Acompanhe nas redes sociais:

16 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 821 / 2015

20/05/2015 - 20:14:00

MEIO AMBIENTE

Acordo climático

O futuro acordo climático de Paris visa envolver mais de 190 países na luta contra o aquecimento global, que exige a diminuição do uso de combustíveis fósseis para fazer grandes progressos em eficiência energética e mudança de gestão da Terra. Apesar das discussões estarem progredindo lentamente, todos os países reconhecem que não estão no caminho de 2°C, limite de aquecimento em relação à era pré-industrial que a comunidade internacional não deve exceder, a fim de evitar impactos graves e irreversíveis para muitas pessoas.

Himalaias

O forte terremoto que atingiu o Nepal reduziu os Himalaias em cerca de 1 metro.  O trecho que teve sua altura reduzida é o de 80-100 km do Langtang Himal, a noroeste da capital Katmandu. Algumas áreas, incluindo a capital e o sul das montanhas do Himalaia, ficaram mais altas depois do terremoto. Cientistas dizem que é um comportamento geológico normal após um terremoto dessa magnitude.Normalmente, os Himalaias estão em ascensão por causa da colisão entre as placas tectônicas Indiana e Eurasiática. Mas durante grandes terremotos, o processo é invertido.

Geoglifos

O avanço nas pesquisas arqueológicas revelou a existência de cerca de 400 desenhos gigantes espalhados pela Amazônia, os geoglifos. Valetas de cerca de dez metros de largura e dois metros de profundidade, feitas em formato normalmente círculos ou quadrados. Pelo que se sabe, os geoglifos foram feitos por índios Aruaques que habitaram a Amazônia séculos atrás para servir de campo para rituais religiosos.Com o avanço dos levantamentos, um grupo de pesquisadores brasileiros e finlandeses se concentra em analisar quais os hábitos dos povos.


Camada de gelo do Ártico 

A extensão de camada de gelo no Ártico é a menor desde o final da década de 1970, quando começaram os registros com satélite. Devido à mudança climática e ao aquecimento global, ela é cada vez mais fina. Esta tendência traz grandes implicações para as rotas marítimas, a pesca, a fauna local, a exploração de recursos naturais e as comunidades nativas do Alasca.Os efeitos da redução da camada gelo não se concentram só no Ártico e zonas próximas, mas têm influências notáveis no clima do resto do planeta, como na formação de furacões ou no conhecido como “terceiro polo”, a cordilheira do Himalaia.

Gêiser rosa

 Um artista que criou polêmica ao tingir um famoso gêiser da Islândia de rosa, foi multado em 100 mil coroas islandesas (R$ 2.300). Marco Evaristti recusou-se a pagar a quantia e deixou o país no último domingo sem objeção da polícia. Criticado por ambientalistas, ele defendeu seu trabalho, alegando que o corante usado para colorir a nascente termal de rosa era inofensivo. Segundo ele, o trabalho faz parte de um projeto no qual pretende, entre outras coisas, tingir uma duna do deserto do Saara e uma ovelha. 

Novo recorde mundial

Cientistas dos Estados Unidos indicaram que as concentrações globais de dióxido de carbono atingiram um recorde de média global de 400 partes por milhão.Em grandes quantidades, o dióxido de carbono é um poderoso e perigoso gás de efeito estufa, produto das atividades humanas, entre as quais a combustão de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo, e o desmatamento. Os cientistas asseguram que o aumento de CO2 por milhão produz, entre outras coisas, o aumento das temperaturas na Terra e uma desordem climática.


Nível do mar

A elevação do nível do mar em todo o mundo acelerou ao longo da última década. Esta aceleração é maior do que a observada na década anterior, mas está de acordo com a aceleração causada pelo derretimento das calotas polares na Groenlândia e no Atlântico ocidental durante este período, assim como as previsões do IPCC. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o nível global do mar subiu 19 centímetros entre 1901 e 2010, uma média de 1,7 milímetros por ano. O IPCC prevê um aumento do nível do mar de 26 a 82 centímetros até 2100 em comparação com o final do século XX.


Carbono na Amazônia  

A Amazônia abriga cerca de 16 mil espécies de árvores, mas apenas 182 dominam o processo de captura de gases que causam o efeito estufa, de acordo com pesquisa publicada na revista Nature Communications. Com 5,3 milhões de quilômetros quadrados, o ecossistema é a maior floresta tropical do mundo e essencial para o ciclo de sequestro de carbono do planeta. Responde por cerca de 14% do carbono assimilado por fotossíntese e abriga 17% de todo o carbono estocado em vegetação em todo o planeta. No Brasil, 61% das emissões são resultantes de mudanças de uso do solo e desmatamento. Aproximadamente 17% da floresta - uma área equivalente ao território da França ou quase duas vezes ao do Estado do Maranhão - já foram convertidos para outras atividades de uso do solo.


Roubo de madeira

Enquanto a construção da polêmica usina de Belo Monte passa por sua fase final, indígenas vizinhos enfrentam uma explosão da extração de madeira ilegal em suas terras. O Instituto Socioambiental (ISA) faz uma estimativa de que o equivalente a R$ 400 milhões em madeira teriam sido roubados dessa terra indígena apenas em 2014. O ISA acredita que o aumento da extração estaria atendendo a uma crescente demanda em Altamira, cidade cuja população saltou 50% após Belo Monte, para 150 mil pessoas. A estimativa é de que a área explorada ilegalmente por madeireiros dentro da Cachoeira Seca mais do que dobrou, passando de 4.700 hectares em 2013 para 13.390 hectares em 2014, equivalente a 1.080 estádios Maracanã, no Rio de Janeiro.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia