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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 823 / 2015

09/06/2015 - 17:18:00

EUA afirmam haver indícios de suborno em contratos da CBF na Copa do Brasil

POR AGÊNCIA BRASIL

A investigação da Justiça dos Estados Unidos vai além da suposta participação de dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e empresários em uma possível fraude na escolha dos países-sede das duas próximas Copas do Mundo (Rússia, 2018, e Catar, 2022).Segundo as autoridades norte-americanas, durante as investigações foram encontrados indícios de práticas ilícitas em outros países.

No Brasil, as suspeitas recaem sobre contratos de patrocínio e de transmissão da Copa do Brasil assinados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).Conforme um comunicado divulgado dia 27, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, “o outro esquema investigado” – além do que apura suspeita de irregularidades na escolha de Rússia e Catar para sediar a Copa do Mundo em 2018 e 2022, respectivamente – está relacionado ao pedido e recebimento de subornos e propinas por autoridades do futebol e executivos de marketing esportivo durante as negociações sobre o direito de transmissão de campeonatos. Entre os eventos citados nominalmente está a Copa do Brasil, organizada pela CBF. A nota também menciona o “pagamento e recebimento de subornos e propinas em conexão com o patrocínio da CBF por uma grande empresa sportswear dos EUA.

Atualmente, a patrocinadora oficial da CBF é a Nike.Os nomes de três brasileiros constam da relação de investigados divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Além do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, detido na quarta pela manhã, em Zurique, Suíça, são citados o empresário José Hawilla, dono da Traffic Group, e José Margulies, dono de empresas de transmissão de eventos esportivos.

A reportagem não conseguiu conversar com nenhum dos representantes da CBF sobre as suspeitas de irregularidades nos contratos de patrocínio e de transmissão da Copa do Brasil.Em nota divulgada no mesmo dia, a CBF informou que apoia “integralmente” as investigações das autoridades policiais dos Estados Unidos e da Suíça.Durante entrevista coletiva em Nova York, as autoridades norte-americanas revelaram que o esquema pode ter movimentado mais de US$ 150 milhões em subornos e propinas. Outros seis dirigentes da Fifa, além de José Maria Marin, foram detidos quarta-feira, 27 em Zurique.

São eles, o caimanês Jeffrey Webb, o costarriquenho Eduardo Li, o nicaraguense Julio Rocha, o inglês Costas Takkas, o uruguaio Eugenio Figueredo e o venezuelano Rafael Esquivel.As detenções ocorreram em um hotel onde os dirigentes da Fifa estão reunidos para participar de um congresso da entidade, durante o qual será escolhido, nesta sexta-feira (29), o próximo presidente. Atual mandatário, Joseph Blatter busca seu quinto mandato e é apontado como favorito para vencer a eleição.

Mais cedo, o diretor de comunicação da Fifa, Walter de Gregório, garantiu que a eleição e as escolhas da Rússia e do Catar para sediar as duas próximas Copas do Mundo estão mantidas. Gregório acrescentou que Blatter não é alvo da investigação norte-americana.

Romário protocola requerimento de CPI da CBFAproveitando-se do quórum alto no plenário do Senado durante a votação das medidas do arrocho fiscal do governo, o senador Romário (PSB-RJ) recolheu rapidamente as assinaturas necessárias à abertura de uma CPI para investigar a CBF, Confederação Brasileira de Futebol. Pelo regimento, o ex-craque precisava de 27 rubricas.

Em menos de 2 horas, obteve 52 jamegões.Mais cedo, ao saber que o ex-presidente da CBF José Maria Marin fora preso na Suíça com outros seis dirigentes da Fifa, Romário festejara a novidade como uma oportunidade para “limpar o futebol da corrupção”. Ele presidia uma audiência sobre futebol feminino na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

O pedido de CPI já foi protocolado na Mesa Diretora do Senado. Antes de saber da coleta de assinaturas, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), dissera que, havendo apoio mínimo exigido pelo regimento, ele providenciaria para que a CPI da CBF fosse instalada. Romário disse que pedirá para ocupar o posto de relator da nova CPI.

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