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Edição nº 822 / 2015

28/05/2015 - 11:52:00

Jornalista Jair Pimentel lança livro reportagem sobre Alagoas

Do massacre dos índios Caetés aos escândalos políticos da atualidade: uma má notícia

Da Redação

Depois de 15 anos do seu primeiro livro: A História de Alagoas - dos Caetés aos Marajás, que teve três edições, com quatro mil exemplares vendidos, o jornalista, professor e escritor Jair Pimentel lançou mais um livro reportagem, com título diferente e atualizado até março de 2015. “Alagoas, uma má notícia” é fruto de um trabalho de intensa pesquisa em jornais e revistas do País. São 118 páginas divididas em 20 capítulos, contando a história “nua e crua” do Estado que é campeão em analfabetismo, mortalidade infantil e violência. 

Mais uma vez o autor optou por não fazer lançamento, nem vender seu livro em livraria e banca de revista. Como não conta com patrocinador, o pagamento à gráfica é com recursos próprios, fruto da vendagem de seus livros, que já foram quatro em 16 anos. “Ainda pretendo lançar mais um este ano, que será: 1815 (A história de um engenho banguê, que virou povoado, vila e chegou a capital de Alagoas), homenageando os 200 anos de emancipação política de Maceió”, confidenciou o escritor. Segundo Jair Pimentel, depois da aposentadoria ficou mais fácil pesquisar para lançar um livro. “Tenho tempo de sobra para ler, escrever e pesquisar, minhas verdadeiras paixões”, disse, lembrando que dispõe de uma biblioteca com mais de três mil livros, além de hemeroteca, mas ainda tem tempo para pesquisar em outros locais.

Esse acervo há mais de quatro anos é disponível à comunidade carente do Povoado Bananal, em Viçosa, terra de seus antepassados, onde passa quatro dias por semana, com uma meta: transformar crianças, carentes do saber, em verdadeiros cidadãos intelectualizados, através do livro, da escrita e de suas aulas extraclasse. No capítulo “Comeram o bispo Sardinha”, parafraseando uma peça de teatro de muito sucesso nos palcos, é relatado todo o episódio, com fatos documentados conseguidos em livros e manuscritos da biblioteca da Torre do Tombo, em Lisboa, mostrando que o massacre ocorreu no alto da atual Praia do Gunga, local que existe marcado pelas ruínas de uma igrejinha.

A permanência do bispo na então capital da colônia (Salvador) e suas brigas com o governador geral e a fuga para Portugal. O livro envereda pelo século XVII, com a Invasão Holandesa e o Quilombo dos Palmares, seguindo no outro século, com a guerrilha entre índios e brancos, conhecida como Cambinada, chegando ao século XIX, a emancipação de Alagoas e seus governantes nomeados pelos imperadores, para tudo ser transformado em República Federativa, eleições diretas, brigas, escândalos e sempre uma má notícia. 


Em se plantando, tudo dáNesta obra, Jair deixou espaço para também falar das belezas naturais do Estado, de seu povo, do folclore, usos e costumes. Enalteceu que são quase 28 mil quilômetros quadrados, entre o Litoral e o Sertão. E embora Alagoas seja o segundo menor Estado da Federação, “da foz do rio São Francisco, em Piaçabuçu até a do rio Una, em Maragogi, é só  beleza. Um mar azul e verde, coqueiros, areia branca e a culinária que encanta a todos: turistas e nativos”.O livro está disponível para venda pelo preço de R$ 20,00, envelopado e autografado pelo autor, na portaria de seu prédio, com pedidos feitos pelo Facebook ou e-mail: [email protected] É uma obra completa que vale a pena conferir.

O AUTOR

José Jair Barbosa Pimentel nasceu na cidade de Viçosa em 1951, onde viveu até a primeira infância. Primogênito do casal Joel Vital Pimentel  e Leonilda Barbosa de Souza, foi funcionário público federal, é poeta, violonista e jornalista. Aos 14 anos de idade, já estava escrevendo no jornal onde seu pai era colunista (Jornal de Hoje). De lá prá cá não parou mais, se especializando na área econômica.É casado, pai de dois filhos e avô. Vive entre Maceió e Viçosa, onde mantém no Povoado Bananal um espaço cultural com biblioteca e museu, o que sempre sonhou quando chegasse à aposentadoria. O trabalho é voluntário e com o objetivo de conscientizar crianças e adolescentes da comunidade a gostarem de ler e escrever.

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