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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 823 / 2015

09/06/2015 - 17:33:00

Alagoas é 12º em devastação da Mata Atlântica

Vera Alves [email protected]

Divulgados na quarta, 27, Dia Nacional da Mata Atlântica, os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, no período de 2013 a 2014, revelam que houve uma queda de 24% do desmatamento nos 17 estados que possuem remanescentes do bioma. Em Alagoas, a queda foi de 17%, de acordo com o levantamento feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).Os números do atlas colocam Alagoas na 12ª posição em desmatamento do bioma. O estado perdeu 14 hectares de remanescentes, o equivalente a 9,4% do total que possui. 

O estudo aponta desmatamento de 18.267 hectares (ha), ou 183 Km², de remanescentes florestais nos 17 estados da Mata Atlântica, o que equivale a 18 mil campos de futebol.O Piauí foi o estado campeão de desmatamento no ano, com 5.626 ha. Um único município piauiense, Eliseu Martins, foi responsável por 23% do total dos desflorestamentos observados no período, com 4.287 ha.“É o segundo ano consecutivo que o Atlas observa padrão de desmatamento nos municípios ao sul do Piauí, onde se concentra a produção de grãos.

No período anterior, entre 2012 e 2013, foram desmatados 6.633 ha em municípios da mesma região, com destaque para Manoel Emídio (3.164 ha) e Alvorada do Gurguéia (2.460 ha)”, revela a fundação.

Imagens aéreas confirmam desmatamento em Maceió

Denunciada em reportagem publicada na edição nº 822 do EXTRA, o desmatamento de remanescentes de Mata Atlântica em Maceió é comprovado por imagens aéreas feitas esta semana e que tão a exata dimensão do que está ocorrendo com a topografia da capital. O corte indiscriminado de morros e aterramento de grotas para tornar toda a região plana e dar lugar a empreendimentos imobiliários atinge os bairros do Barro Duro, Sítio São Jorge e Cruz das Almas.

Um crime ambiental que está transformando em inóspita uma área antes verde, com sérios riscos para as bacias hidrográficas que a atravessam.O crime ambiental, iniciado a partir da desativação do lixão de Cruz das Almas, ganhou contornos mais assustadores há dois anos, quando o empresário Gaspar Carvalho, genro do usineiro João Tenório e dono da Resulta Investimentos, criou um grupo de “investidores” para explorar a área.

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