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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 822 / 2015

27/05/2015 - 20:28:00

Gabriel Mousinho

As doações de campanha

A campanha eleitoral de 2014 passou, mas os reflexos financeiros das duas maiores candidaturas, no caso de Renan Filho e Benedito de Lira, ainda são motivos para curiosidades e perplexidade.De acordo com a divulgação das doações das campanhas pelo Tribunal Regional Eleitoral, Renan Filho, oficialmente, gastou a bagatela de 45 milhões, 847 mil, 244 reais e 41 centavos, contra apenas 8 milhões, 750 mil,  742 reais e 80 centavos do senador Benedito de Lira.

Como se vê nada mais compreensível de que Renan tivesse uma votação superior ao candidato do PP, já que dinheiro na sua campanha não era nenhum problema.Enquanto a doação para o PMDB de Renan Filho foi de 28 milhões, 964 mil, 145 reais e 86 centavos, a de Biu chegou apenas a 7 milhões, 363 mil, 742 reais e 80 centavos. Na contribuição para a pessoa física de Renan Filho, simpatizantes doaram 16 milhões, 883 mil, 98 reais e 55 centavos, dando uma goleada em Biu de Lira que arrecadou apenas para o PP 1 milhão e 380 mil reais.

A disparidade

Com essa diferença de recursos, já no final da campanha não se tinha mais dúvidas de que Renan estava na frente. Como dinheiro tudo pode, ou quase tudo, teve município do interior que o candidato do PMDB ficou com a situação, a oposição e os indecisos. Como conseguiu convencer ao eleitorado, fica por conta do leitor. 


Oficiais

Os números que a coluna está publicando se encontra no site do Tribunal Eleitoral de Alagoas, além dos nomes das grandes empresas, tanto de um candidato como de outro, que estão denunciadas na Operação Lava-Jato. Se tiverem qualquer relação com candidaturas, isso somente o tempo dirá.


As encrencadas 1

Das empresas que fizeram doações para o PMDB de Alagoas, estão encrencadas na Operação Lava-Jato as Construtoras Queiroz Galvão, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Noberto Odebrecht, Serveng Civilsan, Cosan Lubrificantes, OAS e UTC Engenharia, afora outras conhecidas e desconhecidas da população alagoana. Para o candidato pessoa física de Renan Filho, também fizeram doações a OAS, Construtora Queiroz Galvão, Cosan Lubrificantes, UTC Engenharia, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Norberto Odebracht e outras empresas.


As encrencadas 2

As doações para o PP de Benedito de Lira não figuram nenhuma empresa envolvida com a Operação Lava Jato, mas para o candidato pessoa física, constam oficialmente doações da OAS, Queiroz Galvão, Sanco Engenharia, todas através das direções estadual e nacional do Partido Progressista.

Denúncia grave

É grave a denúncia do deputado federal Paulão de que 90% dos telefones de parlamentares na Assembleia Legislativa estão grampeados. A revelação foi feita no início da semana e teve a reação instantânea do Ministério Público de que só é grampeado bandido ou quem esteja sendo investigado assim mesmo com autorização da Justiça. 

Inferno astral

O inferno astral do governador Renan Filho está apenas começando exatamente a partir de agora. Sem dinheiro para conceder reajustes salariais, o secretário da Fazenda, George Santoro, mandou um recado sutil aos servidores: a opção do governo é, pelo menos, garantir em dia os salários. Ou seja, reajuste, pelo visto, nem pensar.


Na campanha vale tudo

O governador Renan Filho não economizou promessas durante a campanha eleitoral. Ele prometeu tudo, inclusive um mar de rosas para o funcionalismo e o povo. Com a corda financeira no pescoço, não tem como honrar nada, muito menos os reajustes dos servidores.


Rescaldo de Téo

As poucas inaugurações que o governador vem fazendo por aí, são resultados ainda do seu antecessor, Téo Vilela. No mais, só muita conversa e pouca ação.


Até quando?

Esta é a pergunta que os servidores estaduais estão fazendo com a crise financeira que não dá esperança de melhores dias. Até quando vamos aguentar? Têm perguntado os trabalhadores.


Esperado

A saída dos administradores da massa falida do Grupo João Lyra já era esperada há muito tempo. Eles deixaram as usinas sucateadas, deram prejuízos de mais de 60 milhões de reais somente com as canas das indústrias de Minas Gerais e não agilizaram a venda dos ativos para resolver as pendências com credores e trabalhadores. Afinal de contas, eles estavam bem tranquilos com os gordos salários que recebiam todos os meses da massa, até quando tinha dinheiro.

De fora

Com a substituição dos administradores, o que deverá ser feito imediatamente, existe a possibilidade dos filhos de João de Lyra ficar à frente do processo falimentar. O que não deve ocorrer, por hipótese alguma, é JL querer se envolver na venda dos ativos. Isso, com certeza, a Justiça não irá permitir.


Ferro velho

Se as usinas de João Lyra não forem vendidas imediatamente para pagar credores e trabalhadores, elas irão virar ferro velho. Pelo menos este é o sentimento de quem espera receber o que ainda lhe deve. Milhares estão à míngua, morrendo de fome na acepção da palavra.

Batalha de Collor

O senador alagoano Fernando Collor, depois de pedir o impeachment do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, teve seus sigilos e de algumas de suas empresas quebrados pelo Supremo Tribunal Federal. Collor continua negando ter recebido propinas do doleiro Alberto Yousseff, mas com a quebra dos sigilos tudo deverá ser esclarecido.


Plano Bresser

Depois de ganhar em todas as instâncias, centenas de trabalhadores da antiga Ceal, onde muitos já faleceram, se perguntam por que a Justiça não decide sobre o pagamento do débito que já ultrapassa a casa dos 1 bilhão e 500 milhões de reais do Plano Bresser. O processo que voltou para o Tribunal Regional do Trabalho para cumprir decisão da alta corte, parece que dorme em berço esplêndido. Até quando?

Corda bamba

O governador Renan Filho faz muito força para salvar a 17ª Vara Criminal, mas não tem como ´´convencer´´ muitos deputados para manter o seu veto. Ele sabe da fragilidade da sua bancada e vê com preocupação a oposição, liderada por Chico Tenório, Antônio Albuquerque e Marcelo Victor, tomar as rédeas da negociação. Sem ter moeda de troca já que o mar não está pra peixe, Renan continua jogando tudo no papo e na sorte.


Pegando fogo 1

Nos bastidores a eleição para a nova diretoria da OAB, em novembro, pega fogo. Já tem muitos candidatos com olho no cargo de presidente, mas em pesquisas para consumo particular tem alguns que a rejeição beira a estratosfera. Também se comenta que o atual presidente, Thiago Bonfim, não seria mais candidato.


Pegando fogo 2

Nos últimos dias até no facebook a OAB foi exposta. Os comentários são de que a Ordem não poderia gastar recursos aleatoriamente com propaganda. No intervalo do Jornal Nacional, por exemplo, algumas inserções foram feitas. Pelo andar da carruagem este será um dos temas principais durante a campanha que já inicia.

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