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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 823 / 2015

03/06/2015 - 11:15:00

Gabriel Mousinho

Assembleia desobediente

A decisão da Assembleia Legislativa de não acatar a ordem judicial sobre a votação em aberto no plenário, abriu um precedente muito perigoso. Afinal de contas, se diz por aí que decisão judicial não se discute. Cumpre-se. E não foi o caso recente da Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos com relação ao processo de votação de vetos do governador Renan Filho.Se o Tribunal de Justiça não adotar as providências que o caso requer, responsabilizando a quem de direito, como ficarão as decisões judiciais daqui pra frente? A peitada que a Assembleia deu na Justiça alagoana foi sem precedentes. Ninguém sabe, até agora, qual foi à época de que uma decisão judicial foi desrespeitada, seja por qual motivo fosse.A decisão era para ser cumprida e a Assembleia, como tem a sua Procuradoria Geral, procurar os caminhos necessários como os tribunais superiores, para questionar a decisão tomada por um juiz do primeiro grau e referendada por um desembargador.A continuar assim, o que se esperar daqui pra frente?

Aos pedaços

O governo tem alardeado que está no caminho certo para resolver os problemas deixados pela administração anterior, mas o que vemos não nos dá muita esperança em pouco tempo. Os servidores do Estado estão entrando em greve por reajustes salariais, o Hospital Geral já deveria ter sido fechado de acordo com o Sindicato dos Médicos, onde falta tudo, os alunos não contam com o transporte pela falta de pagamento e as delegacias de polícia estão caindo aos pedaços por aí afora.


De partida

Muitos secretários do Estado podem pedir o boné nos próximos meses. Sem recursos para tocar as pastas que dirigem, não têm como resolver os graves problemas que estão enfrentando.


A hora é essa

A secretária de Saúde, Rozangela Wyszomirska, está perdendo uma grande oportunidade de entregar o cargo. O governador Renan Filho demonstrou insatisfação com sua auxiliar, quando somente em cima da hora lhe convocou para fazer uma visita ao Hospital Geral do Estado, em crise. Renan, como disse na grande imprensa, quis ver de perto como as coisas não andavam certo por ali, ou seja, não estava acreditando nos relatórios que havia recebido.  A súbita visita de Renan ao HGE mostrou quanto a secretária está sendo fritada na administração da saúde.


Descaso

Um cliente comprou um carro Tracker na Mangabeiras Veículos no dia 18 de abril e com pouco mais de quarenta dias deu um problema no câmbio automático do veículo. Ele devolveu o carro para conserto na concessionária e já faz mais de 40 dias que ele espera que o defeito seja corrigido. Angustiado, pediu outro veículo da mesma marca ou o dinheiro de volta. Nem uma coisa, nem outra, além da concessionária não estipular prazo para o conserto do veículo. Na quarta-feira, visivelmente aborrecido com o descaso da Mangabeiras Veículos, o cliente prestou queixa junto ao Procon, além de estar preparando uma ação de danos morais contra a empresa.

Sem crise

Os hospitais particulares do país inteiro reclamam das dificuldades financeiras, mas não é o caso do Hospital 9 de Julho, de São Paulo que fez doação declarada de 2 milhões de reais para a campanha de Renan Filho. O difícil é encontrar qual o interesse que um Hospital localizado na cidade de São Paulo tem em um estado pequeno e pobre como Alagoas. Mas a contribuição foi legal.


Lava Jato 

Os maiores doadores da campanha de Renan Filho ao governo de Alagoas, como a  Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht, Camargo Correia, UTC, OAS e outros, teve seus dirigentes indiciados e presos na Operação Lava Jato. 


Boi caro

Os dirigentes da empresa alimentícia JBS, controladora da marca FRIBOI deve gostar muito de Alagoas. Doaram para a campanha de Renan Filho mais de 3 milhões de reais e para a campanha de Benedito de Lira 1 milhão e 200 mil. No Brasil, como um todo, a JBS doou para dezesseis partidos políticos a bagatela de 391 milhões e 800 mil reais, quase meio bilhão. Desse jeito a carne não vai baixar de preço nunca.


Nas grades

Repercutiu no país inteiro as declarações do empresário Ricardo Pessoa, da Construtora UTC, afirmando que doou 7 milhões de reais para a campanha de Dilma e 1 milhão e 500 mil para a campanha de Renan Filho. No dia 28/08/2014 a Construtora Camargo Correia doou 3 milhões e 332 mil ao PMDB de Alagoas. O detalhe importante é que um de seus mais importantes dirigentes está preso. 

Esquecidos

Aliados que votaram em Renan Filho se queixam que não são prestigiados em nada e nem sequer são recebidos. O número hoje de insatisfeitos é substancial para um início de governo. Alguns atribuem ao fato de Renan Filho não ter feito acordo nenhum nem acertado nada com ninguém. Outros dizem que ele não sabe nem quanto custou à eleição. Mas como o pai não tem conseguido muita coisa com o filho nos pedidos de correligionários, o slogan do momento de Renan é: ´´fale com o governador´´.


Contradição

 Enquanto o Governo se encontra em sérias dificuldades financeiras, o governador continua indo à Brasília em jatinho fretado. 
Erro Primário O governador assim que assumiu demitiu todos os cargos comissionados e nomeou seus substitutos sem procurar saber se eles conheciam a administração pública. Resultado foi um festival de incompetência. Na maioria das secretarias, com raras exceções, existem ocupantes de cargos comissionados que não sabem pra onde vão, já que não entendem absolutamente de nada. Até que alguns são boas praças, mas nunca trabalharam no setor público.


Segurança

 É inegável que a segurança pública melhorou um pouco em Alagoas, mas em Maceió tem ficado cada dia pior. No bairro de Jaraguá, por exemplo, há meses o que se via era roubo de celulares e carros arrombados.  Agora os ladrões estão entrando nos prédios e roubando o telhado. É isso mesmo. Na rua da Associação Comercial os ladrões conseguem entrar nos prédios e roubam as telhas, os caibros, as linhas, sem ninguém para importuná-los. Um bairro tradicional com vários bancos, faculdade, escritórios de advocacia e comerciantes de uma forma geral foi totalmente esquecido pelo poder público.


 Mega promoção

O comércio de Maceió que vem sentindo a crise de perto, vai preparar, através da Câmara de Diretores Lojistas, uma mega promoção no mês de setembro. É a hora dos comerciantes renovarem os estoques, driblar a crise que bateu à porta de todos e apostar num final de ano pelo menos igual a 2014. Para o presidente da entidade, Fernando Azevedo, enfrentar uma crise como esta é um desafio.

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