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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 821 / 2015

20/05/2015 - 20:28:00

A abolição da escravidão no Brasil

SEBASTIÃO PEREIRA Advogado

No dia 13 de maio comemora-se a abolição da escravidão, esta uma mancha tenebrosa da nossa história pátria, extinta pela coragem cívica e humanitária da Princesa Isabel, que ao assumir o Trono na ausência de seu pai o Imperador Dom Pedro II, assinou a lei Áurea, a qual recebeu essa denominação em face de ter sido assinada com uma caneta de ouro.Era neta de Dom Pedro I, imperador do Brasil e responsável pela nossa independência como País, libertando-nos do julgo português. Pressionado, voltou para Portugal abdicando o Trono em favor de seu filho Dom Pedro II, com apenas 5 anos de idade, sendo criado e educado por tutores.

Aos 15 anos foi declarada a sua maioridade, assumiu o trono e conseguiu pacificar as Províncias revoltadas. Foi um excelente Imperador!Fundou o Colégio D. Pedro II no Rio de Janeiro, uma referência na educação; nascido e criado no Brasil, pagou com a sua deposição o gesto de sua filha a Princesa Isabel que decretou a abolição da escravidão.Ele não merecia isso e foi traído por Deodoro da Fonseca, a quem educou e prestigiou, promovendo-o à marechal.Ao ser deposto, pediu um punhado de terra do Brasil, levando consigo para Portugal para que fosse colocado em seu túmulo quando morresse, vez que amava demasiadamente o Brasil, a Pátria que o viu nascer e crescer.Já no exílio lá em Portugal, escreveu o poema intitulado “Terra do Brasil” o qual transcreveremos a seguir.                                                

TERRA DO BRASIL                       

DOM PEDRO II

Espavorida agita-se a criança, De noturnos fantasmas com receio, Mas se abrigo lhe dá materno seio, Fecha os doridos olhos e descansa. 
Perdida é para mim toda a esperança De volver ao Brasil; de lá me veio Um pugilo de terra; e neste creio Brando será meu sono e sem tardança...

Qual o infante a dormir em peito amigo, Tristes sombras varrendo da memória, Ó doce Pátria, sonharei contigo! 

E entre visões de paz, de luz, de glória, Sereno aguardarei no meu jazigo A justiça de Deus na voz da história!


Dom Pedro II não merecia este final triste, pois fora preparado para governar o nosso Brasil e o fez com a desenvoltura de um verdadeiro estadista, tendo abolido, inclusive, a pena de morte no país; Era poeta dotado de um grande coração, tendo deixado a seguinte frase:“Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.”Dom Pedro II.

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