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Edição nº 822 / 2015

28/05/2015 - 11:30:00

O Quinto Poder

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa

Vivemos num país onde funcionam constitucionalmente três Poderes harmônicos entre si: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Um depende do outro, mas a engrenagem é interessante: O primeiro é encarregado de gerir a nação, executar obras, etc... O segundo cria as leis e o terceiro julga o povo baseado na Constituição e em outros dispositivos legais.   

 Muito bonito no papel. Mas, na prática há coisas certas e erradas nos poderes constituídos. O Presidente ou a Presidente da República é humano e comete erros. No Legislativo, centenas de parlamentares, eleitos pelo povo, na sua maioria, se acham semideuses e o resultado, nem sempre é dos melhores. O Judiciário é formado por homens e mulheres, concursados, preparados para agir, de acordo com a lei. Mas, como somos pecadores, aparecem histórias interessantes. Quem não se lembra do juiz que levou para casa o piano do réu, o Eike Batista?     

Aí aparece o quarto Poder, responsável por denúncias famosas. No Brasil os mais recentes foram mensaleiros, lava jato e taturanas. Estou falando, amigos, da imprensa. O jornalismo investigativo é alucinante, emocionante, contagiante. Vários presidentes de países tiveram que renunciar por causa de escândalos descobertos pela imprensa. Em nosso imenso Brasil o mais famoso foi o caso Collor. Depois, foi absolvido em vários processos. Imagino o sofrimento do moço durante os anos em que quis governar sozinho e foi engolido pelas raposas políticas do Sul e Sudeste.     

O ônus da prova é do denunciante, dizem os juristas. Mas, uma propaganda negativa vale dez vezes mais do que uma positiva e até que a vítima prove não ter cometido o delito, muita água já rolou por baixo da ponte e a pessoa já ficou conhecida no mundo, por erros possivelmente não cometidos.     

Nesses últimos anos surgiram as redes sociais e aí, diríamos nós, o Quinto Poder. Os principais jornais, emissoras de rádio e TV, têm sua parte virtual. Fica tudo impresso nas telas de seus computadores, as quais milhares de curtidores acessam com facilidade.   

 Se você quer falar com um político, jurista, governador ou até presidente da República, não precisa marcar hora, passar longos momentos esperando para ser atendido ou não. Basta entrar na internet, em qualquer rede e escrever o que sente. Milhares de pessoas leem o texto e o importante cidadão que não tem tempo para receber um simples mortal, vai tomar conhecimento do seu recado e, sendo inteligente, vai designar um assessor para desempenhar semelhante papel. Resolver ou não o caso é outro problema.     

Em Alagoas, a nível estadual e municipal, existe o Portal da Transparência. As entidades são obrigadas a usar o mecanismo e dizer à sociedade o que estão fazendo. No momento, saiu na imprensa que o Legislativo tem 30 dias para fazer parte do Portal. Segundo notícias veiculadas é o único órgão que não aderiu à transparência.   

 O importante é saber até que ponto as notícias colocadas na internet são verdadeiras. Por exemplo: a Mesa anterior da Assembleia Legislativa publicava as folhas de pagamento tão embaralhadas que ninguém entendia. Comissionados, aposentados, ativos, pensionistas, tudo junto e em ordem alfabética. Difícil era descobrir quem era quem naquela bagunça!   

Atualmente, cobramos pelas redes sociais, direitos que não são respeitados pelos dirigentes. Podemos denunciar má gestão, perseguições, improbidades administrativas, desvio de dinheiro público, etc... O assunto torna-se público e notório. Daí, as autoridades podem tomar as devidas providências.   

 Vi um filme chamado o “Quinto Poder” onde dois rapazes acessavam informações confidenciais e as colocavam na internet. A confusão foi tanta que os dois internautas quase morrem e um deles está asilado numa embaixada de outro país.   

 O Brasil vive uma grave crise por causa de denúncias apresentadas e comprovadas por simples cidadãos.      

Então, autoridades que usam o dinheiro público indevidamente ou cometem outros crimes, cuidado com o Quinto Poder. 

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