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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 823 / 2015

09/06/2015 - 16:49:00

Refém de si mesma

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa

Você engana alguém por algum tempo, mas não engana todos durante todo o tempo.     A reeleição da Dilma foi uma festa de promessas falsas, razão por que sabíamos que a rainha não iria cumpri-las.   

 Imaginem vocês: se em Alagoas os jornais dizem que o Renan Filho gastou 45 milhões de reais na campanha e o Biu conseguiu 8 milhões, a nível de Brasil quanto gastou a amiga de Lula? De onde veio tanto dinheiro?     

Milhões de brasileiros acreditavam na candidata do PT, os mais humildes acharam ótimo ela dizer que aumentaria o Bolsa Família e, aí a moça loira se elegeu com certa facilidade.   

Sabíamos nós que eram promessas de campanha e os escândalos estouravam em cima das empresas que ¨doavam¨ dinheiro ao PT e aos partidos aliados. Um dia, os cofres seriam fechados, as doações cobradas.   

 Começa o segundo governo da Presidente e com ele aparecem as dificuldades. De repente, as conversas com os aliados mudaram de tom; logo vieram as queixas.     

Como não possui gênio dócil, as brigas começaram. O primeiro a não gostar da situação foi o Presidente do Senado: irritou-se e virou oposição. Na Câmara Federal elege-se um candidato que não era do agrado do Governo. Outro problema sério, pois ambos são do PMDB, o maior partido da base da Dilma.     

E os dois começaram a remar contra a maré, contrariando os planos da nossa rainha, que emagrece, vira loira, mas não se torna  fácil politicamente. A briga continua...     

O Ministro da Fazenda, que veio ¨consertar¨ o Brasil, propõe ao povo e ao Congresso o tal do ajuste fiscal: aperto na educação, na saúde, em outras áreas prioritárias. Todavia, não inclui nas medidas econômicas diminuição de ministérios, nem de cargos comissionados.     

A carga foi tão grande em cima dos trabalhadores que a Presidente não teve condições de falar ao povo no dia 1° de maio. Tal fato não acontece no país há muitos anos.   

 E lá vem outra cacetada: modificar a aposentadoria dos trabalhadores, a folha de pagamento, o auxílio desemprego. Parece até que quem coloca a nação no buraco negro é o operário e não os políticos.     

Em meio ao rebuliço, estouram as prisões de empresários indiciados na Operação Lava Jato. Obras são paralisadas, milhares de pessoas desempregadas, a inflação crescendo, o dolar subindo, e se descobre, de repente, que estamos mergulhados numa séria crise política e econômica.     

As pessoas estão saindo do Partido dos Trabalhadores, este envolvido seriamente na maioria dos escândalos recentes. E lá vai um bocado de gente para a cadeia... Poucas empresas não estarão no bolo de denúncias, políticos famosos também entram na dança das propinas. E a torcida é para saber o que restará no fim de tudo.     

Tentando salvar o país, a Dilma chama Michel Temer para ser o Coordenador Político de seu governo. Fechou-se o cerco do PMDB: Renan, Cunha e Temer, todos do maior partido da frágil base aliada, cercaram a rainha, que reina mas não governa.     

Nas pontas do cerco, PSDB e PT puxam as cordas para ver quem tem mais força. O partido do Aécio teve milhões de votos na campanha e o do Lula está ficando cada dia mais fraco. Até seu tesoureiro foi preso!   

 E a pobre Dilma não sabe mais o que dizer ao povo enganado. Cada vez que fala em público se enrola toda. Quando aparece diante de qualquer plateia é vaiada. Quando se pronuncia na TV tem panelaço! Convoca os políticos ainda fiéis as suas idéias e nada resolve. Para aprovar qualquer matéria no Congresso é um sacrifício. O coitado do Fachin passou doze horas sendo interrogado para ter sua indicação aprovada para o STF. Tudo é difícil, precário, inconstante.   

 A Presidente do Brasil criou as teias e nelas se envolveu, fez promessas ao povo e não as cumpriu, enfim, virou refém de si mesma.

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