos. Assim, não dá pra prever uma desaceleração como a que aconteceu em 2008.

Mas, garante que apesar de existirem vários tipos de investidores, a maioria  mora em Maceió e optou por investir em imóveis pela segurança que o mercado imobiliário proporciona. Além do que, pela valorização que ocorreu nos últimos anos, quem tem uma disponibilidade de recursos e não tem pressa no retorno com certeza vai avaliar a possibilidade de investir em imóveis.Para reduzir o estoque de imóveis, estados como Rio de Janeiro e São Paulo optaram em promover feirões. Em Alagoas, todo ano a Ademi também promove seu feirão. O deste ano vai acontecer no estacionamento do Maceió Shopping a partir do dia 11 e até o dia 14 deste mês.

Devido ao tradicional sucesso de vendas e de público do evento, no próximo ano a promessa é de que além do feirão aconteça um salão do imóvel junto com o Sinduscon. Malgueiro aconselha que a hora é esta para aproveitar a boa oferta de imóveis, já que o mercado está diminuindo o número de lançamentos para se adequar a demanda atual. Como também aproveitar os preços, pois parte dos novos lançamentos começaram a vir com as exigências das Normas de Desempenho e consequentemente terão custos mais elevados.A crise não atingiu apenas à venda de imóveis novos. Na verdade, a Caixa Econômica, que é o banco que mais financia imóveis no Estado, diminuiu pra 50% percentual de financiamento dos imóveis usados, enquanto que de novos reduziu para 80%. “Está claro que ela (Caixa) está privilegiando a venda de imóveis novos”, afirmou o presidente da Ademi.

Apesar da crise do setor, houve lançamentos nos últimos tempos em Alagoas. O mercado está funcionando, mas como o tempo de maturação dos produtos é longo, os lançamentos que estão sendo feitos agora são resultado de um trabalho de  dois a três anos atrás. “Como sabemos, a nossa carência por moradia é muito grande. O déficit habitacional do país é estimado em 6 milhões de imóveis”, disse Malgueiro.De acordo com informações da Ademi, em Maceió, o tipo de imóvel mais vendido é o de dois quartos com valores até 100 mil reais, pois atingem a faixa da população mais carente por moradias e contam com subsídio do governo federal.

Além do que tem juros mais baixos, pois a fonte dos recursos é o FGTS.ESCASSEZ Devido à escassez de recursos para financiamento, a CBIC            (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) está pleiteando junto ao governo federal a liberação de parte dos recursos da poupança que ficam retidos no Banco Central, os chamados depósitos compulsórios, e também quer aumentar o valor dos imóveis que podem ser financiados com os recursos do FGTS, saindo do teto de R$ 170.000,00 para R$ 300.000,00.

Fora isso, disse Malgueiro,  o mercado naturalmente vai procurando um novo equilíbrio entre a oferta e a procura, “estamos diminuindo os lançamentos para poder equilibrar essa equação.”O presidente da Ademi resalta o excelente nível do  mercado imobiliário alagoano ao afirmar que, “fomos destaque recentemente numa revista especializada que indicou Maceió como um dos melhores locais para investir em imóveis, como também a Caixa Econômica do nosso Estado se destaca a nível nacional em números de contratação de financiamento imobiliário”. E acrescentou que  nosso nível técnico também é muito bom, com grande atuação da  Ademi, do Sinduscon e de parceiros como Sesu, Senai e Sebrae.

 
Alagoas perdeu 13 mil postos detrabalho até abrilO número de desempregados em Alagoas confirma que a economia não vai bem. Segundo o superintendente Regional do Trabalho e Emprego, Israel Lessa, de janeiro a abril deste ano, o estado perdeu 13 mil postos de trabalho, sendo que 95% foram demissões no setor da cana-de-açúcar. Já na construção civil, em fevereiro e março o número de demissões também foi grande. Lessa lembra, no entanto, que o aumento de demissões no mês de abril não é novidade. “Devido à sazonalidade, a entrada em benefícios como seguro-desemprego, abono e outros serviços são frequentes”, revela. 

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